existir

A EXISTIR surgiu em 2001, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

terça-feira, 29 de março de 2016


Como o Acompanhante da Pessoa com Deficiência tem 80% de Desconto na Compra de Passagem Aérea.

De acordo com informações retiradas do Portal da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), todas as empresas aéreas oferecem desconto de 80% na passagem aérea de acompanhantes de passageiros com deficiência. Ou seja, o cadeirante paga 100% do valor da passagem, mas se ele precisa de um acompanhante para viajar, o acompanhante terá um desconto de até 80% de sua passagem.
Para conseguir este desconto, não é tão complicado assim, veja como o que se deve fazer:
1ª  Etapa:
– Ligue para a empresa aérea que você deseja viajar;
– Peça para fazer reserva das passagens;
– Informe-os que você é uma pessoa com deficiência e necessita do MEDIF (Formulário de Informação médica) para preencher;
– Pergunte também, para onde você deve enviar os documentos depois que forem preenchidos.
2ª Etapa:
– Depois que te enviarem o MEDIF (por e-mail), você deve levar o documento para um médico preencher;
-É necessário que peça um laudo do médico também, alegando que você é uma pessoa com deficiência e necessita de um acompanhante para viajar.
3ª Etapa:
-Com o MEDIF preenchido e com o laudo médico em mãos, envie os documentos para a sua companhia aérea;
-E por último, compre a passagem aérea.
Antes de comprar a passagem é recomendável que você ligue para a companhia aérea e pergunte como comprar a passagem com desconto sendo que já tem os laudos preenchidos prontos.
O desconto é desconhecido por muitos, mas só é efetuado se a pessoa pede, caso o acompanhante não peça, a passagem é cobrada normalmente.


Fonte: Lado B Moda Inclusiva / Autora: Dra. Dariene Rodrigues.

segunda-feira, 28 de março de 2016


EXISTIR TEVE A HONRA DE PARTICIPAR DO EVENTO ABAIXO PUBLICADO
CMFor Debate Políticas Públicas de Inclusão Social Para as Pessoas Com Síndrome de Down

