existir

A EXISTIR surgiu em meados de 2002, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019



O Que Ninguém Te Diz Sobre Pessoas Com Deficiência e Auto Preconceito!!!

A gente aqui do blog, Território Deficiente, critica muito a sociedade perante as pessoas com deficiência, que ela deixa muito a desejar, é cheia de preconceitos, padrões, não quer incluir ninguém que fuja dos padrões, enfim ela é cheia de rótulos e regras.

O que ninguém te diz sobre pessoas com deficiência e auto preconceito!!!
Tudo isso, só ferra com a vida de quem de alguma forma é totalmente diferente, exemplo as pessoas com deficiência, que precisam lidar com tudo, para tentar ser inserido (a) na sociedade.

No entanto hoje não queremos falar da sociedade, ela tem os defeitos dela, temos que discutir, como a gente faz aqui no blog, com objetivo de melhorar, porém também devemos olhar para o nosso próprio umbigo. Como a gente lida com a nossa deficiência? 

A sociedade inferioriza a pessoa com deficiência e diversas pessoas com alguma deficiência também se inferioriza, por quê? Por que parar no primeiro obstáculo que encontrar? Você pessoa deficiência sonha?

Conta pra a gente, algum dos seus sonhos!!! Agora, fale o que você faz para realizar esse sonho. Se tá difícil encontrar um sonho ou falar o que você faz para concretizar, é porque você acha que vai ser impossível realizar, pois você usa a sua deficiência e o comportamento da sociedade como desculpa!!!

Hummm é porque você pensa igual à sociedade, a pessoa com deficiência é inferior, inútil, tem que ficar isolada mesmo. É você pode reclamar da sociedade, contudo você também é assim, pior, você tem preconceito com você mesmo, não se aceita, por isso se acha inferior!!!

Estou sendo duro? Estou, mas se eu acredito na inclusão, eu tenho que acreditar em mim, não me fazer de vitima e nem de herói!!! Preciso também cutucar a sociedade, mostrar que os seus conceitos sobre as pessoas com deficiência estão errados e tenho que cutucar a pessoa com deficiência também; tenho que te mostrar que podemos, devemos que ninguém é inferior.

Temos que lutar provar para a sociedade que não se pode colocar a pessoa com deficiência no altar e nem no lixo, mostrar que somos seres humanos iguais a todos. Para isso, primeiro, você não pode se achar inferior. Segundo, "aceitar" que no mundo, existe exclusão, porém podemos diminuir e mostrar que a inclusão é totalmente possível.

Terceiro, que tinha que ser o primeiro, você se enxergar, olhar para a sua deficiência, se aceitar. Quarto, mostrar a cara, falar, falar, falar, não parar no primeiro obstáculo e se esconder. Sair da, famosa, zona de conforto, porque também é muito fácil e simples, falar; sou deficiente, ninguém me aceita, sou um lixo mesmo, então vou ficar aqui na minha!!! Isso acontece demais!!! É fácil reclamar e não agir!!!

Então vamos lá...
Não se inferiorize; 
Se aceite;
Olhe se veja;
Mostre-se;

Vamos começar a tirar a bunda do sofá, pois deficiência não é sinônimo de doença, nem de inferioridade, muito menos de ser inútil!!!

Recomendação do Território: Um e-book que nos ajuda muito e inclusive no ajudou na criação desse texto é o livreto: Superação - 4 Passos Para Se Reestruturar Internamente Rumo Aos Seus ObjetivosSe eu fosse você não sairia desse texto sem adquirir esse e-book, tenho certeza que logo estará aqui nos agradecendo por essa ótima recomendação!!! 

