existir

A EXISTIR surgiu em 2001, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

terça-feira, 15 de agosto de 2017




OS DOIS LADOS DA SINDROME

DE DOWN



Um em cada 600 a 800 nascidos no Brasil tem síndrome de Down, condição cujo dia internacional, celebrado oficialmente na terça-feira, será lembrado com uma série de atividades a partir deste sábado. A alteração cromossômica mais comum em seres humanos, principal causa de deficiência intelectual na população, pode ser minimizada desde que a estimulação precoce comece ainda na primeira infância.
“Quanto mais breve a estimulação começar, melhores serão os resultados alcançados. É importante que a criança seja levada ao cardiologista para afastar as cardiopatias, comuns em 40% a 50% delas. Na sequência, deve-se levar a fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo”, explica o pediatra da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcílio Aroucha, pai de um jovem de 21 anos com Down.
Na época em Marcos nasceu, só havia uma escola pública para ele. Era longe, no outro extremo da cidade, o que impossibilitava a família de levá-lo. Para aprender a andar, o especialista recomendou ir com o então menino, às 5h, para o mar da praia do Pina. Os primeiros passos chegaram aos quatro anos. “Disseram que ele só viveria até os 17 anos. As pessoas não queriam ficar próximas e aquilo deixava a minha mãe triste”, rememora a gerente de vendas aposentada Maria da Glória Silva, 65 anos, irmã e tutora de Marcos.
                          
Marcos ama música. É habilidoso com o violão e o pandeiro, mas ainda que não consiga formar melodias. Chegou a ter síndrome do pânico e passou mais de cinco anos sem sair de casa. O amor e a dedicação da família foram o diferencial. Marcos é visivelmente feliz e integrado ao convívio familiar. “Ele recebeu toda atenção da minha mãe. Nasceu em uma época em que a síndrome não tinha vez. Se fosse hoje, ele poderia dar para a música, pois tem ritmo e iria estudar”, afirma Glória.

Segundo Marcílio Aroucha, é recomendado que as crianças com a trissomia 21 façam fisioterapia até pelo menos os dois anos. Já a fonoaudiologia e a terapia ocupacional devem ser mantidas até cerca dos 10 a 12 anos, a depender do desenvolvimento de cada caso. “Tudo é estimulação, um bom acompanhamento profissional. A gente vê que eles são capazes de fazer tudo”, conta a bancária Tatiane Medeiros, 40, mãe de Letícia Silva, 3. Ela foi orientada pela pediatra a não esperar nem um dia, depois da alta hospitalar do parto, para procurar os especialistas.
Brasil tem, desde 2013, um documento para nortear o acompanhamento médico e terapêutico das pessoas com Down, da infância à terceira idade. Divulgar as “Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down” é o mote da campanha deste ano, em comemoração ao Dia Internacional da. No Recife, o evento Fazendo Acontecer marcará as comemorações com atividades culturais e artísticas, neste sábado. A programação inclui aulas de zumba, oficinas de beleza, exposição fotográfica e acontece no Econúcleo do Parque da Jaqueira, a partir das 9h.

Facilitando a transição para a vida adulta
Inclusão social faz a completa diferença na vida das pessoas com Síndrome de Down. O acolhimento da sociedade é importante para a autoestima delas, reduz as chances de depressão e facilita a transição entre a infância e na vida adulta. “A inserção faz com que elas percebam que não são tão diferentes dos outros. O indivíduo com Down alcança muito desde que seja estimulado e recebido sem preconceito pela sociedade”, garante o pediatra Marcílio Aroucha.

No Brasil, a Lei de Cotas (8213/91) estabelece a obrigatoriedade da reserva de cargos para pessoas com deficiência àquelas empresas com 100 empregados ou mais. Carlos Ney Filho, 27, conheceu os esportes na infância, por meio das estimulações. Apaixonado por futebol e judô, ele encontrou na prática esportiva um incentivo para estudar. “Fui estimulado através dos esportes”, conta. Hoje é professor de educação física da Faculdade dos Guararapes (FG), onde atua realizando avaliações físicas e dando suporte a outros professores durante as aulas.

