existir

A EXISTIR surgiu em meados de 2002, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

quinta-feira, 5 de maio de 2016


Lei inclui artes visuais, dança, música e teatro no currículo da educação básica

   
Da Redação | 03/05/2016, 11h04 - ATUALIZADO EM 03/05/2016, 20h59
A lei tem origem no substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD)14/2015 ao projeto de lei do Senado (PLS) 337/2006, aprovado no início de abril pelo Plenário do Senado. O texto foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff na terça-feira (2) e vale a partir da data de publicação.
A legislação já prevê que o ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, seja componente curricular obrigatório na educação básica, “de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.
A proposta original, do ex-senador Roberto Saturnino Braga, explicitava como obrigatório o ensino de música, artes plásticas e artes cênicas. A Câmara dos Deputados alterou o texto para “artes visuais” em substituição a "artes plásticas", e incluiu a dança, além da música e do teatro, já previstos no texto, como as linguagens artísticas que deverão estar presentes nas escolas.
Para o relator da matéria na Comissão de Educação (CE), Cristovam Buarque (PPS-DF), a essência da proposta foi mantida no substitutivo da Câmara.
— Esse é um projeto que só traz vantagens, ao incluir o ensino da arte nos currículos das escolas. Sem isso, não vamos conseguir criar uma consciência, nem ensinar os nossos jovens a deslumbrar-se com as belezas do mundo, o que é tão importante como fazê-los entender, pela ciência, a realidade do mundo — observou Cristovam, na discussão da matéria em Plenário.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado
)

quarta-feira, 4 de maio de 2016


Universidades não Preparam Professores Para a Sala de Aula

A escola privada no Brasil, em média, não é muito melhor do que a pública. E é fácil comprovar isso. Os 25% dos jovens da elite brasileira com as melhores notas no Pisa, exame internacional que avalia a qualidade de educação, têm piores notas se comparados aos 25% mais pobres da média dos 65 países participantes da amostra. No ranking, o Brasil fica em 58º lugar. Esse desempenho se deve, principalmente, à má formação dos professores – mas também a outros motivos, como a carga horária de aulas reduzida e a uma escola que não consegue desenvolver competências. Em entrevista à Gazeta do Povo, Cláudia Costin, diretora de Educação do Banco Mundial, explica como esse cenário poderia mudar.
Por que melhorar a formação do professor é um dos principais caminhos para uma educação de qualidade?
/ra/pequena/Pub/GP/p4/2016/04/30/Educacao/Imagens/Vivo/CLAUDIA COSTIN.jpg
A Finlândia não tinha bons resultados educacionais há 40 anos e hoje é o país em primeiro lugar na avaliação internacional do Pisa. Alguns pensam que os educadores finlandeses alcançaram esse nível pelo perfil da sociedade, coesa e protestante. Não é verdade. Um dos principais motivos dessa mudança de patamar foi a transformação da universidade, o modo como eles preparam os professores, é isso que faz a diferença. Ainda não se inventou nada que se substitua um bom professor. Tanto na Finlândia, como na Coreia do Sul, outra nação que ascendeu em qualidade nos últimos anos, o salário dos professores é atraente e a seleção é rigorosa.
Quando você forma um médico, não o faz dando história da medicina, sociologia da medicina; pelo contrário, há uma relação com a prática muito grande. Com o professor, nós ensinamos muita teoria relevante, mas o colocamos em sala de aula sem uma prática importante como professor e o currículo tenha a preocupação com essa prática.
Qual é o problema da formação no Brasil?
Até o começo da década de 90, os professores eram formados no ensino médio. Depois, essa preparação foi para as universidades, o que significou um ganho na formação global do repertório do professor, mas perdemos algo importante nessa transição, o caráter profissionalizante.
Como assim?
A universidade brasileira forma professores pela teoria, enfatizando os fundamentos da educação, sociologia da educação, psicologia da educação, história da educação, mas não prepara o professor para uma profissão. Quando você forma um médico, não o faz dando história da medicina, sociologia da medicina; pelo contrário, há uma relação com a prática muito grande. Com o professor, nós ensinamos muita teoria relevante, mas o colocamos em sala de aula sem uma prática importante como professor e o currículo tenha a preocupação com isso. Essa questão é uma preocupação mundial, a maneira como preparamos o professor tem efeito direto nos alunos.
A solução então é melhorar a exigência da prática nas universidades?
Sim, e também agora, nos professores que já atuam nas escolas. A sala de aula não pode ser uma caixa preta. Há uma experiência interessante da professora Deborah Ball, da Universidade de Michigan, que é simples de ser feita e tem grandes resultados. Ao perceber que os alunos não estavam entendendo a lição, decidiu gravar as próprias aulas de matemática e exibir os vídeos para seus colegas, pedindo ajuda de como ela poderia melhorar na explicação. Essa experiência deu lugar para inovações e também para práticas saudáveis, de professores assistindo as aulas de outros professores e, depois, compartilhando ideias e sugestões.
Algumas escolas investem bastante em treinamento, e também o poder público.
Estudos mostram que muitos treinamentos de professores são inúteis por causa do conteúdo. As instituições tendem a focar em motivação, mas não é isso que os professores precisam. Eles querem ajuda para serem melhores em sala de aula e é nisso que os recursos deveriam ser utilizados. O balanço de tentativa e erro em vários países mostra que iniciativas como a mentoria – professores mais velhos orientando os mais novos –, troca de experiências de práticas bem-sucedidas em sala de aula, identificação e resolução de problemas concretos na aprendizagem dos alunos têm excelentes resultados e são melhor recebidos pelos próprios docentes.