Anna Regadas28 março, 2016No Comments

A Câmara Municipal de Fortaleza realizou na manhã desta segunda-feira, 28, audiência pública em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down. O evento, de autoria da vereadora Ruthmar Martins (PR) contou com uma apresentação de dança de Caroline Barbosa e de alunos da APAE. A audiência teve como pauta “a estimulação e capacitação vocacional e profissional das pessoas com síndrome de Down”.
Na abertura do debate, a vereadora Ruthmar destacou a importância da inclusão social da pessoa com síndrome de Down. “A síndrome de Down não impede de maneira nenhuma que o indivíduo tenha uma vida social normal. E com a luta das famílias tivemos algumas conquistas como a lei brasileira 3146/2015, de Inclusão da Pessoa com Deficiênci”, ressaltou.
Segundo a parlamentar, a lei é destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. “A lei garante às pessoas com deficiência o direito de casar, ou de ter uma união estável. Na educação, a lei determina que as escolas possuam profissionais capacitados para receber os alunos com deficiência, e isto não deve implicar em nenhum custo adicional para as famílias”, destacou.
A vereadora Ruthmar, ponderou que apesar dos avanços, ainda falta muito para se alcançar, principalmente no que se refere a educação e profissionalização. “Nosso nível de atendimento ainda é falho na rede pública e é exatamente isso que vamos debater; a falta de aparato para os jovens e de escolas profissionalizantes para as pessoas com síndrome de Down. Nós precisamos de políticas públicas destinadas a suprir essa falta, pois  a questão da empregabilidade é um grande desafio”, frisou.
Para a representante da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-Ce, Liduina Carneiro, considerar uma pessoa com síndrome de Down inválida, do ponto de vista de lei está ultrapassado. Liduina ressaltou a importância do debate e defendeu a inclusão social. “É uma chamada mais do que válida para aqueles que precisam exercitar sua cidadania. Precisamos defender os seus direitos, principalmente no que se refere a educação e profissionalização da pessoa com síndrome de Down”, pontuou.
Já a terapeuta ocupacional e gerente do projeto do Núcleo de Atuação Médica Integrada da UFC, Clênia Sabóia destacou que existe uma lacuna grande, para que a pessoa com deficiência chegue ao mercado de trabalho. “A educação é primordial para a capacitação, qualificação e inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. No entanto existe uma lacuna grande e temos muito a caminhar e avançar.”, ressaltou.
A representante do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Marly Pereira, também chamou atenção para alguns entraves na educação. “Mesmo que a lei garanta a inclusão dos alunos com deficiência nas Escolas, é preciso verificar se a educação oferecida contempla as limitações daquele aluno. A inclusão deve acontecer na prática. Mas o que temos visto, é o contrário. Daí as dificuldades que enfrentamos para capacitar esses jovens para o mercado de trabalho. Como profissionalizar um jovem que sequer foi alfabetizado ou teve uma educação básica?”, interrogou. De acordo com Marly, é preciso avançar muito na área da educação.