Carlinhos chegou a desenvolver depressão, depois que o grande companheiro de vida, o pai, faleceu. Com o trabalho, está conseguindo superar a perda. “Hoje, ele já se recuperou bastante porque tem sua autoestima valorizada e mostra que tem condições de seguir adiante. Sempre o preparei para a vida e para ser independente”, afirma a mãe dele, a secretária aposentada Vania Vasconcelos, 65.
Ainda adolescente, Lucas Albuquerque, 16, também já se encontrou profissionalmente. A família percebeu o interesse dele por fotografia e correu atrás de cursos. Não foi fácil, foram dois anos até encontrar um disposto a aceitá-lo. A busca trouxe resultados. “A fotografia é a minha vida”, conta. Lucas é dono de uma exposição fotográfica sobre o Recife e com frequência cobre eventos. “Houve um amadurecimento, ele ganhou maturidade, melhorou a sociabilização”, detalha a mãe, Alessandra Albuquerque, 39.

terça-feira, 8 de agosto de 2017



Campanha Nacional pelo Direito à Educação é aceita em Amicus Curiae no STF contra a EC 95/2016, do Teto de Gastos


Juntamente com CEDECA-CE, Fineduca, Defensoria Pública da União, entre outras, foi aceito o questionamento da Campanha sobre a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional proposta por Temer

A Ministra Rosa Weber aceitou como Amicus Curiae a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, juntamente com o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca-CE), a Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), a Defensoria Pública da União (DPU), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Sociedade Brasileira de Bioética, e o Instituto de Direito Sanitário Aplicado, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) nº 5.685, que questiona a constitucionalidade de dispositivos da Emenda Constitucional nº 95/2016, que impõe um Teto de Gastos ao orçamento por 20 anos.

A EC nº 95/2016, proposta pelo presidente Michel Temer e por seu ministro da fazenda Henrique Meirelles, foi aprovada em dezembro do ano passado, determinando que nenhum investimento nas áreas sociais pode ser superior ao reajuste inflacionário por vinte anos. Em resumo, a EC praticamente inviabiliza as metas e estratégias do Plano Nacional de Educação 2014 ? 2024 (Lei 13.005/2014).

"Atuar contra a EC n° 95/2016 é a forma mais decisiva de garantir o direito à educação nos próximos 20 anos. A aceitação da Campanha na Amicus Curiae significa o reconhecimento ao nosso trabalho e nossa história", afirmou Daniel Cara, coordenador geral da Campanha.

A ADIn nº 5.685 foi protocolada originalmente em 15/02, pelo Partido Democrático Brasileiro (PDB) e agora recebe também as entidades enquanto Amicus Curiae. ?Com esse posicionamento, o Supremo reafirma a tradição de garantir a participação popular no judiciário, mantendo sua jurisprudência em torno de uma aceitação ampla dos interessados em participar do debate?, explicou Marcio Alan Menezes Moreira, advogado da Campanha na ação, explicando que era uma decisão esperada, considerando o histórico da Campanha nessas incidências.

A Campanha incidiu e foi vitoriosa com o mecanismo de Amicus Curiae no processo que reiterou a Lei do Piso Nacional do Magistério no STF, em 2008. Oriundo do direito norte-americano, o "Amicus Curiae" (amigo da corte) é um mecanismo de participação democrática no judiciário ? especialmente na jurisdição constitucional - uma vez que permite que terceiros passem a integrar a demanda, para discutir objetivamente teses jurídicas que vão afetar a sociedade como um todo, democratizando as discussões.

