existir

A EXISTIR surgiu em 2001, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017


A Inclusão de Crianças com Deficiência na Educação Infantil




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Síndrome de Down: tudo que você precisa saber


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Guia de Orientação da Educação Especial em PDF




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'Não Tem Inclusão Real', Diz Mãe de Aluna com Deficiência Sobre Escolas Públicas


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Pais Que Leem Para os Filhos Ajudam a Aumentar o Vocabulário e a Memória


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quarta-feira, 18 de outubro de 2017


4 Pontos Sobre a Lei de Auxílio-Inclusão que Você Precisa Saber



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No texto de hoje vamos falar um pouco sobre a Lei do Auxílio-Inclusão que ainda está parada na Câmara dos Deputados.

Já tratamos do assunto em outros momentos, mas agora queremos falar do Projeto de Lei de autoria da Deputada Mara Gabrilli, que regulamenta a lei já prevista no art. 94 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa Com Deficiência, o (LBI).

Muitos ainda têm dúvidas sobre esse benefício, uma vez que, a LBI estabelece o direito, mas não traz uma regulamentação específica. Ou seja, não discrimina como o benefício se dará na prática e a quem de fato beneficiará.

Pois eh! O Brasil tem dessas coisas.

Precisamos de uma Lei para regulamentar outra Lei. Parece que ainda não aprendemos a ser práticos e diretos.

Mas enfim, essa é uma discussão para outro momento.

Vamos à PL 2130/15, que institui o Auxílio-Inclusão à pessoa com deficiência que for inserida no mercado de trabalho de maneira formal ou como servidor público.

Mais a baixo descreveremos os principais pontos que compõe o projeto da deputada, mas, primeiro vamos entender o porquê temos na LBI um artigo que nos garante esse direito.

Por que uma lei de Auxílio-Inclusão?

Todos nós temos vistos as brigas e discussões diárias sobre as questões que envolvem a previdência e suas possíveis reformas. Temos acompanhado apreensivos também as discussões sobre as reformas trabalhistas.

Temos ainda vistos o Brasil ser redescoberto em situações institucionalizadas de corrupção e falcatruas dentro do mundo político e de algumas grandes empresas inescrupulosas.

Tudo isso dentro de um cenário onde as pessoas com deficiência buscam ter seu “drama” pessoal amenizados por meio de um benefício ou outro que os governos, nas três esferas, eventualmente possam oferecer.

Atualmente vigora o Benefício da Prestação Continuada, o (BPC), que é destinado as pessoas com deficiência e os idosos que não podem trabalhar e que possuam uma renda per capita de no máximo ¼ do salário mínimo.

Entretanto, o BPC é suspenso quando a pessoa começa a exercer uma atividade remunerada. E é nessa situação que entra em ação o Auxílio-Inclusão.

Mas aí você pode perguntar: “Ahh! Eu vou perder meu benefício?”

Sim vai. Mas qual o problema?

O principal objetivo é promover a inserção no mercado de trabalho

Calma!

Antes que você comece a xingar e a odiar o Blog Inclusão Diferente, vou responder porque não vemos problemas na suspensão do BPC.

Um dos grandes dilemas que a maioria das pessoas com deficiência enfrentam é a “incapacidade” de trabalhar.

Veja que coloquei o termo incapacidade entres aspas.

Isso justamente para dizer que essa incapacidade não é da pessoa, mas sim do sistema em que vivemos onde, mesmo com a Lei de Cotas, temos vistos muitas pessoas com deficiência ainda sem trabalho regular.

Como entrar no mercado de trabalho é, muitas vezes, difícil, muitas pessoas acabam lançando mão de benefícios previdenciários e assistências para poder sobreviver.

Contudo, aquela vontade de se sentir útil, em muitos casos prevalece, e a pessoa acaba ficando no dilema de fazer de tudo para conseguir um emprego e ao mesmo tempo perder o benefício, já que em nenhum tipo de emprego existe a garantia que você ficará nele até se aposentar.

E então, o que fazer?