Fonte: https://www.territoriodeficiente.com/2019/02/o-que-ninguem-te-diz-sobre-pessoas-com-deficiencia-e-auto-preconceito.html.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019





O QUE NINGUÉM TE FALA SOBRE A SÍNDROME DE DOWN
Olá,
Assim que recebemos a notícia sobre da SD, independente se foi ainda na gestação ou logo após o nascimento do bebe, no nosso caso foi no primeiro dia de vida do Lele (parto do Lele) tudo que mais escutamos é:
Foto: Alini Merlin
“Somente pais especiais recebem um filho assim”
“Vocês vão ver como ele vai mudar a sua vida”
“Ele é uma criança de luz”
“Crianças Especiais são presentes de Deus”
“Deus não dá nada que você não possa carregar”
Confesso que a princípio todas essas frase nos deixam mais apavorados ainda, pois dentro da maternidade mesmo, ouvimos isso de diversas enfermeiras, mas nenhuma estava feliz, pareciam querer confortar a gente de uma “dor” o que nos deixava pior ainda, se perguntando, “Por que eu?” “Por que com a gente?” “o que fizemos para merecer isso?”
Dias passam, a gente aprende, reflete e passa ver tudo de uma forma totalmente diferente.
E o que ninguém te conta é que sim, seus dias vão realmente mudar, aliás sua vida vai mudar! Mas não é para pior não!
Você vai aprender ser paciente, ser menos ansioso, vai se dedicar cheio de amor para tudo com essa criança, você vai vibrar com cada conquista desse pequeno guerreiro, que de indefeso não tem nada!
Você vai ler muito, perguntar sobre tudo, você vai virar uma amostra de fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, nutricionista, ate mesmo um geneticista.
Você vai virar um bicho se alguém discordar de tudo aquilo que você aprendeu, você vai saber item por item da SD.
Você vai deixar o pediatra maluco de tantas questões. Você vai chorar de medo a cada exame que será realizado, e vai ficar sem dormir esperando todos os resultados.
Você vai criar ele para o mundo com um medo dele não precisar mais de você, você vai torcer por sua independência sem esperar nada, apenas que ele seja feliz!!
Você vai ensinar mil vezes a mesma coisa e vai se surpreender quando ele fizer, sem que você esteja esperando, alias, você já vai ter esquecido que ensinou, mas ele jamais vai esquecer o que aprendeu com você!
Você finalmente vai entender todas aquelas frases que no início doía escutar, sim, vocês são pais especiais, sim, Deus escolheu o melhor para vocês. Sim, são crianças diferentes.
E nós, somos totalmente privilegiados de poder dividir nossas vidas com eles.

Fonte: http://21motivosparasorrir.com.br/o-que-ninguem-te-fala-sobre-a-sindrome-de-down/?fbclid=IwAR1sBHvJv_NWYuUE-JbWuBCydffARcl3xJb9rbbaJ4VIxbEcgZ5oad7grXw

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019



Mídia: Inimiga ou Aliada das Pessoa com Deficiência?
ESSE ARTIGO PODE CHEGAR A MAIS DE 50 MILHÕES DE DEFICIENTES!!! PRATIQUE A INCLUSÃO, COMPARTILHE ESSE POST.
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Vivemos um momento complexo no que diz respeito à participação social das pessoas com deficiência. Por um lado, temos uma legislação específica avançada e o envolvimento cada vez maior do Ministério Público.

Mídia: Inimiga ou Aliada das Pessoa com Deficiência?
Por outro, ainda encontramos no cotidiano atitudes preconceituosas e práticas discriminatórias que preservam e reproduzem concepções antigas e errôneas sobre as deficiências em diversas esferas sociais.

Hoje, após 30 anos da proclamação, pela Organização das Nações Unidas (ONU), do “Ano Internacional da Pessoa com deficiência”, esta é a contradição enfrentada pela maioria desse segmento no Brasil.