segunda-feira, 2 de maio de 2016


Síndrome de Down poderá ter sintomas atenuados
Avanços recentes podem levar a tratamentos farmacológicos para esse transtorno cromossômico
Pessoas com sídrome de Down sempre foram consideradas como portadoras de atraso incurável de desenvolvimento  – até agora. Nos últimos anos vários laboratórios descobriram alvos críticos em rotas metabólicas afetadas no cérebro de pessoas com a síndrome que podem ser restauradas com fármacos. Pelo menos dois estudos clínicos atuais estão estudando os efeitos desses tratamentos em pessoas com síndrome de Down.

Agora o geneticista Roger Reeves, da Johns Hopkins University, pode ter encontrado mais um alvo para medicamentos – um com o potencial de corrigir os déficits de aprendizagem e memória tão característicos da doença.

A síndrome de Down ocorre em cerca de um em cada mil nascimentos todos os anos, no mundo inteiro. Ela surge a partir de uma cópia extra do cromossomo 21, e da super-expressão de cada um dos 300 a 500 genes que esse cromossomo carrega.

 “Ainda em 2004, pesquisadores não tinham muita ideia a respeito dos mecanismos envolvidos nesse transtorno do desenvolvimento”, aponta Michael Harpold, diretor científico da Fundação para Tratamento e Pesquisa da Síndrome de Down. Mas tudo isso mudou. “Nos últimos seis ou sete anos, tivemos vários avanços – e ‘avanços’ não é exagero – na compreensão da neuroquímica envolvida na síndrome de Down”, conta Reeves.

Essa melhoria na base de conhecimento levou a uma série de descobertas com promessas terapêuticas, incluindo a mais recente feita por Reeves. Ele e sua equipe estavam tentando restaurar o tamanho do cerebelo em ratos que foram modificados para apresentar as características da síndrome de Down.

O cerebelo fica na base do cérebro, e controla funções motoras, o aprendizado motor e o equilíbrio. Em pessoas com síndrome de Down, e nos ratos usados como modelo para a doença, o cerebelo é cerca de 40% menor que o normal. Ao restaurar seu tamanho, Reeves esperava obter uma melhor compreensão dos processos de desenvolvimento que levaram a anomalias em um cérebro com síndrome de Down.

A equipe de Reeves injetou um composto químico que estimula uma importante rota de desenvolvimento neural em ratos recém-nascidos com Down; entre outras coisas, esse composto organiza o crescimento do cerebelo.

“Na verdade nós não ficamos surpresos em consertar o cerebelo. Essa foi nossa hipótese inicial”, explica Reeves. Mas ele não tinha previsto que, três meses após o tratamento, os ratos com um cerebelo restaurado seriam capazes de aprender a se locomover por um labirinto de água – uma função do aprendizado e da memória que se acreditava ser controlada por outra parte do cérebro, o hipocampo.

Os pesquisadores ainda não sabem se consertaram o hipocampo sem querer, ou se o cerebelo pode ser responsável por mais funções de aprendizado e memória que se pensava anteriormente.

De fato, outros tratamentos investigativos para a síndrome de Down são dirigidos ao hipocampo – mas nenhum deles visa essa rota química específica.