O próprio documento de deferimento pela Ministra do pedido de Amicus Curiae, realizado em 28/06/2017, reitera a questão: ?Na medida em que tendente a pluralizar e enriquecer o debate constitucional com o aporte de argumentos e pontos de vista diferenciados, bem como de informações e dados técnicos relevantes à solução da controvérsia jurídica e, inclusive, de novas alternativas de interpretação da Carta Constitucional, a intervenção do amicus curiae acentua o respaldo social e democrático da jurisdição constitucional exercida por esta Corte?.

quarta-feira, 26 de julho de 2017



      Convivendo com a diversidade: porque é importante?

      Aprender a viver em um ambiente de diversidade é um dos principais desafios contemporâneos.
      Pensando nisso, no texto de hoje resolvemos mostrar como a diversidade está presente em nosso dia a dia e como deve ser trabalhada.
      Você já parou para pensar em como a diversidade faz parte da sociedade — seja ela cultural, social, etc? Que tal refletir um pouco sobre isso?
      Convivendo com a diversidade, é possível mudar e transformar o mudo. Saiba mais:

      Entendendo a importância da reflexão sobre diversidade

      Sempre falamos que é preciso respeitar o outro, independente de qualquer coisa. Entretanto, poucas vezes há uma reflexão ou diálogo sobre a origem das discriminações e o porquê de termos que nos educar a respeitar o próximo. Isso não deveria ser uma noção a priori?
      É preciso entender que a diversidade é uma construção social. Isso significa que as distinções não existem em si mesmas; somos nós, enquanto sociedade, que construímos parâmetros do que é feio, belo, estranho e correto, entre outros.
      Também é necessário compreender que existem diferenças de todo tipo: de raça, gênero, sexualidade, religião, valores, ritmos de aprendizagem, configurações familiares, etc. E todas estão interligadas.
      Por exemplo, o preconceito racial em relação aos negros está acompanhado da discriminação estética (achar feio os traços típicos da raça, como lábios e narizes mais grossos), da religiosa (estranhamento com as religiões de matriz africana) e da cultural (não incluindo a história deles nos livros didáticos, por exemplo).
      Essa reflexão é fundamental, pois ajuda a entender que é a sociedade que institui padrões e, portanto, pode agir sobre os mecanismos para mudar essa realidade. Mas como fazer isso? É o que veremos no próximo tópico!

      Compreendendo a inclusão

      O ponto-chave da discussão sobre diversidade é a atuação sobre os mecanismos sociais que transformam as diferenças em desigualdades. Entendê-los é fundamental para estabelecer novas práticas.
      A inclusão é o melhor exemplo dessa abertura: assim, o diferente passa a ter lugar na sociedade. Quando alguém que possui características distintas da maioria é incluído, abrem-se portas de compartilhamento, aprendizado e experiências.
      Os benefícios ocorrem para ambos os lados. Ao conviver com o que foge à familiaridade:
      • aprende-se sobre o outro;
      • quebram-se crenças de que o que é diferente é ruim ou pior;
      • adquire-se novas perspectivas;
      • entende-se que todos têm suas peculiaridades.
      Portanto, o objetivo da inclusão é que a diversidade seja entendida como um valor que possui as seguintes ideias:
      • de diferença na igualdade;
      • de igualdade na diferença;
      • de diferença que foi socialmente construída em desigualdade (e, portanto, pode ser desconstruída).

      Convivendo com a diversidade

      Agora que refletimos sobre esse tema, deixaremos algumas dicas para você que deseja contribuir para a construção de uma realidade melhor:
      • lembre-se sempre que todos têm diferenças e não deveríamos estabelecer quem é melhor;
      • entenda que você tem o direito de ter opinião e discordar, desde que com respeito;
      • compare-se sempre consigo mesmo, não com os outros;
      • acima de tudo, seja exemplo.
      Fonte: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8664332441925879087#editor/target=post;postID=3899126431048198510

      terça-feira, 25 de julho de 2017



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      Paciência, preparação pedagógica e psicológica, amorosidade e proatividade são algumas das características que os profissionais que lidam com  alunos com Down devem ter para que consigam contribuir de maneira correta e eficaz no desenvolvimento das crianças com síndrome de Down, obviamente isso vale para qualquer aluno, de toda forma iremos enfatizar neste post a relação com os alunos com síndrome de down.
      É dever do estado e assegurado por lei, conforme o Artigo 27 do estatuto da pessoa com deficiência, que a criança ou adolescente com Down tenha   assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.