Deixar o BPC, conquistar um emprego, perder o benefício e quando for mandado embora ficar se nenhuma renda?

Pois eh! Parece meio tensa essa situação, não é mesmo? E de fato é! Não temos como negar.

Então, para estimular a inserção no mercado de trabalho, o Auxílio-Inclusão será disponibilizado justamente quando a pessoa estiver trabalhando formalmente. Ele objetiva permitir o custeio de despesas adicionais que muitos têm para exercer uma atividade profissional.

Isso vai lhes garantir a subsistência em igualdade de condições com os demais trabalhadores, pois poderão lançar mão de cuidadores, transportes diferenciados ou alguma tecnologia assistiva, por exemplo.

Claro que esse assunto é polêmico, e como tudo nessa vida, pode agradar alguns e desagradar a tantos outros.

Conheça agora o Artigo 1º que estrutura o Projeto de Lei 2130/15

Art. 1º Fica instituído o auxílio-inclusão, benefício de caráter indenizatório, a ser pago a toda pessoa com deficiência que exerça atividade remunerada que a enquadre como segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social ou como filiada a Regime Próprio de Previdência dos servidores públicos de todas as esferas de Governo.

§1º O valor do benefício dependerá da avaliação da deficiência e do grau de impedimento para o exercício da atividade laboral, não podendo ser inferior a cinquenta por cento do salário mínimo.

§2º O auxílio-inclusão não poderá ser acumulado com prestações pagas a título de aposentadoria, exceto se a pessoa com deficiência continuar ou retornar ao exercício de atividade remunerada, nos termos do caput deste artigo.

§3º O Benefício de Prestação Continuada da pessoa com deficiência que passar a exercer atividade remunerada e receber o auxílio-inclusão será suspenso, voltando a ser pago, independentemente de perícia médica, em caso de rompimento da relação de emprego.

§4º Na hipótese de a pessoa com deficiência ter direito ao seguro-desemprego após o rompimento da relação de emprego, o pagamento do Benefício de Prestação Continuada só será reativado findo o pagamento daquelas parcelas, assegurado o direito de opção.

Bom Galera!

A estrutura básica da Lei de Auxílio-Inclusão é essa.

Como dissemos, esse benefício pode, em algum momento, gerar desconforto a alguns e grande contentamento a outros.


Fonte: http://www.inclusaodiferente.net/2017/04/4-pontos-sobre-a-lei-de-auxilio-inclusao-que-voce-precisa-saber.html

terça-feira, 3 de outubro de 2017

APENAS UMA VOZ PODE MUDAR TUDO

Em campanha eleitoral na Alemanha, a chanceler Angela Merkel ficou comovida durante uma entrevista ao vivo transmitida nesta segunda-feira (11) pela emissora de TV ARD. Foram 75 minutos de participação. Enquanto ela respondia perguntas da plateia, um caso em específico a surpreendeu. Merkel foi questionada por uma jovem de 18 anos sobre aborto tardio de fetos com síndrome de Down. 
A jovem chamada Natalie, que também tem a síndrome, disse que Merkel é uma política, portanto, faz as leis. Em seguida, a moça relatou um índice alarmante sobre a natalidade de bebês com síndrome de Down na Alemanha: nove em cada dez são abortados. “Por quê?”, ela questionou. “Eu não quero ser abortada, eu quero ficar no mundo”, Natalie completou. 