O estudo de Reeves, publicado recentemente em Science Translational Medicine, pode levar a tratamento capaz de permitir que os portadores da síndrome de Down tenham vidas mais independentes. “Nós temos a possibilidade de dar a portadores da síndrome de Down a capacidade de melhorar seu aprendizado e sua memória de maneira significativa – eu nunca imaginei ver isso em toda a minha carreira”, admite ele. “E agora isso está acontecendo. O jogo mudou”.

 Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/novos_medicamentos_podem_transformar_a_sindrome_de_down.html#.VyVsV0l4TfE.facebook

A Importância da Fonoaudiologia na Síndrome de Down
O TRABALHO É AMPLO E INCLUI TANTO A PARTE DA FALA COMO DA MUSCULATURA
Quando soube que minha pequena Lorena teria síndrome de Down, no quinto mês de gravidez, muitas pessoas vieram até mim para prestar apoio e na maioria das vezes com alguma experiência própria para passar. Porém, uma pessoa cujo filho tem necessidade especial, me deixou apavorada. Tudo porque ela me disse que a Lorena precisaria frequentar sessões de fonoaudiologia eternamente. Naquele momento pensei: “Ok, vou ter uma bebê com síndrome, já terei preocupações com fisioterapia, agora fonoaudiologia também?”.
Por ignorância minha só conhecia fonoaudiologia no ambiente em que trabalho, onde a fono reabilita pacientes internados cronicamente, que foram intubados, que estão com sonda nasoenteral, etc. Não via a minha filha fazendo fonoaudiologia. Mas, como sempre, fui ler e entender o assunto e logo vi que não era aquele fantasma todo. As sessões de fonoaudiologia seriam extremamente importantes para a minha pequena Lorena.
Qual o papel da fonoaudiologia?
“A fonoaudiologia é a ciência que estuda todos os aspectos relacionados à comunicação humana, entre eles o escutar, a voz, a fala (articulação dos sons, velocidade da fala), a linguagem oral, a leitura e a escrita. O fonoaudiólogo trata também das dificuldades de alimentação, como sugar, mastigar e engolir (deglutição); da forma como essas funções orais são coordenadas com a respiração; e das estruturas orofaciais (cavidade oral, musculatura da face e da boca) envolvidas para que todas essas funções se realizem harmoniosamente.
O trabalho de fonoaudiólogos com crianças com síndrome de Down é amplo e inclui tanto a parte da fala em si, como a preparação da musculatura para que a criança possa desenvolver a fala.
Com relação à musculatura facial, o profissional deverá acompanhar e avaliar o desenvolvimento das estruturas, suas características, relacionadas ou não à síndrome, e suas consequências. Esta avaliação estará ligada diretamente ao modo como a criança se alimenta (sucção, mastigação e deglutição) e, sobretudo, à coordenação dessas funções com a respiração.
Com o crescimento da criança, essas estruturas orofaciais também mudam, bem como suas funções, daí a necessidade de um acompanhamento do fonoaudiólogo. Por conta disso, o trabalho do fonoaudiólogo visa uma boa nutrição e desenvolvimento das estruturas orofaciais por meio do trabalho com a alimentação, incentivando e favorecendo, sempre que possível, o aleitamento materno.