      Para ler mais sobre a Lei Brasileira de Inclusão veja link
      Por isso, a educação inclusiva ( escola para todos) vem sendo discutida nas escolas com uma frequência cada vez maior a fim de incitar nos educadores a necessidade de terem um olhar interdisciplinar e se preparem melhor para lidar com a diversidade humana. A família, por sua vez, também possui um papel fundamental e deve acompanhar e cobrar os direitos de seus filhos nas escolas. Mas como garantir a inclusão das pessoas com síndrome Down?
      Pensando nisso, separamos algumas dicas que podem ajudar os profissionais a ampliarem a visão e obterem resultados positivos na educação e socialização . Vamos lá?
      Promova atividades culturais nas atividades escolares
      Brincadeiras que incluam música e dança, teatro e exibição de filmes que abordem temas culturais e educacionais são algumas das atividades que devem ser aplicadas em sala de aula. Envolva e dê voz para todas as pessoas, fortalecendo  as habilidades singulares de cada aluno. As atividades culturais e de jogos ajudam a verificar e conhecer novas habilidades dos alunos.
      Os alunos com síndrome de down não são “café com leite e devem ser protagonistas das atividades. Veja mais sobre esse assunto no link

      Converse com os pais sobre a inclusão de atividades extraclasse
      É fundamental que as crianças tenham uma vida ativa fora da escola, por isso os profissionais devem incentivar que os pais levem os filhos para passear e se divertir em parques, clubes, cinemas, entre outros. Quanto mais contato com ambientes externos, situações e pessoas diferentes, melhor é a socialização das crianças.
      Facilite a comunicação  com o mundo! Promova eventos e palestras sobre o assunto. Busque informações e também aprenda com os pais. O envolvimento de todos é muito importante no processo educacional.
      Conheça nossas palestras
      Cobre disciplina e compromisso das crianças com Down
      Limites são necessários tanto em casa quanto na escola, uma vez que as pessoas com down devem ser educadas e disciplinadas como qualquer outro aluno. Ter cuidado é diferente de ser conivente com comportamentos errados, certo? Portanto, eduque sempre com amor!
      Nenhum aluno é café com leite e pode fazer o que quiser em sala de aula.
      Profissionais que lidam com alunos com Síndrome de  Down precisam entender o ritmo de cada aluno.
      As pessoas com Down geralmente possuem um ritmo de aprendizado mais lento do que as outras, então, as atividades oferecidas a elas devem ser observadas com mais cuidado e atenção. Afinal,  podem apresentar dificuldades na capacidade da fala, da escrita e até mesmo ao se expressarem emocionalmente. Todos esses obstáculos devem ser tratados com afeto e paciência.
      O olhar interdisciplinar dos profissionais que lidam com  alunos com síndrome Down é fundamental para que o aprendizado seja eficaz e prazeroso.
      O educador deve acreditar na potencialidade de cada estudante, independentemente da sua condição. Portanto, incentivar atividades com outros alunos, propor brincadeiras visuais e estimular os pais a criarem um ambiente confortável com as crianças e adolescentes com Down são atitudes essenciais para o desenvolvimento saudável dela.