Ao mesmo tempo, tem sido cada vez maior o número de pessoas com deficiência e de organizações da sociedade civil que buscam, com diversas práticas e ações, tanto o cumprimento dos direitos conquistados nas últimas décadas como, também, uma reflexão mais profunda e eficaz em toda a comunidade acerca da diversidade humana.
Nesse contexto, a mídia é considerada, por muitos especialistas e representantes das pessoas com deficiência, uma grande aliada para a inclusão social, na medida em que esta pode exercer um duplo papel importante: fiscalizar o poder público em relação ao cumprimento das leis específicas e conscientizar a comunidade com informações que combatem atitudes preconceituosa

No entanto, a maioria dos meios de comunicação de massa foca suas reportagens e programas nas pessoas com deficiência e não nas causas sociais da desigualdade e da discriminação – como nos obstáculos arquitetônicos, na péssima qualidade da educação básica, da reabilitação e da saúde preventiva e, sobretudo, na desinformação da população em relação ao tema.

Além disso, muitos profissionais dessa área ainda colocam as pessoas com deficiência como “heróis” ou “coitadinhos”. Dessa maneira, colaboram para a manutenção de estereótipos e estigmas construídos historicamente e cristalizados no senso comum que prejudicam as relações sociais entre as diferenças (inclusive utilizando termos como “especiais”, “vítimas”, “superação”, “sofrimento” etc.).

Assim, alguns assuntos como a acessibilidade, as características da síndrome de Down, da baixa visão e do autismo e a importância da Língua de Sinais Brasileira poderiam ser melhor trabalhados pelos jornais, emissoras de rádio e televisão e outros tipos de mídia. 

Mais ainda, esse campo de atuação poderia tanto inserir as pessoas com deficiência nos temas da vida cotidiana (ex: entrevistar um jovem com deficiência para uma matéria sobre juventude) como, também, incluir os interesses desse grupo nos debates mais amplos (ex: pautar a educação inclusiva nas discussões sobre a qualidade da educação em geral).

Portanto, a mídia só vai ser uma aliada concreta das pessoas com deficiência quando mostrar para todos que essa questão – o convívio entre as diferenças – exige uma responsabilidade de todos.

O que esse grupo espera dos meios de comunicação de massa (e de outros setores da sociedade) é uma boa utilização das datas comemorativas relacionadas às pessoas com deficiência, mas, sobretudo, respeito e dignidade em todos os dias do ano.

Fonte: * Manoel Negraes, cientista social, 32 anos. Trabalha na área de Mobilização Social da Unilehu – Universidade Livre para a Eficiência Humana (manoel@unilehu.com.br) e no projeto Minuto da Inclusão do MID – Comunicação e Cidadania (manoel.mid@gmail.com).

INFORMATIVO: https://www.territoriodeficiente.com/2019/01/midia-inimiga-ou-aliada-das-pessoas-com-deficiencia.html

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018


Férias – Tempo de Aprender.
A importância de pessoas com deficiência realizarem suas tarefas em seu próprio ritmo



Por Sonia Casarin*
Nos dias de férias, as crianças em idade escolar têm suas tarefas diminuídas e com isso os pais (cuidadores) também podem relaxar. Quando trata-se de crianças com deficiência intelectual, além de férias da escola, também há um período de recesso nas terapias que estimulam o desenvolvimento. Então, é interessante parar tudo? Sim, é interessante a criança e a família terem tempo livre e sem compromissos, e neste tempo as aquisições anteriores podem ser consolidadas.
Além disso, as férias podem ser um período favorável para a criança ter outras vivências, como a realização de ações independentes em seus cuidados pessoais. Muitas vezes, na correria do dia a dia, há poucas oportunidades para a pessoa com deficiência realizar suas tarefas em seu próprio ritmo.
Nas férias, a higiene, o ato de vestir-se e de alimentar-se podem ser realizados no tempo da criança e não no tempo dos compromissos assumidos. Algumas vezes, a criança precisa de meia hora para vestir a camiseta e ela pode ter esse tempo, até que adquira a habilidade de realizar esse ato com mais rapidez. Experiências como essa podem ajudar a pessoa a tornar-se mais independente no futuro.
Então, nas férias os pais vão ter mais trabalho? Não necessariamente. Esses “exercícios” não devem ser rígidos, podem ser feitos todos os dias em algum horário confortável para a família. Por exemplo, se a criança deve aprender a alimentar-se sozinha, essa oportunidade deve acontecer em uma das refeições, não em todas. Se ela deve aprender a vestir-se sozinha, pode fazê-lo em uma das trocas de roupa.
Essas são oportunidades não devem sobrecarregar a família e podem ajudar a criança a conquistar sua independência.
Boas férias! 
FONTE:  https://www.portalolhardinamico.com.br/noticia/210/ferias-tempo-de-aprender-a-importancia-de-pessoas-com-deficiencia-realizarem-suas-tarefas-em-seu-proprio-ritmo


quarta-feira, 28 de novembro de 2018


Você, não é deficiente e sim, tem uma deficiência!!!