Merkel prontamente respondeu que a pergunta da menina foi um ótimo ponto a ser levantado, e que os conservadores lutaram para que as mães fossem orientadas antes de realizar um aborto. A chanceler pontuou, no entanto, que foi extremamente complicado conseguir apoio de grande parte do parlamento em relação a isso. 
A chanceler também afirmou que muitas famílias não conhecem o apoio disponibilizado para pessoas com necessidades especiais na Alemanha, e, por isso, muitas vezes, decidem abortar.  
Outros casos
Além da Alemanha, outros países adotam a prática de abortar bebês com síndrome de Down. Na Islândia por exemplo, 100% dos bebês diagnosticados com a condição ainda no útero são abortados no país. A lei local permite que o bebê seja abortado mesmo depois de 16 semanas de gestação. Apenas um por ano, talvez dois continuam a nascer. Essas exceções acontecem porque a síndrome não foi detectada no pré-natal. 
Mas a prática não se limita a esses países. Na Dinamarca onde a maioria da população não vê o aborto como assassinato, apenas 2% de bebês com síndrome de Down chegam a nascer. No Reino Unido, 10%, e nos EUA, 33%. 
Muitos países aprovam a ação mesmo sabendo que a condição permite que portadores de síndrome de Down tenham uma expectativa de vida média de 60 anos e possam viver normalmente. 
Colaborou: Isabelle Barone
 Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/jovem-com-sindrome-de-down-emociona-chanceler-com-pergunta-sobre-aborto-3axap9b4vqn2jwgzbilzko2qo

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Conhecimentos sobre a Lei Brasileira de Inclusão e demais direitos das pessoas com deficiência estão sendo exigidos nos concursos do Poder Judiciário
Os conhecimentos são exigidos dos candidatos de todos os cargos.
Publicado por Hisaac Oliveira
Em 22.06.2016 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução n.230/2016, que orienta a adequação das atividades dos órgãos do Poder Judiciário e de seus serviços auxiliares em relação às determinações exaradas pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo (promulgada por meio do Decreto nº 6.949/2009) e pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).
A resolução regula diversos direitos das pessoas com decência no âmbito do Poder Judiciário, além de instituir as Comissões Permanentes de Acessibilidade, conforme art. 10, vejamos:
“Art. 10. Serão instituídas por cada Tribunal, no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, Comissões Permanentes de Acessibilidade e Inclusão, com caráter multidisciplinar, com participação de magistrados e servidores, com e sem deficiência, objetivando que essas Comissões fiscalizem, planejem, elaborem e acompanhem os projetos arquitetônicos de acessibilidade e projetos “pedagógicos” de treinamento e capacitação dos profissionais e funcionários que trabalhem com as pessoas com deficiência, com fixação de metas anuais, direcionados à promoção da acessibilidade para pessoas com deficiência...”
Conforme informações divulgadas no portal do próprio CNJ, todo concurso público do Poder Judiciário deve incluir questões sobre os direitos de pessoas com deficiência.
Desde a edição da norma, mais de 15 editais para ingresso nos quadros de pessoal de tribunais federais, estaduais, eleitorais e trabalhistas já incluíram, dentre os conhecimentos exigidos dos candidatos, os direitos das pessoas com deficiência. Exigência essa que se impõe aos candidatos de todos os cargos.
Um recente exemplo é o Concurso Público para Analista e Técnico Judiciário do Tribunal Regional Federal da 1ª Região – TRF1, cujo edital do certame incluiu como conhecimentos básicos para os cargos de níveis superior e médio os seguintes tópicos:
1.    Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova Iorque, em 30 de março de 2007, ratificada, no âmbito do direito interno, pelo Decreto Legislativo nº 186/2008.
2.    A constitucionalização dos direitos das pessoas com deficiência. A política nacional para a integração das pessoas com deficiência; diretrizes, objetivos e instrumentos.
3.    Lei nº 7.853/1989 e Decreto nº 3.298/1999, e suas alterações. As responsabilidades do Poder Público. Educação. Saúde. Formação profissional e do trabalho. Recursos humanos. Edificações. A criminalização do preconceito. As categorias de deficiência: física, auditiva, visual, mental, múltipla.
4.    Lei nº 10.048/2000, e suas alterações (Prioridade de atendimento) posteriores. Lei nº 10.098/2000, e suas alterações (promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida).
5.    O Decreto nº 5.296/2004, e suas alterações.
6.    Reserva de cargos e empregos públicos estaduais para pessoas com deficiência. Acesso à justiça. O Ministério Público. A ação civil pública para a tutela jurisdicional dos interesses difusos, coletivos e individuais indisponíveis ou homogêneos das pessoas com deficiência. A ação civil pública para a tutela jurisdicional dos direitos individuais das pessoas portadores de deficiência.
Cerca de 24% da população brasileira – mais de 45 milhões de pessoas – possui algum tipo de deficiência, de acordo com o Censo de 2010.
Daí a grande importância de se buscar o aperfeiçoamento do atendimento a essa grande parcela da população nas instituições e órgão públicos, principalmente do judiciário, que é o Poder de onde se espera a garantia de direitos fundamentais.
Por fim, é importante frisar que a acessibilidade é para todos e as pessoas com deficiência não são incapazes, apenas possuem limitações superáveis e que não às impedem de exercer direitos e deveres.