      Fonte: http://www.incluo.com.br/blog/o-olhar-interdisciplinar-dos-profissionais-que-lidam-com-down

      sexta-feira, 30 de junho de 2017



      10 Brincadeiras Antigas para Resgatar Imediatamente
       1. PULAR CORDA
      E eu abri
      Senhoras e senhores: ponham a mão no chão
      Senhoras e senhores: pulem de um pé só
      Senhoras e senhores: dêem uma rodadinha
      E vão pro olho da rua (comando para a criança sair e dar a vez ao colega)
      2. ESTÁTUA
      3. BOLA DE GUDE
      4. ESCRAVOS DE JÓ
      • Erguer e abaixar o copo até o chão, cantando uma musiquinha para ajudar a manter o ritmo do movimento, ex: “sobe o copo, desce o copo, sobe o copo, desce o copo”;
      • Pegar o copo oferecido pela criança à esquerda e passá-lo para a criança à direita (“pega e passa, pega e passa”). É bom que esse movimento não ocorra no ar, mas no chão, mantendo-se o copo à frente da criança, pois é mais difícil manter o ritmo quando o movimento é executado no ar;
      • Treinar o movimento de zigue-zague, ou seja: sem soltar o copo, leva-lo à direita, à esquerda e à direita novamente, cantando o“zigue-zigue-zá”.
      Escravos de Jó jogavam caxangá (cada criança passa o objeto para a criança à sua direita. Lembre-se: realizando o movimento no chão, o objeto à frente do corpo, fica mais fácil manter o ritmo)
      Tira, (erguer o objeto)
      põe, (pôr o objeto no chão)
      deixa ficar (as crianças dão as mãos)
      Guerreiros com guerreiros (voltar a passar o objeto para a criança à direita)
      fazem zigue, (colocar o objeto à frente do corpo à direita, sem soltar)
      zigue, (colocar o objeto à frente do corpo à esquerda, sem soltar) 
       (colocar o objeto à frente do corpo à direita)
      5. CABANINHA
      6. DANÇA DAS CAVEIRAS/TUMBALACATUMBA
      • Três – jogam xadrez
      • Quatro – tiram o sapato
      • Cinco – apertam o cinto
      • Seis – imitam chinês
      • Sete – mascam chiclete
      • Oito – comem biscoito
      • Nove – dançam o rock
      • Dez – lavam os pés
      • Onze – andam de bonde
      • Doze – fazem pose
      • Uma – voltam para as tumbas
      7. ESCONDE-ESCONDE
      8. CASINHA
      9. BAMBOLÊ
      10. CANTIGAS ACUMULATIVAS


