existir

A EXISTIR surgiu em 2001, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

domingo, 7 de julho de 2013

COMO EDUCAR SEM GRITOS



Autoria: Magdalena Pulido


Resuno:
A revista chilena Hacer Família publicou um artigo muito interessante em sua edição 125. A autora, Magdalena Pulido S., dá conselhos para pais que acabam perdendo a paciência com os filhos e falando em voz alta ou mesmo gritando.


Como educar sem gritos Magdalena Pulido A revista chilena Hacer Família publicou um artigo muito interessante em sua edição 125. A autora, Magdalena Pulido S., dá conselhos para pais que acabam perdendo a paciência com os filhos e falando em voz alta ou mesmo gritando. Para evitar essa situação, Magdalena ouviu alguns pais e dá as seguintes dicas com base em casos reais: Entender que não adianta gritar ?Notei que, por mais que gastasse a minha garganta, meus gritos não estavam tendo o efeito desejado. Dei-me conta de que os ouvidos dos meus filhos tinham se acostumado ao terrível volume da minha voz: cão que ladra não morde... Agora, quando me vejo na tentação de gritar, penso nos péssimos resultados que isso traz e opto por outras maneiras de comunicação.? Antonia, quatro filhos. Ir até onde estão os filhos ?Descobri que dirigir minha casa desde o lugar onde estava ou fazendo minhas coisas era o que mais me fazia gritar: ?banhoooo?, ?tá na meeeesa!?... e a interminável lista de ordens diárias. Entendi que se me deslocava para o lugar onde os meus filhos estavam, os gritos diminuíam sensivelmente. Parece algo óbvio, mas ao rever condutas, vemos que é isso o que acontece. Façam a prova, o resultado é garantido?. Teresa, cinco filhos. Pedir um tempo ?São as mães que têm grande parte da responsabilidade de pôr as coisas em ordem. Por isso, notava que ao fim do dia estava dando gritos e chamava à atenção das crianças por coisas sem importância. Quando meu marido chegava, ficava mal impressionado com o meu jeito. Então decidimos que ele tomaria as rédeas quando chegasse do trabalho. Ele se encarregaria de que escovassem os dentes e fossem para cama. Isso fez com que minha conduta melhorasse bastante?. Trinidad, três filhos. Publicado no Portal da Família em 05/09/2006

FALAR SOZINHO CONSIGO MESMO



Autoria: Resumo do artigo:

Resuno:
Resumo do artigo: "O falar sozinho dos adultos com síndrome de Down", de D. McGuire, B. Chicoine e E. Greenbaum


Temos ouvido repetidas vezes que os adultos com Síndrome de Down falam sozinhos consigo mesmo: um tipo de solilóquio. Às vezes as informações dos pais e pessoas que cuidam deles, refletem uma preocupação séria ante o temor de que esta conduta "não seja normal" e seja sintomática de outros problemas sérios psicológicos. Agora, você também não fala consigo mesmo? Todos nós o fazemos em diversos momentos e em situações distintas.Nós temos avaliado e examinado as histórias de mais de 500 adultos com SD. As nossas fichas indicam que 81% mantêm conversas sozinhas consigo mesmo ou com companheiros imaginários. Para alguns pais e pessoas que cuidam deles, conforta saber que "quase todas as pessoas com SD o fazem". Mas o conteúdo das conversas, sua freqüência, o tom e o contexto em que se realizam são importantes para determinar se é indicada uma intervenção. As famílias e responsáveis devem compreender que o falar sozinho é normal e também útil. Desempenha um papel importante no desenrolar cognitivo de todas as crianças. Os ajuda a coordenar suas ações e pensamentos, e parece ser um instrumento importante para aprender novas habilidades e para alcançar níveis superiores em seu pensamento. Pouco a pouco o uso do solilóquio vai se interiorizando progressivamente com a idade. Conforme este costume vai se transformando num pensamento de nível superior, a criança começa a pensar em vez de falar as diretrizes de sua conduta. A experiência sugere que os adultos continuam falando consigo mesmo em voz alta quando estão sozinhos e enfrentam tarefas novas e dificuldades. Mas como são mais sensíveis ao contexto social e não desejam que outros escutem suas conversas particulares consigo mesmo, se inibem mais e isso faz com que o seu solilóquio se observe com menos freqüência. Nos parece que o solilóquio tem o mesmo propósito útil para guiar a conduta dos adultos com SD. As dificuldades para pensar e falar que estes adultos têm podem contribuir para que persista esta prevalência alta de solilóquio audível. Ao ter dificuldade para discernir entre o que se supõe que seja particular e o que se considera "socialmente correto", resulta em que os solilóquios sejam facilmente detectáveis mais freqüentemente. Mas também mostram a sensibilidade da natureza particular de seus solilóquios. Os pais e pessoas que cuidam deles contam que o solilóquio se dá atrás de portas fechadas ou em situações em que acreditam estar sozinhos. Temos comprovado que muitos adultos com SD recorrem a falar sozinhos para ventilar os seus sentimentos, por exemplo, de tristeza ou frustração. Pensam em voz alta para processar os sucessos de sua vida diária. Isto é porque as suas dificuldades de linguagem ou cognitivas inibem a sua comunicação. Indicam freqüentemente que a quantidade e intensidade de solilóquios refletem o número e intensidade emocional dos acontecimentos da vida diária. Para as crianças, os adultos e anciãos com SD o falar sozinho pode ser o único entretenimento de que se dispõem quando estão sozinhos durante longos períodos de tempo. Por exemplo, uma mãe contou que sua filha Mary passava horas em seu quarto falando com seus amigos imaginários quando tiveram que se mudar para uma residência nova. Uma vez que a Mary começou a participar de atividades sociais de trabalho em seu novo bairro, já não tinha tempo nem a necessidade de falar com tanta freqüência com seus amigos imaginários. Isso nos anima a insistir na necessidade de assegurar que os adultos e anciãos com SD sigam tendo amizades, atividades e objetivos para que não fiquem em casa sozinhos por longos períodos de tempo; isso deve ser feito e programado desde que são jovens. O nosso melhor conselho sobre quando se deve preocupar, é prestar atenção às mudanças na freqüência, no conteúdo e contexto do solilóquio. Quando o falar sozinho é dominado por comentários negativos e desfavoráveis de si mesmos, pode se recomendar uma intervenção. Se a freqüência do solilóquio aumenta marcadamente, ou muda seu tom (vozes cada vez mais altas, tom ameaçador) podem ser sinais de que se está desenrolando algum problema (por exemplo, depressão ou um problema em seu trabalho) que exigem intervenção. Apesar disso, a nossa experiência demonstra que o solilóquio ajuda os jovens e adultos com SD a resolver seus problemas, a ventilar seus sentimentos e entreter-se, e lidar com os acontecimentos de sua vida cotidiana, não devendo ser considerado como um problema de saúde menta

sábado, 6 de julho de 2013

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