Não posso fazer isto, porque tenho uma deficiência!!! Não posso estudar, porque tenho uma bendita deficiência!!! Não posso sair com amigos, devido a deficiência!!! Quem vai querer ter um relacionamento comigo? Eu tenho uma deficiência!!! Como vou trabalhar, com essa maldita deficiência!!!

Você, não é deficiente e sim, tem uma deficiência!!!

O que mais tem neste mundo, são pessoas com deficiência que pensam assim, faz da sua deficiência, um enorme peso!!! Tudo é culpa da deficiência. Vou usar aqui o termo baixa alto-estima, para ficar mais fácil entender.

Então vamos lá, certas pessoas com deficiência, por diversos fatores, tem uma baixa alto-estima devido a sua deficiência, ela e normalmente a família, olham para a deficiência, como se ela fosse um bicho papão, limitando o sujeito a fazer qualquer coisa.

E aí, esta pessoa, sofre, vive triste, fala pouco, enfim é aquela pessoa que não tem nenhum sabor na vida. Os outros, a família, olham para essa pessoa, com pena, acreditando que é por causa da maldita deficiência, porém não é bem assim.

A pessoa com deficiência não é digna de pena e não é um objeto que só da trabalho. Ela é um sujeito comum, capaz de muita coisa. O que a pessoa com deficiência precisa, é ser criada sabendo da suas limitações, conhecendo-as, muito bem e principalmente se aceitando.

Você, não é deficiente e sim, tem uma deficiência!!!

Contudo, tem que deixar a deficiência no lugar dela, a vida não deve e não pode girar em torno da deficiência, se não, fica impossível de viver. E outra, a deficiência, não te define, você não é deficiente. Você, sujeito, ser humano, tem uma deficiência, entendeu a diferença?

Você, pessoa com deficiência, pode sim fazer diversas coisas, trabalhar, estudar, sair com amigos, amar e ser amado, mesmo que certas coisas precise de adaptação. Não use a deficiência, como desculpa!!!
FONTE: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8664332441925879087#editor/target=post;postID=5812770277672245731