      TEMPO DE LEITURA: 9 MINUTOS
      Criança hoje em dia só quer saber de videogame e jogos eletrônicos? Talvez, se ela só conhecer videogames e jogos eletrônicos! A verdade é que brincadeiras antigas podem interessar muito às crianças, bastando que haja um incentivo para isso. Vale a pena resgatar essas brincadeiras em sua casa, experimentando divertimentos que fizeram a infância de tantas gerações, aproveitando ainda para desenvolver habilidades como consciência corporal, lateralidade, atenção e foco, controle de impulsos e habilidades sociais.
      Nesta série de artigos, você encontrará sugestões de brincadeiras simples e divertidas para incorporar ao repertório de seus filhos.
      Faixa etária indicada: acima de 05 anos
      Participantes: a partir de 03 para a modalidade abaixo, mas pode ser uma atividade solo
      Habilidades envolvidas: Consciência corporal; Coordenação motora grossa; Ritmo; Lateralidade; Equilíbrio; Atenção e foco
      Duas crianças (“batedores”) seguram cada uma em uma ponta da corda e começam a batê-la em sentido horário, enquanto uma terceira criança (ou uma terceira e uma quarta simultaneamente), posicionada entre as outras duas, salta toda vez que a corda tocar no chão. O ritmo das batidas pode variar de lento a rápido. É comum acrescentar à brincadeira uma música que envolva comandos que devem ser cumpridos pelo “saltador”. Um exemplo clássico:
      Um homem bateu em minha porta
      Com crianças pequenas, há algumas variações possíveis:
      “Cobrinha” (a partir de 02 participantes): segurando a corda por uma das pontas, um dos integrantes começa a girá-la rente ao chão, devendo a outra criança saltá-la. Essa atividade é semelhante à brincadeira do “jacaré”, ensinada pelo professor Robson Furlan neste vídeo.
      “Cobrinha (II)” (a partir de 03 participantes): havendo dois batedores, cada um segura a corda por uma das pontas e, mantendo-a rente ao chão, começam a movimentá-la para a esquerda e para a direita, simulando o movimento de uma cobra. A terceira criança deve saltar a “cobra” sem encostar nela.
      Faixa etária indicada: acima de 04 anos
      Participantes: a partir de 03
      Habilidades envolvidas: Consciência corporal; Equilíbrio; Atenção e foco; Controle de impulsos
      Um dos participantes – o “mestre” – toca uma música enquanto os outros dançam. O “mestre” interrompe a música de repente, e as demais crianças devem manter a última posição em que estavam. Vence quem conseguir manter a posição por mais tempo. Pode-se definir se dar risada conta como “mexida” ou não, pois, quando o “mestre” começar a andar por entre as crianças, fazendo caretas e tentando desconcentrá-las, vai ser difícil não cair na risada.
      Faixa etária indicada: acima de 04 anos
      Participantes: a partir de 02
      Habilidades envolvidas: Coordenação motora fina; Orientação espacial; Atenção e foco; Controle de impulsos; Raciocínio lógico; Habilidades sociais
      Há muitas possibilidades de brincar com bolas de gude (inclusive as que seu filho mesmo pode inventar). Uma das mais simples é fazer um triângulo no chão, dispondo cerca de dez bolinhas no centro. De fora do triângulo, e com o dedo indicador rente ao chão, cada jogador lança sua “bola atiradora” (uma bola que se diferencie das outras pela cor ou pelo tamanho) contra as demais bolinhas, tentando “capturá-las”, ou seja, expulsá-las do triângulo. Os jogadores se revezam, vencendo quem capturar mais bolas.
      Outra possibilidade é simular uma sinuca de bolas de gude, usando para isso uma mesa com copos plásticos presos junto às quinas, um palitinho para bater nas bolas e uma bola maior, ou de cor diferente, para ser a “bola branca”. Pode-se brincar também no chão, desenhando-se um retângulo e posicionando latinhas nos ângulos para coletar as bolas (se for possível brincar em chão de terra, faça buracos em vez de usar latinhas). Vence quem colocar mais bolas dentro dos vasilhames ou dos buracos.
      Faixa etária indicada: acima de 04 anos
      Participantes: a partir de 04
      Habilidades envolvidas: Ritmo; Lateralidade; Atenção e foco; Controle de impulsos; Memória auditiva de curto prazo
      Assentadas no chão, formando uma roda, as crianças devem passar o objeto que têm em mãos para o vizinho à direita e receber, com a esquerda, o objeto da criança à esquerda.