Para o advogado e consultor de inclusão social, João Eduardo, o problema ainda se agrava diante da negativa de matrículas das Escolas Particulares, para as pessoas com deficiência seja física ou psicológica. “Infelizmente a realidade que vemos nas Escolas, principalmente das particulares é a negativa das matrículas.”, ressaltou. O advogado cobrou uma fiscalização maior do Poder Público. “Esta Casa junto com a Secretaria Municipal de Educação devem fazer uma cobrança mais efetiva aos dirigentes das escolas, para que essa inclusão, que é garantida por lei, seja cada vez mais uma realidade na nossa cidade”, frisou.
A vereadora agradeceu a presença de todos e destacou alguns projetos de indicação de sua autoria que ampliam as políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência. Os projetos contemplam desde a realização de convênios financeiros para a manutenção de instituições que prestam atendimento como a APAE, até a criação de uma central de emprego voltada para as pessoas com deficiência. A parlamentar ainda destacou projeto que assegura ao aluno com deficiência um acompanhamento psicopedagógico.
Também estavam presentes no debate, o senhor Rubinho Linhares, representando o secretário Acrísio Sena, da coordenadoria de articulação dos movimentos sociais, o presidente da Associação Inclusiva de Fortaleza, João Manoel, a representante da Associação Social Recanto Psicopedagógico, Ilcia Lima, a professora da APAR, Edilene Lima, entre outros representantes.

Fonte: http://wp.cmfor.ce.gov.br/cmfor/cmfor-debate-politicas-publicas-de-inclusao-social-para-as-pessoas-com-sindrome-de-down/

domingo, 27 de março de 2016


  Pessoas Com Síndrome de Down São Agentes de Mudança


Secretário-geral da ONU Ban Ki-moon. Foto: ONU/Amanda Voisard
Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que "as pessoas com síndrome de Down são agentes de mudança que podem levar progresso por todos os níveis das sociedades".
Ban fez a declaração para marcar o Dia Mundial da Síndrome de Down, esta segunda-feira, 21 de março.
Agenda 2030
Segundo ele, "as vozes dessas pessoas devem ser ouvidas no momento em que o mundo se esforça para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável".
O chefe da ONU disse que ao adotar a agenda 2030, a comunidade internacional prometeu “não deixar ninguém para trás”.
Ele afirmou que essa promessa exige “empoderar crianças e adultos com deficiências”, incluindo os que têm síndrome de down, para que eles possam contribuir para um futuro comum.
Ban mencionou as palavras de Pablo Pineda, ator e escritor com a síndrome de Down. O secretário-geral disse que o ator pediu a todas as pessoas com a deficiência que “percebam suas próprias capacidades”.
Pineda afirmou que “todos deveriam se ver como pessoas que podem alcançar seus objetivos”.
Respeito
O chefe da ONU declarou que essa afirmação deve ser seguida por medidas concretas de respeito, proteção e promoção dos direitos de todas as pessoas com deficiências, inclusive com a síndrome de Down.
Ban pediu prioridade para as ações com o objetivo de melhorar as oportunidades para meninas e mulheres com deficiências e que, geralmente, sofrem mais exclusão do que meninos e homens.
No Dia Mundial da Síndrome de Down, Ban Ki-moon disse que a comunidade internacional deve tomar a decisão de apoiar a autonomia e a independência das pessoas com essa condição genética.
Além disso, o secretário-geral mencionou a liberdade de escolha como parte dos esforços para que elas tenham uma vida digna.
Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/03/pessoas-com-sindrome-de-down-sao-agentes-de-mudanca/#.VviOrPkrLDf