quarta-feira, 31 de outubro de 2018


Estamos Enlouquecendo Nossas Crianças: Estímulos Demais, Concentração de Menos

O tédio nada mais é que a oportunidade de estarmos em contato conosco, de estimular o pensamento, a fantasia e a concentração.
Vivemos tempos frenéticos. A cada década que passa o modo de vida de 10 anos atrás parece ficar mais distante: 10 anos viraram 30, e logo teremos a sensação de ter se passado 50 anos a cada 5. E o mundo infantil foi atingido em cheio por essas mudanças: já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, entretêm, cuida, consola, protege, ampara e satisfaz) crianças como antigamente!
O iPad, por exemplo, já é companheiro imprescindível nas refeições de milhares de crianças.Em muitas casas a(s) TV(s) fica(m) ligada(s) o tempo todo na programação infantil – naqueles canais cujo volume aumenta consideravelmente durante os comerciais – mesmo quando elas estão comendo com o iPad à mesa.
Muitas e muitas crianças têm atividades extra curriculares pelo menos três vezes por semana, algumas somam mais de 50 horas semanais de atividades, entre escola, cursos, esportes e reforços escolares.Existe em quase todas as casas uma profusão de brinquedos, aparelhos, recursos e pessoas disponíveis o tempo todo para garantir que a criança “aprenda coisas” e não “morra de tédio”.As pré escolas têm o mesmo método de ensino dos cursos pré vestibulares.Tudo está sendo feito para que, no final, possamos ocupar, aproveitar, espremer, sugar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para impor às nossas crianças uma preparação praticamente militar, visando seu “sucesso”. O ar nas casas onde essa preocupação é latente chega a ser denso, tamanha a pressão que as crianças sofrem por desenvolver uma boa competitividade.Porém, o excesso de estímulos sonoros e visuais, físicos e informativos impedem que a criança organize seus pensamentos e atitudes, de verdade: fica tudo muito confuso e nebuloso, e as próprias informações se misturam fazendo com que a criança mal saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.
Além disso, aptidões que devem ser estimuladas estão sendo deixadas de lado:
·         Crianças não sabem conversar
·         Não olham nos olhos de seus interlocutores
·         Não conseguem focar em uma brincadeira ou atividade de cada vez (na verdade a maioria sequer sabe brincar sem a orientação de um adulto!)
·         Não conseguem ler um livro, por menor que seja.
·         Não aceitam regras
·         Não sabem o que é autoridade.
·         Pior e principalmente: não sabem esperar.
Todas essas qualidades são fundamentais na construção de um ser humano íntegro, independente e pleno, e devem ser aprendidas em casa, em suas rotinas.
Precisamos pausar. Parar e olhar em volta. Colocar a mão na consciência, tirá-la um pouco da carteira, do telefone e do volante: estamos enlouquecendo nossas crianças, e as estamos impedindo de entender e saber lidar com seus tempos, seus desejos, suas qualidades e talentos.
Estamos roubando o tempo precioso que nossos filhos tanto precisam para processar a quantidade enorme de informações e estímulos que nós e o mundo estamos lhes dando.
Calma, gente. Muita calma. Não corramos para cima da criança com um iPad na mão a cada vez que ela reclama ou achamos que ela está sofrendo de “tédio”. Não obriguemos a babá a ter um repertório mágico, que nem mesmo palhaços profissionais têm, para manter a criança entretida o tempo todo.
O tédio nada mais é que a oportunidade de estarmos em contato conosco, de estimular o pensamento, a fantasia e a concentração.
Sugiro que leiamos todos, pais ou não, “O Ócio Criativo” de Domenico di Masi, para que entendamos a importância do uso consciente do nosso tempo.
E já que resvalamos o assunto para a leitura: nossas crianças não lêem mais. Muitos livros infantis estão disponíveis para tablets e iPads, cuja resposta é imediata ao menor estímulo e descaracteriza a principal função do livro: parar para ler, para fazer a mente respirar, aprender a juntar uma palavra com outra, paulatinamente formando frases e sentenças, e, finalmente, concluir um raciocínio ou uma estória.
Cerquem suas crianças de livros e leiam com elas, por amor. Deixem que se esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar!
FONTE: https://www.contioutra.com/estamos-enlouquecendo-nossas-criancas-estimulos-demais-concentracao-de-menos/?fbclid=IwAR12IqNvAHn514-7GJGOOC4Sl5db8ux4FCZ_bSRFd5tlTqTiu0rGt3WucJs