      Aparentemente muito simples, essa brincadeira é na verdade bastante desafiadora: basta ver que muitas vezes os participantes se perdem nos comandos, ou não seguem o ritmo da música, “embolando” a sincronização. Por isso, talvez seja necessário treinar isoladamente os movimentos antes de cantar a música.
      Supondo que o objeto selecionado para a brincadeira seja um copo plástico, vale a pena treinar com a criança, previamente, os seguintes movimentos:
      Quando os movimentos já estiverem treinados, comece a cantar a música, combinando o ritmo da melodia à execução dos movimentos:
      [Repetir: “Guerreiros com guerreiros”…]
      Com crianças mais novas, de 4 ou 5 anos, pode-se propor uma variante mais simples, que consiste em passar o objeto para a direita durante a música, seguindo o ritmo, e, ao cantar “zigue-zigue-zá”, manter o objeto parado no chão, com a mão direita sobre ele.
      Faixa etária indicada: acima de 02 anos
      Participantes: a partir de 02
      Habilidades envolvidas: Habilidades sociais; Imaginação e criatividade
      Poucas brincadeiras conseguem ser mais simples e estimular tanto a imaginação quanto essa. Com lençóis e o apoio de uma mesa e cadeiras, monte uma cabaninha. Dentro dela, as crianças podem colocar colchonetes, almofadas, ou até fazer divisórias, dependendo do espaço disponível. É uma boa idéia reunir-se à noite na cabaninha com lanternas para contar histórias, simular um acampamento etc.
      Faixa etária indicada: acima de 04 anos
      Participantes: a partir de 02
      Habilidades envolvidas: Consciência corporal; Coordenação motora; Atenção e foco; Ritmo; Memória auditiva de curto prazo
      Canta-se a música e as crianças devem fazer mímica das ações das caveiras (a melodia pode ser facilmente encontrada na internet):
      Quando o relógio bate a uma
      Todas as caveiras saem da tumba
      Tumba alá catumba
      Tumba alá catá.
      Quando o relógio bate as duas
      Todas as caveiras saem pras ruas
      Tumba alá catumba
      Tumba tá alá catá.
      Faixa etária indicada: acima de 06 anos
      Participantes: a partir de 03
      Habilidades envolvidas: Orientação espacial; Controle de impulsos; Habilidades sociais
      Uma das crianças fará o papel de perseguidor, tapando os olhos e contando até cem enquanto os outros se escondem. Após terminar de contar, o perseguidor vai atrás dos demais. Quem for encontrado e tocado pelo perseguidor fica fora do jogo.
      Há variações dessa brincadeira, como o pique-esconde: o perseguidor não precisa tocar no jogador, mas apenas gritar seu nome, depois de avistá-lo, e sair correndo para o “pique” – neste caso, o jogador flagrado também correrá em direção ao pique, saindo a salvo se chegar lá antes do perseguidor.
      Faixa etária indicada: acima de 02 anos
      Participantes: a partir de 02
      Habilidades envolvidas: Controle de impulsos; Raciocínio lógico; Habilidades sociais
      Como a “Cabaninha”, essa brincadeira é muito simples e ajuda a desenvolver habilidades sociais. Você pode ceder utensílios para serem utilizados na “casinha”, ou seus filhos podem produzi-los usando sucata. A simulação da vida real é uma ótima maneira de despertar na criança a noção de responsabilidade.
      Faixa etária indicada: acima de 03 anos
      Habilidades envolvidas: Consciência corporal; Coordenação motora grossa; Equilíbrio; Orientação espacial; Lateralidade; Ritmo
      Com um pouco de treino, as crianças (especialmente as meninas) conseguem manter o bambolê girando em volta da cintura. Pode-se tocar uma música durante a brincadeira. Se houver mais de uma criança, vence quem mantiver o bambolê no ar por mais tempo, devendo a outra pagar prenda.
      Faixa etária indicada: acima de 03 anos
      Habilidades envolvidas: Atenção e foco; Controle de impulsos; Ritmo; Memória auditiva de curto prazo
      Aprender essas canções, além de ser um ótimo passatempo, desenvolve a memória auditiva de curto prazo, a atenção e a consciência fonológica de seu filho. Dentre as canções cumulativas mais conhecidas, podemos citar “A velha a fiar”, “A árvore da montanha”, “Fui visitar minha tia em Marrocos”, “Lá em casa” e “Meu galo”.
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      FONTE: http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/10-brincadeiras-antigas-para-resgatar-imediatamente/?utm_source=email_regular&utm_medium=text_link&utm_campaign=10_brincadeiras_antigas_resgatar&inf_contact_key=59034785888b54d3ea4c1d59e45eeb05e6fe95b2dbf13defa738579d6bee63a3

