existir

A EXISTIR surgiu em 2001, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

quinta-feira, 8 de setembro de 2016



Uma das questões para os pais de crianças com síndrome de Down é: como alfabetizá-las? Se o processo de aprendizagem já é diferente para cada pessoa, é ainda mais singular para quem tem Down.
Em primeiro lugar, é sempre importante respeitar as diferenças individuais e ter em mente que, muitas vezes, crianças com Down apresentam algumas dificuldades que tornam o processo de alfabetização mais lento. Em todo modo, é válido ressaltar que, apesar das dificuldades, crianças com Down podem aprender a ler.
Veja no post de hoje algumas dicas de como lidar com a alfabetização, seja você pai ou profissional educador. Acompanhe!

Dificuldades de crianças com síndrome de Down

Segundo o Movimento Down, pessoas com Down podem ter problemas com audição, habilidades de memória e resolução de problemas. Todas essas habilidades são importantes para aprender a ler e escrever.
Além disso, em geral, as crianças aprendem a ler palavras inteiras, relacionando a imagem da palavra escrita com seu correspondente visual. Por exemplo: relacionando a palavra “maçã” com o desenho de uma maçã.
Em seguida, elas aprendem o som correspondente a cada letra e sílaba e a partir daí compreendem como decodificar as palavras escritas. Esse processo pode ser diferente para as crianças com Down. Elas lidam bem com questões visuais, mas podem ter problemas para chegar na etapa alfabética.
Outras habilidades são importantes para o processo pedagógico, e as crianças Down podem ter limitações nessas competências. Entre elas estão:
- noção de imagem corporal;
- coordenação motora;
- atenção;
- orientação espacial e temporal.
É importante conhecer cada aluno e saber em que ponto ele se encontra em relação a essas questões.

Aprendizado

aprendizado acontece quando há um ambiente favorável para isso, ou seja, quando ele desperta o interesse e é prazeroso. Portanto:
é essencial que o processo seja lúdico, incluindo jogos, músicas e outras atividades divertidas no processo;
é importante apresentar novas informações de forma bem gradual, para favorecer  a memorização;
a dificuldade de abstração é comum nas crianças com Down, por isso é importante trabalhar com objetos concretos, que possam ser manuseados.

Na escola e em casa

Em sala de aula, é interessante fazer atividades em grupo para estimular a cooperação entre os alunos e a interação social da criança. Se a turma for copiar um texto do quadro, a professora pode dar uma versão mais curta, em uma folha separada, para ser copiada pelo aluno com Down.
Também é importante a interação da escola com a família, para que atuem de forma complementar.

Atividades

O objetivo das atividades realizadas pode ser um dos seguintes:
- copiar;
- sublinhar ou circular a resposta correta;
- completar os espaços em branco;
- escrever dentro de balões e caixas no papel, para que a criança use letras de determinado tamanho;
- articular corretamente os fonemas, ou seja, falar corretamente;
- estimular o uso de habilidades manuais e postura corporal;
- incentivar a utilização de conceitos temporais e espaciais como: atrás, na frente, direita, esquerda, em cima, embaixo ou ontem, hoje, amanhã, no fim de semana;
- identificar símbolos gráficos como letras, sílabas;
- organizar sequências da esquerda para a direita;
- organizar ideias em sequências lógicas — isso pode ser feito com cartões com imagens.
É importante adaptar as atividades de leitura/escrita ao contexto da criança. Por exemplo, se ela gosta de cães, usar a palavra “cão”.
Sempre evite situações que possam ser traumáticas, pois é preciso ter paciência e aceitar que o processo não vai acontecer no seu tempo, mas no da criança.

Diversificação

Não use apenas lápis e papel, mas também:
- computador ou tablet;
- quadros e painéis;
- diferentes tipos de lápis;
- use papéis com linhas ou quadriculado.
Por meio dessas pequenas ações, diariamente, é possível encontrar o ponto certo para a alfabetização de crianças com síndrome de Down.
Se você tem dúvidas sobre como alfabetizar crianças com Down ou tem experiência nesse assunto, deixe um comentário neste post. Trocar ideias sempre é importante para aprender e desenvolver novas formas de educar!

Fonte: http://www.incluo.com.br/blog/como-alfabetizar-criancas-com-sindrome-de-down/