terça-feira, 23 de outubro de 2018



A Caligrafia Desenvolve o Cérebro

Há uma tendência a descartar a escrita à mão como uma habilidade que não é mais essencial, mesmo que os pesquisadores já tenham alertado para o fato de que aprender a escrever pode ser a chave para, bem, aprender a escrever.
E, além da conexão emocional que os adultos podem sentir com a maneira como aprendemos a escrever, existe um crescente número de pesquisas sobre o que o cérebro que se desenvolve normalmente aprende ao formar letras em uma página, sejam de forma ou cursivas.
Em um artigo publicado este ano no “The Journal of Learning Disabilities”, pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se relacionava com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem.
Virginia Berninger, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, contou que a evidência dessa e de outras pesquisas sugere que “escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita”.
No ano passado, em um artigo no “Journal of Early Childhood Literacy”, Laura Dinehart, professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico: crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável para os professores lerem; as que têm dificuldades com a escrita podem achar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre.
Mas podemos realmente estimular o cérebro das crianças ao ajudá-las a formar letras com suas mãos?
Em uma população de crianças pobres, diz Laura, as que possuíam boa coordenação motora fina antes mesmo do jardim da infância se deram melhor mais tarde na escola.
Ela diz que mais pesquisas são necessárias sobre a escrita nos anos pré-escolares e sobre as maneiras para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.
“Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas”. Virginia Berninger
As pessoas precisam ver as letras “nos olhos da mente” para produzi-las na página, explica ela. A imagem do cérebro mostra que a ativação dessa região é diferente em crianças que têm problemas com a caligrafia.
Escaneamentos cerebrais funcionais de adultos mostram que uma rede cerebral característica é ativada quando eles leem, incluindo áreas que se relacionam com processos motores. Os cientistas inferiram que o processo cognitivo de ler pode estar conectado com o processo motor de formar letras.

Larin James, professora de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana, escaneou o cérebro de crianças que ainda não sabiam caligrafia. “Seus cérebros não distinguiam as letras; elas respondiam às letras da mesma forma que respondiam a um triângulo”, conta ela.
Depois que as crianças aprenderam a escrever à mão, os padrões de ativação do cérebro em resposta às letras mostraram mais ativação daquela rede de leitura, incluindo os giros fusiformes, junto com o giro inferior frontal e regiões parietais posteriores do cérebro, que os adultos usam para processar a linguagem escrita – mesmo que as crianças ainda estivessem em um estágio muito inicial na caligrafia.
“As letras que elas produzem são muito bagunçadas e variáveis, e isso na verdade é bom para o modo como as crianças aprendem as coisas. Esse parece ser um dos grandes benefícios da escrita à mão”, conta Larin James.
Especialistas em caligrafia vêm lutando com a questão de se a letra cursiva confere habilidades e benefícios especiais, além dos fornecidos pela letra de forma. Virginia cita um estudo de 2015 que sugere que, começando por volta da quarta série, as habilidades com a letra cursiva ofereciam vantagens tanto na ortografia quanto na composição, talvez porque as linhas que conectam as letras ajudem as crianças a formar palavras.
Para crianças pequenas com desenvolvimento típico, digitar as letras não parece gerar a mesma ativação do cérebro. À medida que as pessoas crescem, claro, a maioria faz a transição para a escrita em teclados. No entanto, como muitos que ensinam na universidade, eu me questiono a respeito do uso de laptops em sala de aula, mais porque me preocupo com o fato de a atenção dos alunos estar vagando do que com promover a caligrafia. Ainda assim, estudos sobre anotações feitas à mão sugerem que “alunos de faculdade que escrevem em teclados estão menos propensos a se lembrar e a saber do conteúdo do que se anotassem à mão”, conta Laura Dinehart.
Virginia diz que a pesquisa sugere que crianças precisam de um treinamento introdutório em letras de forma, depois, mais dois anos de aprendizado e prática de letra cursiva, começando na terceira série, e então a atenção sistemática para a digitação.
Usar um teclado, e especialmente aprender as posições das letras sem olhar para as teclas, diz ela, pode muito bem aproveitar as fibras que se intercomunicam no cérebro, já que, ao contrário da caligrafia, as crianças vão usar as duas mãos para digitar.
“O que estamos defendendo é ensinar as crianças a serem escritoras híbridas. Letra de forma primeiro para a leitura – isso se transfere para o melhor reconhecimento das letras –, depois cursiva para a ortografia e a composição. Então, no final da escola primária, digitação”. Virginia Berninger
Como pediatra, acho que pode ser mais um caso em que deveríamos tomar cuidado para que a atração do mundo digital não leve embora experiências significativas que podem ter impacto real no desenvolvimento rápido do cérebro das crianças.
Dominar a caligrafia, mesmo com letras bagunçadas e tudo, é uma maneira de se apropriar da escrita de maneira profunda.
“Minha pesquisa global se concentra na maneira como o aprendizado e a interação com as palavras feitas com as próprias mãos têm um efeito realmente significativo em nossa cognição”, explica Larin James. “É sobre como a caligrafia muda o funcionamento do cérebro e pode alterar seu desenvolvimento”.
Fonte: Uol