Fonte: https://hisaac.jusbrasil.com.br/noticias/502280097/conhecimentos-sobre-a-lei-brasileira-de-inclusao-e-demais-direitos-das-pessoas-com-deficiencia-estao-sendo-exigidos-nos-concursos-do-poder-judiciario?utm_campaign=newsletter-daily_20170925_6047&utm_medium=email&utm_source=newsletter

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

16 Frases Ainda Comuns Ditas Para Pessoas Com Deficiência

16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência. Muitas pessoas com deficiência e mobilidade reduzida tornam-se involuntariamente motivo de frases relacionadas à sua deficiência. O repertório abrange desde afirmações com base na admiração e lástima à interjeições com suposto humor nonsense e sentido pejorativo.

Quem nunca ouviu um comentário ácido sobre a deficiência do colega? Ou aquele elogio sobre a superação inesperada? Não sei a proporção de um para o outro, o que sei é que isso acontece em todos os lugares na presença e ausência de pessoas com ou sem deficiência.Ainda que a valorização da diversidade tem conquistado cada vez mais espaço no convívio diário, a tendência de novas percepções parece que não é o suficiente para responder à um emaranhado de dúvidas e especulações fundamentadas apenas na observação.
“O Maior inimigo do conhecimento não é a ignorância. É a ilusão de conhecimento.” Stephen Hawking

Deficiência X Crenças sobre deficiência

Considerar a deficiência como algo que confere um status de “desvantagem” em nossa sociedade é um assunto amplo que sempre mostrará uma dicotomia.

De um lado, aqueles que acreditam que a deficiência resulta em privações múltiplas configurando em infelicidade eterna e, de outro, aqueles que a consideram como uma característica que pode interferir positivamente no temperamento, conquistas e experiências do indivíduo. Pouco a pouco um novo cenário está se estabelecendo na sociedade.

O empoderamento das pessoas com deficiência, leis, compartilhamentos nas redes sociais e empresas especializadas no segmento são parte integrante deste panorama. No entanto, durante o processo para uma nova consciência, crenças relativas à comiseração e piedade perduram no imaginário alheio. 

Crenças consolidadas desde tempos longínquos onde a deficiência era associada à incompatibilidade com uma vida saudável, plena e feliz.

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A propósito, você sabe o que é crença?

Segundo o dicionário Houaiss, “crença é o estado ou condição de quem acredita em alguma coisa ou pessoa; convicção profunda”. (1)

Traduzindo: crença é tudo o que acreditamos e cultivamos como verdade.

A formação das crenças inicia com um conceito prévio baseado no que sentimos sobre determinado assunto. Isso envolve nossos valores e a maneira como percebemos a vida, as pessoas, os acontecimentos e o mundo.

Com o tempo, potencializamos e gradativamente aquilo vai ficando cada vez mais forte dentro de nós. Quando vemos, estamos agindo e reagindo fundamentados em nossas crenças.

Veja exemplos comuns de crenças quando o assunto é dinheiro, trabalho, convivência e felicidade.