terça-feira, 22 de março de 2016


EXISTIR COMEMORA O DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN

NO DIA 19 DE MARÇO DE 2016 A EXISTIR REALIZAMOS A COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN, CONTANDO COM A COLABORAÇÃO DA LOJA LUIZ GONZAGA, GRUPO JOFÉ, BEM COMO A VISITA DA SRA. VEREADORA RUTHMAR, A FIM DE NOS CONVIDAR PESSOALMENTE A PARTICIPAR DE AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O FUTURO DAS PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS, A SER REALIZADA NO DIA 28.03.2016 NA CÂMARA DE VEREADORES DE FORTALEZA, ASSIM COMO DE COBETURA EXCLUSIVA DO PESSOAL DA TV UNIFOR.
A TODOS QUE PARTICIPARAM O NOSSO MUITO OBRIGADO.






Portadores da Síndrome de Down Vivem 50 Anos a Mais que no Passado
                                                                                            
Thaís Sabino
Rosto típico, dificuldade para falar e aprender. No passado, por volta de 1947, estes traços indicavam uma vida curta, entre 12 e 15 anos. O diagnóstico da Síndrome de Down - uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21 - era muito mais aflitivo do que é hoje para os pais. Atualmente, a expectativa de portadores da alteração genética está entre 60 e 70 anos, de acordo com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Nesta quarta-feira (21), é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.
Ao mesmo tempo, os casos se tornam cada vez mais frequentes, afirmou a fisioterapeuta pediátrica especialista no desenvolvimento de portadores da Síndrome de Down, Fernanda Davi. "Estão mais comuns, pois as mulheres têm filhos cada vez mais tarde, acima dos 35 anos", justificou. De acordo com a Fundação Síndrome de Down, há maior probabilidade da ocorrência do problema em relação à idade materna, quanto mais idade a mulher tiver, mais risco de a Síndrome de Down se manifestar.
Exames podem diagnosticar a alteração genética ainda no período de gestação, mesmo assim, existem casos em que a Síndrome de Down é descoberta apenas ao nascimento do bebê. "Assim que a criança sai do hospital, já começamos o tratamento", disse Fernanda. Com acompanhamento de um fisioterapeuta e de um fonoaudiólogo o portador pode andar, falar e frequentar uma escola normalmente, disse a fisioterapeuta.
O principal problema apresentado pela criança com SD é a falta de tônus muscular. "Eles são mais moles", disse Fernanda. Esta carência interfere nas habilidades motoras, por isso, exercícios de fisioterapia e fonoaudiologia são importantes para o paciente andar e falar como uma criança normal. "Aos dois anos e meio, três, eles já conseguem fazer tudo, andar, correr, se equilibrar em um pé só", descreveu Fernanda sobre a evolução dos pacientes.
O tratamento usado pela fisioterapeuta é o Cuevas Medek Exercise (CME), que desenvolve movimentos como segurar o pescoço, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar em pé, andar e correr, segundo Fernanda. "Primeiro eu gero o desequilíbrio para que elas mesmas consigam desenvolver o equilíbrio do próprio corpo. Com apenas algumas caixas e pedaços de madeira, eu monto um cenário no qual as crianças brincam ao mesmo tempo em que vão se desenvolvendo", explicou.
Características 
Achatamento da parte de trás da cabeça, dobras nos cantos internos dos olhos, ponte nasal achatada, orelhas ligeiramente menores, boca pequena, mãos e pés pequenos, rosto redondo, cabelos lisos, pescoço curto, flacidez muscular, prega palmar única e pele na nuca em excesso são as características físicas usualmente apresentadas por pessoas com Síndrome de Down.
As pessoas com a diferença genética têm tendência à obesidade, cardiopatias, hipotireoidismo, problemas renais e alteração dos glóbulos brancos no sangue. A dificuldade de cognição também é comum, porém, apesar de levar mais tempo que uma pessoa normal, quem tem Síndrome de Down é perfeitamente capaz de aprender e absorver conhecimento sobre diversas áreas, afirmou Fernanda.
Segundo a psicóloga Juliana Siqueira Baida, do Serviço de Formação e Inserção ao Mercado de Trabalho da Fundação Síndrome de Down, "todos conseguem se desenvolver profissionalmente. As maiores dificuldades apresentadas são nas relações interpessoais, devido às barreiras impostas pela sociedade e muitas vezes pela equipe de trabalho", disse ela. Outro ponto, é o relacionamento de casal entre pessoas com Síndrome de Down. "Eles exprimem a sexualidade de forma inadequada devido à constante repressão", afirmou Juliana.
Papel de mãe 
"Como eu já tinha passado por um parto normal, cheguei ao hospital e me falaram que seria bem rápido, porque seria parto normal de novo. Começou a demorar demais. Depois de seis horas ele nasceu. Quando ele saiu, virou uma bolinha, todo mole, minha outra filha já saiu durinha, totalmente diferente. Olhei nos olhinhos dele e percebi na hora". O relato é de Renata Camargo, mãe de Guilherme, 1 ano e 11 meses, que apesar de não apresentar qualquer alteração nos exames durante a gestação, nasceu com Síndrome de Down.
"Vem aquele sentimento de desespero, de que não quer acreditar. Me perguntava como iria ser e como iria contar para as pessoas. Mas quando peguei ele nos braços, senti o mesmo amor que tenho pela minha filha", contou Renata. Ela confessou que foi difícil evitar questionamentos dos motivos que levaram aquilo a acontecer com ela mas, passado um tempo, Renata decidiu parar de sofrer, cuidar de Guilherme e dar todo amor possível a ele.
Encantada pelo avanço do filho com os tratamentos de fisioterapia, ela disse que em um mês ele "subiu dois degraus". Guilherme começou a andar há cerca de três meses e só frequenta as sessões fisioterapêuticas para aperfeiçoar o que já sabe. "Ele está subindo rampas e escadas", disse. Sobre o desafio de aceitar um filho com Síndrome de Dawn, Renata questionou: "se uma pessoa tem um filho completamente normal e acontece alguma coisa que o deixe com algum problema, ela deixará de amá-lo?".