A caligrafia desenvolve o cérebro
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Fonte: https://www.soescola.com/2018/09/a-caligrafia-desenvolve-o-cerebro.html?fbclid=IwAR0yrVosfagJYd_qvH_WgAQwLZZq9E9IxlkHnk6pUVNqcSbbGB1ZfOf8wBc

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

segunda-feira, 20 de agosto de 2018



DIREITO É DIREITO

Você sabia que os portadores de algumas doenças podem ter direito a isenção do imposto de renda?

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Lucas Braga, Advogado
Publicado por Lucas Braga
há 4 dias
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Isso porque a Lei nº 7.713 de 1988 determinou a isenção do imposto de renda para as pessoas físicas que recebam proventos de aposentadoria ou pensão e sejam portadores de alguma das seguintes doenças: moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosaste, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de paget, contaminação por radiação ou síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).
Para tanto, a lei exige apenas que essa doença seja confirmada através de conclusão médica especializada, não sendo necessário que a doença tenha sido contraída antes da aposentadoria ou reforma.
A Súmula nº 598 do STJ determina ser desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimento judicial da isenção do IRPF, desde que o juiz entenda suficientemente demonstrada a doença grave por outros meios de prova.
No tocante a esse assunto, é importante deixar claro que, segundo a melhor jurisprudência dos tribunais, a legislação que concede isenção de imposto de renda aos portadores de moléstia grave não exige a contemporaneidade dos sintomas da doença, bastando que a pessoa cumpra os requisitos citados acima para que faça jus ao benefício: o recebimento de proventos de aposentadoria e o acometimento de uma das doenças elencadas.
O direito da isenção pode retroagir desde a data da constatação da doença, limitado a 5 anos. Dessa maneira, se a pessoa contraiu a doença em 2012, poderá pleitear a isenção daqui em diante, bem como os valores pagos nos últimos 5 (cinco) anos.
Fonte: 

Você sabia que os portadores de algumas doenças podem ter direito a isenção do imposto de renda?

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Lucas Braga, Advogado
Publicado por Lucas Braga
há 4 dias
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Isso porque a Lei nº 7.713 de 1988 determinou a isenção do imposto de renda para as pessoas físicas que recebam proventos de aposentadoria ou pensão e sejam portadores de alguma das seguintes doenças: moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosaste, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de paget, contaminação por radiação ou síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).
Para tanto, a lei exige apenas que essa doença seja confirmada através de conclusão médica especializada, não sendo necessário que a doença tenha sido contraída antes da aposentadoria ou reforma.
A Súmula nº 598 do STJ determina ser desnecessária a apresentação de laudo médico oficial para o reconhecimento judicial da isenção do IRPF, desde que o juiz entenda suficientemente demonstrada a doença grave por outros meios de prova.
No tocante a esse assunto, é importante deixar claro que, segundo a melhor jurisprudência dos tribunais, a legislação que concede isenção de imposto de renda aos portadores de moléstia grave não exige a contemporaneidade dos sintomas da doença, bastando que a pessoa cumpra os requisitos citados acima para que faça jus ao benefício: o recebimento de proventos de aposentadoria e o acometimento de uma das doenças elencadas.
O direito da isenção pode retroagir desde a data da constatação da doença, limitado a 5 anos. Dessa maneira, se a pessoa contraiu a doença em 2012, poderá pleitear a isenção daqui em diante, bem como os valores pagos nos últimos 5 (cinco) anos.
Fonte: https://lucasdbb.jusbrasil.com.br/noticias/613520703/voce-sabia-que-os-portadores-de-algumas-doencas-podem-ter-direito-a-isencao-do-imposto-de-renda