O ato de sugar contribui para o crescimento e desenvolvimento das estruturas orofaciais, e o leite materno protege o bebê de doenças e infecções – no caso dos bebês com síndrome de Down, eles têm maior propensão a infecções. Mas para que este aleitamento possa ocorrer de forma eficiente, é preciso atenção especial. Por conta da hipotonia muscular (que deixam o bebê mais “molinho”), os bebês costumam apresentar dificuldade de sucção, deglutição e coordenação dessas funções com a respiração. O fonoaudiólogo pode contribuir para ajudar a mãe a encontrar a melhor forma de amamentar seu bebê.
Quando a criança passar a comer alimentos sólidos, o fonoaudiólogo também pode ajudar na escolha dos alimentos e colheres que favoreçam o desenvolvimento das estruturas orofaciais, contribuindo para o fortalecimento muscular.
Na parte de comunicação, é importante lembrar que há alguns fatores primordiais para que ela ocorra: a construção da linguagem e sua relação com as áreas de desenvolvimento humano (neuropsicomotor, cognitivo, emocional e social).
Para estimular o desenvolvimento cognitivo e de linguagem, são necessárias intervenções diferentes em cada fase da criança. Segundo a experiência clínica e alguns autores, o desenvolvimento cognitivo ocorre de maneira mais eficiente do que o desenvolvimento de linguagem. Além disso, durante o desenvolvimento da linguagem, as crianças começam a entender antes de conseguir se expressar com palavras, ou seja, a linguagem receptiva é mais lenta que a expressiva.
Neste momento, o trabalho do fonoaudiólogo é mais para orientar pais e familiares sobre o desenvolvimento da criança, com o objetivo de fortalecer os músculos da face, além de estimular o desenvolvimento cognitivo e da linguagem.
O acompanhamento de um fonoaudiólogo deve começar desde o nascimento da criança com síndrome de Down, e é de longo prazo. Sua regularidade e seu enfoque, no entanto, vão variar, dependendo das necessidades dos pais e das crianças em diferentes fases da vida.
O processo só estará terminado quando a pessoa que tem síndrome de Down tiver condições para comunicar o que pensa e sente sem que haja dificuldades de compreensão, e que tenha condições de interagir e conquistar seu espaço na sociedade onde está inserida.”
(Fonte: Guia do bebê com Síndrome de Down – dr Zan Mustacchi)
Lorena já iniciou as sessões de fonoaudiologia. Foram avaliados a pega da mamada no peito, o tipo de bico de mamadeira que ela está usando (ela complementa com fórmula na necessidade), sua musculatura facial, formato de lábios, da língua etc. Para minha felicidade está tudo dentro do adequado para a idade dela. O fantasma realmente não existe e eu estou adorando as sessões.
Desde que minha pequena nasceu só tenho tido boas notícias de seu desenvolvimento. Ela está dentro da normalidade e de nada muda de um bebê sem o Down. Por vezes penso o quanto me desesperei sem necessidade durante a gestação. Pensava em uma criança hipotônica, com dificuldade de amamentar e déficit desenvolvimento.
Não sei qual será o futuro da Lorena, mas aprendi a viver um dia de cada vez. Cada sessão de fisioterapia, fonoaudiologia, pediatra… Cada mamada, cada noite melhor dormida, cada dia sem cólica…tudo é comemorado. Minha vida agora se resume em Carpe Diem e eu confesso que sou muito mais feliz agora.  Tenho certeza que minha filha mais vai me ensinar do que eu a ela.
Ivelise Giarolla é mãe da pequena Marina e de sua segunda princesa Lorena. É esposa, amiga, família, médica, mulher guerreira. Feliz.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br/blogs-e-colunistas/minha-vida-nada-down/a-importancia-da-fonoaudiologia-na-sindrome-de-down/