Fonte: http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/portadores-da-sindrome-de-down-vivem-50-anos-a-mais-que-no-passado,c7e98c3d10f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html

segunda-feira, 14 de março de 2016

quinta-feira, 10 de março de 2016


EXISTIR COMEMORA DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A EXISTIR, COM A COLABORAÇÃO DA FAMILIA EXISTIR, REALIZOU CONFRATERNIZAÇÃO PARA COMEMORAR O DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
A TODOS QUE SE FIZERAM PRESENTES O NOSSO MUITO OBRAGADO.





EXISTIR DÁ CONTINUIDADE AOS PROCEDIMENTOS DE ELABORAÇÃO DO PROJETO DA BRINQUEDOTECA


A EXISTIR, COM A COLABORAÇÃO DA COLABORADORA ELISÂNGELA, REALIZOU REUNIÃO PARA PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES RELATIVAS AO ANDAMENTO DO PROJETO DA NOSSA BRINQUEDOTECA


terça-feira, 8 de março de 2016


Como Desenvolver a Fala em Crianças com Síndrome de Down?

PUBLICADO EM 8 de março de 2016

Em geral, as crianças com Síndrome de Down, síndrome conhecida por um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo a mais, possuem habilidades linguísticas menos desenvolvidas, não acompanhando o desenvolvimento das outras habilidades cognitivas, como a percepção, a memória, o raciocínio. Nestes casos, a aquisição da fala e da linguagem é um dos maiores desafios.
Em crianças com o desenvolvimento típico de linguagem, as primeiras palavras surgem por volta dos 12 aos 18 meses. Nas crianças com Síndrome de Down, as primeiras palavras podem surgir por volta dos dois ou três anos. Em muitos casos, esse desenvolvimento pode ser ainda mais tardio, podendo começar até aos cinco anos ou mais, havendo uma grande variação das habilidades linguísticas numa mesma faixa etária.
Essas crianças apresentam uma grande dificuldade em planejar e/ou executar os movimentos dos sons da fala. Estas dificuldades podem estar relacionadas ao controle muscular, que é afetado pela hipotonicidade dos músculos envolvidos na produção da fala, como lábios, língua e bochecha ou ao planejamento motor desses movimentos.
Estudos mostram que as desordens no planejamento motor da fala afetam o desenvolvimento da linguagem como um todo, alterando-o ou atrasando-o consideravelmente.
Devido às dificuldades com a articulação da fala, é comum que elas utilizem os gestos como meio de comunicação por mais tempo que as crianças com desenvolvimento típico de linguagem. Sua compreensão verbal geralmente se desenvolve melhor que a expressão.
Além disso, outra característica que pode comprometer o desenvolvimento da linguagem em crianças com Síndrome de Down são os problemas de audição, muito comuns principalmente na infância.
Apesar do atraso, estudos indicam que o desenvolvimento da linguagem nessas crianças segue as mesmas sequências do desenvolvimento típico de linguagem e que a maioria delas irá progredir até usar a fala como principal sistema de comunicação.
Nesse contexto, nada melhor que promover a estimulação. Muitas atividades cotidianas da criança podem ajudar a estimular o desenvolvimento da fala e da linguagem.
No início da comunicação é importante incentivar as vocalizações da criança, buscar compreender seus gestos e atitudes comunicativas. Conversar respondendo aos sons que ela fizer como se fosse uma conversa, relacionando essa conversa à rotina, como durante o banho, a alimentação, um passeio, são atitudes bastante eficazes. Também é preciso incentivá-la a prestar atenção aos sons, como os barulhos de casa, a campainha, a porta, o telefone e os animais.
É necessário ainda interpretar os gestos e tentativas de comunicação da criança, sempre “traduzindo” de forma verbal. Por exemplo, se seu filho apontar que quer água, mostre que entendeu e dizendo: “ah, você quer água, a mamãe já vai pegar!”. Aos poucos vá ajudando-o a pedir verbalmente o que deseja, solicitando que fale “água”. Nos início ele pode não conseguir dizer a palavra corretamente, mas se já for capaz de vocalizar ao invés de usar apenas o gesto, será um progresso.
Além disso, ofereça alimentos de consistências, temperaturas e sabores variados, respeitando cada fase, de forma a estimular a sensibilidade e a força dessa musculatura. Vale ressaltar que a musculatura que usamos para falar é a mesma que usamos durante a alimentação.
Mesmo com a ajuda de profissionais e estimulação no ambiente familiar, a criança com Síndrome de Down necessita de um período bastante prolongado para se comunicar com um bom vocabulário e articulação adequada das palavras. Por isso, é tão importante e necessária a atuação de um fonoaudiólogo.


Dirlene Moreira
Fonoaudióloga – CRFª 6-7861
www.fonoemfoco.blogspot.com



CARTA DE BRASÍLIA
POR OCASIÃO DA REUNIÃO DO COMITÊ DIRETIVO

Brasília, 02 de março de 2016. 

O Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em nome da rede composta por centenas de entidades, movimentos e organizações da sociedade civil, distribuídas por todo país e dedicadas à defesa e promoção dos direitos sociais, afirma que a regulamentação do Sistema Nacional de Educação (SNE) é a atual prioridade de incidência política da Campanha.
 

O SNE, tal como aprovado pelo Plano Nacional de Educação (PNE) e pelas conferências nacionais de educação de 2014 e 2010 (Conae 2014 e 2010), deve ter como seu mecanismo de financiamento e de justiça federativa o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e, posteriormente, o Custo Aluno-Qualidade (CAQ), garantindo, com isso, um padrão mínimo de qualidade e, depois, consagrando um padrão de qualidade para a educação básica pública nacional. O SNE deve se pautar, também, pela pactuação normativa, a cooperação federativa e o regime de colaboração entre os entes federados e seus sistemas de ensino.

A implementação do SNE depende de uma política econômica orientada para a consagração dos direitos sociais, com o objetivo de garantir a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros. Caso contrário, não será possível ampliar matrículas, melhorar as condições de oferta do ensino e valorizar os profissionais da educação.
 