      terça-feira, 27 de junho de 2017


      2 Atividades para Crianças Desatentas

      “Meu filho vive no mundo da lua. Ele não consegue prestar atenção nem se lembrar de nada que eu digo. O que há de errado com ele?” Na dica de hoje, apresento duas atividades de sequenciamento de sons que ajudarão os pequenos a vencer essas dificuldades.

      desatenção das crianças é uma das queixas mais freqüentes entre os pais que acompanham o blog Como Educar Seus Filhos. Muitos pais me enviam mensagens dizendo que seus filhos vivem no mundo da lua, se esquecem com muita facilidade de instruções que acabaram de ouvir etc. Certa vez recebi uma mensagem de um pai que dizia mais ou menos o seguinte: “Carlos, um dia pedi para meu filho ir à cozinha, pegar um copo, enchê-lo de água e trazer para mim. Meu filho foi até a cozinha, mas voltou sem o copo de água, e ainda me perguntou: ‘– Pai, o que foi mesmo que o senhor me pediu pra fazer na cozinha?’”.
      Cenas como essa são comuns no dia-a-dia de várias famílias. O que nós podemos fazer para melhorar a atenção das crianças? O que podemos fazer para melhorar a memória das crianças? E, sobretudo, o que podemos fazer para exercitar uma habilidade muito importante nesses casos, que é a habilidade de seqüenciamento?
      No exemplo que acabei de mencionar o pai disse o que a seu filho? (1) Vá à cozinha, (2) pegue um copo, (3) encha o copo com água e (4) traga-o para mim. O que aconteceu: a criança se esqueceu de 3 desses comandos e foi à cozinha, mas voltou sem o copo de água. Ela precisa exercitar a habilidade de seqüenciamento para que mantenha na memória aquela seqüência de comandos na mesma ordem em que os ouviu.
      Vou passar alguns exercícios para treinarmos essa habilidade e a exercitarmos. O primeiro exercício envolve sons não-verbais e o segundo sons verbais.
      Na primeira atividade devemos usar seqüências de sons não-verbais, e para isso você pode usar aplicativos com sons de animais ou instrumentos musicais. Eu tenho aqui um brinquedinho, que costumo usar, com sons de animais que podem ser reproduzidos tocando as imagens correspondentes. É claro que antes de tudo a criança precisa associar o som a cada animal, à respectiva fonte. Uma vez que a criança tenha se acostumado aos sons, você pode passar à produção de seqüências de sons não-verbais. A criança deverá ouvir a seqüência com os olhos fechados ou vendados, ou de costas para o pai, e terá de dizer quais sons ouviu na mesma ordem em que foram produzidos.
      Alguns pais podem dizer o seguinte: “Professor, eu não vou comprar um brinquedo parecido com aquele que o senhor mostrou, muito menos baixar um aplicativo no meu celular. Eu não posso praticar essa atividade em minha casa usando outros recursos?”. Ora, é claro que sim. Se você tem instrumentos musicais em sua casa, você pode utilizá-los a fim de produzir seqüências de sons não-verbais, como instrumentos de sopro e percussão. Porém, se você não tem instrumentos musicais, você pode usar brinquedos como mordedores ou bonecos de borracha.
      Para terminar, vamos à segunda dica, a segunda atividade de hoje. É uma atividade muito simples em que seu filho terá de seguir instruções verbais. Você deve elaborar instruções verbais e introduzir vários comandos e seqüências de comandos. Seu filho deverá executar esses comandos na mesma seqüência, mantendo a mesma ordem.
      Por exemplo: você vai ao quarto de seu filho e percebe que vários objetos estão esparramados pelo chão. Você diz então: “– Filho, pegue determinado objeto e faça com que ele pule sobre aquele outro. Depois, pegue certo objeto e o coloque dentro daquela caixa”. Seu filho então tem de executar cada comando seguindo essa ordem. Você poderá dar diversas instruções com vários comandos, estendendo o número de comandos de acordo com a capacidade de seu filho.
      São essas as atividades que reservei para que você melhore a atenção, a memória e exercite essa habilidade tão importante, que é a habilidade de seqüenciamento de seus filhos.
      Fonte: http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/2-atividades-para-criancas-desatentas/?utm_source=email_regular&utm_medium=text_link&utm_campaign=carlos_criancas_desatentas&inf_contact_key=30d07671bb2db2c212f3ec3f09f01661d212498cf74be576790b65dd31c288e3