existir

A EXISTIR surgiu em 2001, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pais cobram capacitação de escolas para receber crianças com Down

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Ceará promoveu na, tarde desta terça-feira (22/03), no Complexo das Comissões da Casa, audiência publica onde se discutiu a situação das crianças cearenses com síndrome de Down e sua inclusão social.
A responsável pelo debate e presidente da Comissão, deputada Rachel Marques (PT), lembrou que o propósito do encontro era discutir alternativas para a formação de uma sociedade mais igualitária.
“Avançamos no fato de que essas pessoas hoje não são mais vistas como doentes, mas, ao mesmo tempo, escolas continuam despreparadas, prejudicando no crescimento autônomo desses jovens”, atentou Rachel. 
Presente ao evento, a deputada Bethrose (PRP) levantou a questão das escolas que estão barrando a matricula de alunos com deficiência. “Lutamos por uma educação de qualidade para todos, sem restrições. Mas, algumas escolas particulares além de rejeitar matrículas, muitas vezes cobram mais caro para receber alunos com qualquer tipo de deficiência”, denuncia a parlamentar.
A deputada Patrícia Saboya (PDT) também compareceu ao evento, e destacou a dificuldade dos pais de jovens com síndrome de Down para conseguir educação de qualidade e tratamento especial. “Essas famílias superam desafios todos os dias na busca de uma vida normal para seus filhos. Por isso a necessidade das escolas se capacitarem, pois não se trata de um favor, é uma obrigação”, salientou Patrícia.
 


Representando as associações de síndrome de Down, o vice-presidente da região nordeste da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Domingos Sávio Tavares, afirmou que as instituições de ensino particular agem pensando no dinheiro e não por consciência social. “Nossa regressão foi enorme, pois pequenas escolas que recebiam nossas crianças foram compradas pelas grandes instituições que não desenvolvem o mesmo trabalho, e se o fazem, cobram 80% a mais na mensalidade”, relatou ele.

A integrante da Comissão de Elaboração de Políticas Públicas para os Deficientes da Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura de Fortaleza e aluna da Apae, Mariana Cavalcante, se pronunciou em nome dos jovens com síndrome de Down e garantiu que, se tiverem as mesmas oportunidades, eles podem ir muito além do que a sociedade julga.
“Minha mãe trabalhou para que eu tivesse uma vida normal, o que falta é a pessoas abrirem a cabeça para essa inclusão. Por mais rejeitados que somos em todo o mundo, nossa militância é forte”, garantiu Mariana.
Compareceram à audiência também o deputado Julio César Filho (PTN), a representante da Secretaria de Educação do Estado e técnica em educação especial, Nara Lúcia dos Santos; o representante da Secretaria de Educação de Fortaleza, professor Arlindo Araújo; o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio Alves Ferreira, entre outros.

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