Nesse sentido, a Campanha reitera sua posição contrária às tentativas de estabelecer desvinculações de receitas ao financiamento constitucional das áreas sociais, em especial das políticas públicas educacionais. A DRU (Desvinculação de Receitas da União), DRE (Desvinculação das Receitas dos Estados) e DRM (Desvinculação das Receitas dos Municípios), caso sejam aprovadas e incidam sobre a educação, inviabilizarão o cumprimento das metas estabelecidas nos planos nacional, estaduais, distrital e municipais de educação, bem como inviabilizarão a expansão de matrículas e a efetivação da qualidade da educação pública.
 

Do mesmo modo, a Campanha repudia as ações articuladas por parlamentares e setores do governo e da oposição para desconstruir o regime de partilha na exploração do petróleo. Embora as receitas petrolíferas não sejam capazes de financiar toda a demanda de recursos do PNE, são fontes essenciais para a materialização dos direitos educacionais, além de metas e estratégias dos planos – especialmente aquelas oriundas da partilha do pré-sal. A educação não pode perder nenhuma de suas possibilidades de financiamento; ao contrário, deve expandi-las.
 

Em um cenário de retração econômica, chefes do Poder Executivo buscam alternativas para reduzir custos na área e evitar processos de controle social, demonstrando seu caráter antidemocrático. A rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação condena, portanto, as tentativas de terceirização da educação pública por meio da contratação de organizações sociais (OS). No mundo todo, a terceirização e a privatização de escolas, sob diversos modelos, fracassaram: reduziram os direitos dos trabalhadores, aprofundaram a desigualdade nos sistemas de ensino, não resultaram em melhoria da aprendizagem e inviabilizaram a universalização da educação como direito.
 

Também é vergonhoso constatar o aumento de escolas públicas geridas por corporações militares, algo que afronta o direito à educação em sua concepção plena, que é a de garantir a apropriação da cultura e de valores democráticos, com o objetivo de promover a cidadania tal como exige a Constituição Federal. Inclusive, ao cobrar taxas, as escolas militarizadas excluem estudantes e famílias, agravando os equívocos dessa política.
 

Assim, a rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação reitera as recomendações do Comitê sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas, que solicitou ao Estado brasileiro (governos federal, estaduais, distrital e municipais) – após a incidência da sociedade civil – que impeça os prejuízos causados pelo ajuste fiscal ao cumprimento do Plano Nacional de Educação, que pare com a privatização da área e que interrompa imediatamente a militarização de escolas públicas.
 

O Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação reafirma o compromisso da rede na defesa e promoção incondicional do direito à educação pública, gratuita, laica, civil, inclusiva, democrática, equitativa e de qualidade para todas as crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos que vivem no Brasil.

Assina o Comitê Diretivo:
Ação Educativa;
ActionAid;
CCLF (Centro de Cultura Luiz Freire);
Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará);
CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação);
Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação);
Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente;
Mieib (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil);
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra);
Uncme (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação);

Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação)

quinta-feira, 3 de março de 2016


Como Lidar Com Alunos Com Dificuldades de Aprendizagem (LEITURA)

BY OINCRIVELZE · 15 OUTUBRO, 2015

1. Ler um livro, uma frase, um texto em voz alta, ajuda o aluno com dificuldades de aprendizagem na leitura.
2. Tomar tempo para ver as figuras e falar sobre elas. Deixe o aluno falar sobre elas também.
3. Pergunte ao aluno algumas coisas sobre aquilo que ela pensa que o autor queria dizer. Acompanhe o ritmo das emoções e deixe transparecê-las através da voz. Pratique a leitura com qualquer livro que achar interessante, que tenha acção ou humor.
4. Os alunos podem aprender que os livros ocupam um lugar importante na sua vida. A maneira como pega nos livros e folheia as páginas ensina ao aluno mais que um milhão de palavras.
5. O aluno pode aprender que a biblioteca é um lugar bom para se visitar, por ter mais variedade de livros, por podermos estar confortáveis e sossegados.
6. O professor pode demonstrar que se preocupa com aquilo que o aluno pensa e com aquilo que tem interesse para ele.
7. O professor pode mostrar que não sabe todas as respostas a todas as perguntas, e que tem que ir ler, estudar ou aprender alguma coisa. Mostrar ao aluno que ele pode não saber onde fica determinada cidade ou rio, mas que há um lugar onde podem ir para saber.
8. Se perceber que o aluno não consegue acompanhar um determinado texto, procure livros com impressões em letras grandes, ou amplie o texto que pretende aplicar. Todos os problemas de leitura são intensificados com impressões de tamanho pequeno.
  
