existir

A EXISTIR surgiu em meados de 2002, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Seminário de Educação Inclusiva: alunos com Síndrome de Down na escola comum,realizado em Brasília, pela FBASD.

Eurenice Farias (Associação Inclusiva de Fortaleza -EXISTIR),Cláudia Werneck (Escola da Gente),Domingos Timbo ( Associação Inclusiva de Fortaleza -Existir)
Claudia Werneck Autora de dezenas de livros sobre inclusão, publicados no Brasil e no exterior, a jornalista se destaca por várias atividades, entre elas consultoria em acessibilidade e a direção da ONG-Escola da Gente “Cláudia Werneck – Comunicação em Inclusão”, organização que forma jovens e, não apenas discute a qualificação da mídia, como contempla todas as formas de comunicação humana. A Escola de Gente se propõe a formar uma nova geração de adultos, disseminando conteúdos de inclusão entre jovens com idade dos 15 aos 29 anos, trabalho que se multiplica atualmente por toda a América Latina.Para a jornalista, envolvida com o tema “inclusão” muito antes dele ganhar a projeção atual, o processo de respeito aos direitos humanos, de inclusão em si, ainda é lento, se comparado, por exemplo aos rápidos avanços da tecnologia, mais valorizados e considerados fundamentais pela sociedade atual. “Não é a chegada de uma criança com deficiência que trará mais problemas à escola”, destaca a jornalista, ressaltando, porém, que a tendência é expulsá-la e segregá-la. “Não podemos medir o valor da inclusão pela quantidade de pernas ou olhos de uma criança”, diz ela. A realidade apresentada é que a escola espera pela criança “normal” e aguarda o retorno que ela possa dar ao país.A lei esclarece que nenhuma escola pode barrar o acesso de um aluno deficiente, situação caracterizada crime, com previsão de pena de reclusão de quatro a cinco anos. “A escola não tem o direito de escolher a criança que quer ensinar. Você é educador de gente”, afirma a jornalista, que também é responsável pela realização de aproximadamente 400 oficinas inclusivas em 10 países.
Claudia Grabois, presidente da FBASD, Domingos Timbó, Existir, Eurenice Farias, Associação Inclusiva de Fortaleza, ANTONIO CARLOS SESTARO - CONADE.



ASSOCIAÇÃO INCLUSIVA DE FORTALEZA-EXISTIR, dias 9 e 10 deste mês, esteve presente no ''Seminário de Educação Inclusiva: alunos com Síndrome de Down na escola comum'', realizado em Brasília, pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down com apoio da SEESP/MEC, junto a representantes de mais de 60 grupos, redes e associações de todo o Brasil.A Luta contra o preconceito, pela educação inclusiva, foi a diretriz do Seminário. Isto é, a capacitação de profissionais, seja do ensino público, seja do privado, é multiplicadora, bem como o empoderamento e protagonização da sociedade civil, de forma que por esses caminhos obtêm-se a inclusão - ampla, geral e irrestrita - tão objetivada por todos nós. O foco do seminário, nesse sentido, foi a orientação e capacitação, por parte da FBASD, dos representates lá presentes, que devem efetivar os Direitos já previstos por nosso ordenamento jurídico, conhecendo as bases e os meios legais para que se possa reivindicá-los.Dessa forma, debateu-se o tópico central - o direito de todas as pessas de terem acesso à educação regular com o apoio necessário. Tal Direito é inquestionável e inalienável; contudo, não basta ser legal e legítimo: deve ser efetivo. Para isso, a convivência de todos em um local comum deve existir; e parte disso são crianças com e sem Sídrome de Down estudando lado a lado. Independentemente de cor, gênero, religião, orientação sexual, etnia, cultura, população, classe etc., todos têm o direito de celebrar a diversidade e o dever de respeitá-la, seja por juízo de valor, seja pelo aparato legal que nos dá a nossa legislação. E crianças com e sem deficiência devem usurfuir da diversidade, sendo uma obrigação de cada um incluí-las na sociedade, a começar pela escola.Nesse contexto, cada grupo e associação presente assinou a carta de compromisso pela Convenção sobre os Direitos da Pessoas com Deficiência, que no dia 9 completou um ano de ratificação. Além disso, cada representante comprometeu-se em participar dos futuros Seminários e Conferências, a fim de reciclar, inovar e aprimorar as práticas inclusivas. Ou seja, fazer de nossa democracia representativa, uma democracia também participativa, pelo reflexo do Controle Social - tema palestrado por Claudia Grabois, presidente da FBASD - onde a sociedade civil planeja, fiscaliza e acompanha as políticas públicas - o que, por sua vez, é uma característica intrínseca de um Estado Democrático de Direito.Na mesma comemoração de uma ano da Ratificação, houve a adesão à Campanha da Acessibilidade do Conselho Nacional da Pessoa ''Com'' Deficiência (CONADE) por 39 associações e 4 Instituições. A campanha visa à ruptura de barreiras, sejam elas arquitetônicas, sejam elas a atitude preconceituosa incorporada e repetida por gerações, de forma a atingir a promoção de todos como cidadãos plenos, em uma sociedade sem discriminação e exclusão, composta por pessoas com e sem deficiência. Juntos à todoas Associações, estiveram presentes o Ministro adjunto da SEDH-PR, Dr. Rogério Sottili; o Ministro do STE, Dr. Joelson Dias; Martinha Clarete, secretária de políticas de educação especial da SEESP/MEC; Claudia Grabois, presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down; Denise Granja, presidente do CONADE-SEDH; Izabel Maior, coorderadora da CORDE; Isaias Dias, representante da CUT no CONADE; Antonio José, presidente da ONCB; Marta Almeida Gil do Instituto Amankay de Pesquisas; e outros inúmeros membros do CONADE e representates da causa.No segundo e último dia, mesmo sob toda aquela correria de check-out, horário de voô etc. que conhecemos bem, o Seminário permaneceu bem sucedido. Falou-se novamente de nosso ordenamento, com ênfase na necessidade da cooperação entre as Associações e a Federação para educar e reivindicar direitos, em prol de nossa legislação, para que a mesma tenha eficácia social e jurídica, e não fique apenas na folha de papel. Nessa perspectiva, nossa Constituição Federal, junto a leis complementares, a leis ordinárias e, por fim, à Convenção Sobre o Direito da Pessoa com Deficiência - que tem valor de emenda constucional - especifica o que é a inclusão e a população que da sociedade inclusiva faz parte. E, nesse ponto, vemos que cada um dela é membro, sem qualquer tipo de discriminação, onde todos são iguais em virtude das diferenças.

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