☛ Crenças sobre dinheiro: “Tudo que toco vira ouro”, “Ganhar dinheiro não é fácil”
☛ Crenças sobre convivência: “Conviver com pessoas é desafiador, mas eu gosto”, “Prefiro bicho a gente”
☛ Crenças sobre trabalho: “Realizo-me com meu trabalho”, “Tenho que matar um leão por dia”
☛ Crenças sobre felicidade: “Sou feliz pela vida que tenho”, “Só serei feliz o dia que eu comprar a casa e o carro dos meus sonhos”

Frequentemente quando o assunto relaciona-se a pessoas com deficiência, a maioria das crenças tem como premissa dois extremos: admiração e piedade.Talvez você não parou para pensar nisso, mas certamente já presenciou alguma situação onde esses dois sentimentos vieram a tona em palavras ou olhares. Em minha pesquisa Crenças corporativas sobre pessoas com deficiência (2012/2013), entrevistei 300 colaboradores com deficiência auditiva, física, intelectual e visual de empresas públicas e privadas.
O objetivo foi identificar as crenças sobre pessoas com deficiência em ambiente corporativo, as maiores dificuldades e os aspectos que podem contribuir para o desenvolvimento da pessoa com deficiência na empresa.

Durante a pesquisa, os participantes relataram diversas experiências vividas dentro e fora do ambiente de trabalho bem como frases comuns que ouviram com base em sua deficiência. A pesquisa foi realizada há cinco anos. De lá para cá muitas coisas estão acontecendo, principalmente no sentido de tecnologias assistivas, comportamento e visibilidade das pessoas com deficiência.

Vale dizer que o desenvolvimento da consciência inclusiva não ocorre na mesma velocidade. Sabemos que qualquer mudança coletiva do comportamento humano acontece a passos lentos quando comparamos à tecnologia e ciência. Uma boa notícia é que estamos mudando nossa maneira de ver a deficiência e entendendo nosso papel para a materialização de um mundo inclusivo.

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Frases X Deficiência

Neste primeiro artigo, compartilho 16 frases recorrentes que, segundo os entrevistados, a maioria das pessoas com deficiência já se deparou em algum momento da vida ou até mesmo diariamente. Evidente que há frases focadas em uma deficiência em particular. No entanto, a maioria parece comum a pessoas que tenham qualquer tipo de deficiência.

Ressalto que na opinião dos entrevistados, as afirmações e perguntas a seguir são dispensáveis e por vezes inconvenientes, pois corrobora o desconhecimento de suas capacidades e habilidades.

Preparados? Vamos lá então para as 16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência!

1. Eu olho para você e me dá uma pena!
2. Você é uma inspiração para a nossa equipe!
3. Seu marido (ou esposa) é igual a você ou é normal?
4. Como você consegue namorar mesmo sendo deficiente?
5. Você é um exemplo de superação!
6. Eu acho que você só foi contratada (o) por causa da cota!
7. Nossa, ele (a) nem parece surdo (a)!
8. Você não tem vontade de sair andando e deixar a cadeira de rodas para trás?
9. Para mim, todas as pessoas com deficiência são mais evoluídas que as pessoas sem deficiência.
10. Só você nasceu assim na sua família?
11. Imagino o fardo que é para você estar sentado (a) numa cadeira de rodas para sempre.
12. Seu namorado é anão também?
13. Desculpa, mas eu acho que você está pagando alguma coisa que você fez na sua vida passada.
14. Como você faz na hora do sexo?
15. Acho difícil alguém ser feliz sendo deficiente.
16. Porque você não solta o cabelo para esconder o implante (coclear) ou aparelho?

Na prática, para boa parte da sociedade, a deficiência ainda “sobrepõe” a personalidade e capacidades de um indivíduo


destaque

É como se a deficiência ou mobilidade reduzida fosse mais impactante que as demais características que compõem um ser humano.

Embora muitas ações são realizadas promovendo ou tentando promover inclusão, penso que ainda estamos nos integrando, conhecendo uns aos outros, o que não significa que praticamos a inclusão.

À medida que o processo de inclusão estiver presente em todos os setores, as frases acima tendem a deixar de serem comuns, pois estaremos falando de uma sociedade esclarecida nesse tema. No entanto, o processo é longo e baseia-se não somente na construção de rampas, mas principalmente numa consciência inclusiva. E ai pessoal o que acharam dessas 16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência?
Fonte: http://www.inclusaodiferente.net/2017/09/16-frases-ainda-comuns-ditas-para-pessoas-com-deficiencia.html