 9. Quando o aluno tem de ler, leia alternadamente com ele em voz alta. Faça uma paragem em cada página para lhe perguntar sobre aquilo que foi lido.
10. Depois de ler uma história, pergunte ao aluno do que ela se lembra na história. Se a leitura da história foi interrompida a meio, pergunte o que aconteceu antes. Se o aluno perdeu a sequência da história, abra o livro e ajude-o a encontrar as partes perdidas. Mais tarde, peça-lhe para contar a história a outra pessoa, usando figuras se necessário.
11. O que é importante ser referido, na leitura de um aluno com dislexia, é o erro ou a falta de sentido que a palavra faz na frase e não a incapacidade dele. Deve ser enfatizado que todas as outras palavras estão bem excepto aquela.
12. Quando há trabalho de casa, pode ver o trabalho com o aluno. Ajude-o a planear, de forma que o trabalho de casa seja feito.
13. Encoraje o aluno a fazer aquilo que sabe que ele vai conseguir realizar.
14. O professor pode ser um amigo, um mentor para o aluno. Pode ser um bom ouvinte e mostrar-lhe que se interessa por ele. Pode lá estar para ajudá-lo a organizar o seu tempo fazendo com que não desperdice as horas preciosas. Pode ajudar quando os outros colegas se rirem ou não o entenderem.

quarta-feira, 2 de março de 2016


COMO ENTENDER A DISLEXIA, DISORTOGRAFIA, DISGRAFIA, DISCALCULIA
A identificação precoce de um possível ou suposto quadro de incapacidade ou problema de aprendizagem no ambiente escolar sensibiliza os educadores para o exercício de um novo olhar: “olhar” mais cuidadoso, criterioso, investigativo e com mais participação na vida escolar dessa criança.
A identificação precoce de um possível ou suposto quadro de incapacidade ou problema de aprendizagem no ambiente escolar sensibiliza os educadores para o exercício de um novo olhar: “olhar” mais cuidadoso, criterioso, investigativo e com mais participação na vida escolar dessa criança.
O diagnóstico que envolve a exclusão de outras condições e dificuldade por parte da criança, deve voltar-se para uma serie de sinais e sintomas muito peculiares, que podem sugerir a suspeita e levar a procura de profissionais especializados para tal diagnóstico.
Para cada hipótese, temos um entendimento neurológico e evolutivo de cada expressão e seu respetivo significado:

1 Dislexia

Dislexia é a incapacidade de processar o conceito de codificar e decodificar a unidade sonora em unidades gráficas (forma de grafemas) com capacidade cognitiva preservada (nível de inteligência normal).
Os disléxicos têm capacidade para aprender todas as funções sociais e até altas habilidades, desde que, bem diagnosticado, seja trabalhado nas áreas corticais favoráveis e com estratégias e intervenções adequadas.
Essas intervenções devem valorizar as funções viso-motoras da criança, imagens com significado e significante associados a ritmo e memória visual auxiliando sua memória auditiva, para que desenvolva a capacidade por outras rotas (sabendo-se que sua rota fonológica é prejudicada).
2 Disortografia
Definimos como disortografia, os erros na transformação do som no símbolo gráfico que lhe corresponde.
Nem sempre a disortografia faz parte da dislexia e pode surgir nos transtornos ligados á má alfabetização, na dificuldade de atenção sustentada aos sons, na memória auditiva de curto prazo (Deficit de Atenção) e também nas dificuldades visuais que podem interferir na escrita.

3 Disgrafia

Não se pode confundir ou comparar a disgrafia com disortografia, pois a disgrafia tem características próprias.
A criança com disgrafia apresenta uma escrita ilegível decorrente de dificuldades no ato motor de escrever, alterações na coordenação motora fina, ritmo, e velocidade do movimento, sugerindo um transtorno práxico motor (psicomotricidade fina e visual alteradas).
4 Discalculia

discalculia do desenvolvimento é uma dificuldade em aprender matemática, com falhas para adquirir a adequada proficiência neste domínio cognitivo, a despeito de inteligência normal, oportunidade escolar, estabilidade emocional e motivação.
Não é causada por nenhuma deficiência mental, deficits auditivos e nem pela má escolarização.
As crianças que apresentam esse tipo de dificuldade realmente não conseguem entender o que é pedido nos problemas propostos pelo educador (professor/pais).
Não conseguem descobrir a operação pedida no problema: somar, subtrair, multiplicar ou dividir. Além disso, é muito difícil para a criança entender as relações de quantidade, ordem, espaço, distância e tamanho.
Aproximadamente de 3 a 6% das crianças em idade escolar tem discalculia do desenvolvimento (dados da Academia Americana de Psiquiatria).
De um modo geral, o prognóstico das crianças com discalculia é melhor do que as crianças com dislexia, ou pelo menos, elas tem sucesso em outras atividades que não dependam desta área de cálculo numérico.

FONTE: Artigo original: Profª Telma Pântano – Adaptação: Profª Lana Bianchi e Profª Vera Mietto 01.08.2013. Encontrado em: O Incrível Zé


http://www.psicologiasdobrasil.com.br/como-entender-a-dislexia-disortografia-disgrafia-discalculia/

terça-feira, 1 de março de 2016


“Precisamos Deixar de Olhar Apenas Para a Patologia", diz Especialista em Educação Inclusiva”
Escolas precisam focar nas crianças, e não nas deficiências, para que o ensino seja acessível
Por: Fernanda da Costa
12/01/2016 - 03h04min




Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS
Antes ilegalnegar vagas para crianças com deficiência em escolas regulares agora é crime previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência, em vigor há cerca de uma semana. A infração prevê multa e prisão de até cinco anos. Mesmo tida como um avanço na questão da educação inclusiva no Brasil, as escolas ainda precisam se especializar no atendimento das múltiplas deficiências.

Em entrevista para Zero Hora por telefone, a psicanalista especialista em Diagnóstico e Tratamento de Problemas da Infância e da Adolescência, doutora em Educação e professora da Faculdade de Educação da PUCRS, Maira Fabiana Brauner, afirmou que os estabelecimentos de ensino precisam deixar de olhar apenas para as deficiências, para conhecer as crianças com esses diagnósticos.

Entenda os principais pontos do Estatuto da Pessoa com Deficiência
Jovem com deficiência supera obstáculos e se formará em Pedagogia


O que a escola precisa ter para ser inclusiva?
Precisamos deixar de olhar para a patologia para poder enxergar a criança que está ali, e a acolher. Recursos materiais e técnicos são pontos importantes e necessários, mas não são determinantes. É preciso ter recursos humanos formados para a inclusão, o que envolve todos os funcionários da escola, do professor à merendeira ou o zelador. Todos precisam estar preparados para atender os alunos com deficiência.
No que a escola precisa avançar para alcançar a inclusão?
O que está faltando muito é o apoio ao professor, quem tem sido deixado de lado. Tenho deparado muito com o desamparo dos professores, que sofrem a angústia de ver que o ensino não está saindo como planejado. O projeto falha se não há espaços para ouvir e orientar o professor. Uma discussão que precisa ser feita é como cuidar dos profissionais que vão cuidar da inclusão do aluno.
Nas escolas particulares, passou a ser crime cobrar valores adicionais de pais de alunos com deficiência. Qual a importância da medida?
O que está sendo cobrado nos remete à questão de que os pais tem de pagar por causa de um diagnóstico, não temos de culpabilizar as famílias. Precisamos falar sobre como acolhemos a diferença. Nenhum aluno é o aluno ideal, mas o aluno possível.

Pessoas com deficiência vencem preconceito para amar
Quatro filmes sobre deficiência e sexualidade
Avanços do Estatuto da Pessoa com Deficiência
— Criminaliza discriminação, negativas em planos de saúde ou empregos
— Passa de 2% para 10% a frota de táxi adaptada
— Determina que 3% das unidades habitacionais custeadas com verba pública sejam adaptadas
— Determina que 10% das habitações de hotéis, pousadas e similares sejam adaptadas
— Reserva 2% das vagas de estacionamento para deficientes
— Determina que 10% dos computadores de telecentros ou lan houses sejam acessíveis

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2016/01/precisamos-deixar-de-olhar-apenas-para-a-patologia-diz-especialista-em-educacao-inc