domingo, 24 de abril de 2016


ABC DA APRAXIA DE FALA NA INFÂNCIA

A: APRAXIA DE FALA: é considerada um distúrbio motor (neurológico)que afeta a produção dos sons da fala. Apraxia em crianças também existe ok? Não ocorre apenas em Adultos!
B: BOCA: a boca da criança parece ficar “perdida” em como falar. A criança quer se comunicar, sabe o que quer dizer, mas parece que sua boca não sabe como se movimentar.
C: CÉREBRO: o cérebro deve planejar e programar a sequências de gestos e movimentos articulatórios para produzir a fala. E na Apraxia esse é o grande desafio! O cérebro fica confuso!
D: DIADOCOCINESIA: é a capacidade que uma pessoa tem em realizar movimentos rápidos e alternados. Na Avaliação Fonoaudiológica, umas das tarefas solicitadas à criança é repetir alternadamente sequencias silábicas. Crianças com Apraxia irão falhar nesta tarefa! Sequencializar sílabas para formação de palavras é um grande desafio para elas.
E: ESPERAR. Uma criança com dificuldade no desenvolvimento da fala e especialmente, para as que apresentam Apraxia, ESPERAR pode significar perder um tempo importante de ESTIMULAÇÃO. Cuidado com a orientação: “ah espere ela ainda é muito novinha”. Sejam vigilantes! I
F: FONOAUDIÓLOGOS. Nós Fonoaudiólogos somos essenciais no tratamento de uma criança com Apraxia e para sua família também. Nossa responsabilidade é enorme. Nosso desafio é enorme e nossa Profissão é maravilhosa, é nobre...criar a oportunidade de uma criança se comunicar a torna mais humana mais inserida nesse Mundo de desafios que vivemos todos os dias!
G: GRITAR! A criança com Apraxia quer GRITAR para todo mundo, que ela sabe muito mais do que ela diz, do que ela fala, que ela entende muito mais do que podem imaginar. A angústia de não conseguir é grande e precisamos ser sensíveis a isso. Temos que tentar facilitar o caminho para elas e não deixá-lo ainda mais pesado. Cuidado com as pressões! Cuidado com as exigências e perfeições!
H: HELICÓPTERO! Uma palavra com 5 sílabas!!! Uau!! Um grande desafio. Na Apraxia quanto mais sílabas as palavras têm, mais dificuldade a criança terá, mais sequencias de movimento ela terá que planejar!!
I: IMITAÇÃO. A Apraxia acomete a capacidade de imitação da criança. A imitação global pode estar prejudicada, como por exemplo, a imitação de movimentos do corpo, de gestos até a imitação da fala. Os pais ficam na frente da criança repetindo, mas percebem que ela não consegue imitar.
J: JUNTOS. Estamos todos juntos! A criança, seu pai, sua mãe, seus avós, suas cuidadoras, suas professoras, outros profissionais da saúde. Precisamos estar todos juntos! Juntos para vencer os desafios que a Apraxia nos impõe!
K: KIDS. Kids significa criança. Sim, a Apraxia de Fala afeta crianças também!
L: LÁBIOS/LÍNGUA: A Apraxia afeta o controle motor dos lábios, da língua (a criança parece não saber como movimentá-los e não existe uma paralisia ou uma hipotonia significativa. Existe uma dificuldade de planejar, de coordenar os movimentos dos lábios e da língua.
M: METAS: nas terapias é muito importante os profissionais estabelecerem e definirem quais serão as metas. Por onde começar? Quais objetivos? Que estratégias serão adotadas para atingirmos esses objetivos? Utilizar PISTAS multissensoriais sempre é o caminho!
N: NUNCA DESISTIR. Atender uma criança com Apraxia não é uma tarefa fácil. É uma terapia trabalhosa, que desafia o profissional, que desafia a expectativa dos pais e da própria criança. Mas NUNCA, NUNCA DEVEMOS DESISTIR! Esperança, acreditar sempre!
O: OUÇA MINHA VOZ. Isso é o que toda criança com Apraxia nos pede o tempo todo! Elas querem ser ouvidas, querem ser atendidas, querem participar, querem ser incluídas na família, na escola. Lembre-se que apesar de não falarem, ou de não conseguirem falar de forma clara, elas têm muita a nos dizer, mesmo que ainda seja, pelo olhar, pelo toque, pelas mordidas, pelo choro, pela irritação! Não desconsidere a necessidade de Comunicação Alternativa.
P: PLANEJAR E PROGRAMAR. O cérebro da criança com Apraxia fica confuso! Ele não consegue planejar, programar e coordenar os movimentos dos articuladores para produzir sequencialmente os sons da fala. Nós Fonoaudiólogos atuamos justamente nesse processo, de suprir o que o cérebro a criança não está dando conta de desafio. Uau! Quanto trabalho não?
Q: QUANTO. Quanto tempo uma criança com Apraxia demorará para falar normalmente? Ou QUANTO tempo de terapia ela irá precisar? DEPENDE! Depende da gravidade do quadro, da idade, de quando foi feito o diagnóstico, da abordagem terapêutica utilizada, do envolvimento da família, do comportamento da criança...etc. É complexa essa questão!
R: REPETIÇÃO. Um dos princípios da intervenção é a Repetição. Por que repetir várias vezes os alvos que estão em treino? Para a criança conseguir criar a memória dos planos motores (para ela conseguir reter/memorizar a sequência de gestos articulatórios). Mas precisamos encontrar formas lúdicas de fazer isso para não ficar cansativo e desmotivador para a criança. Lembrem-se estamos trabalhando com crianças!! E motivação é o “combustível” para as terapias.
S: SEQUÊNCIA. A criança com Apraxia apresenta muita dificuldade para sequencializar os movimentos dos articuladores, por isso, ela acaba simplificando falando apenas silabas isoladas (geralmente as últimas) ou apenas as vogais das palavras. Estimular atividades que tenham sequencias de movimentos é sempre muito bacana!
T: TREINAR TREINAR TREINAR...Apraxia afeta o planejamento motor. E como toda habilidade motora que vamos aprender..precisamos de treino, muito treino!
U: UVA....palavras com menos silabas são mais fáceis...podemos começar com elas, ok? Outros exemplos: papa, mama, dá, pepa, ect..
V: VOLUNTÁRIO. Apraxia afeta o controle voluntário dos movimentos da fala, demanda consciência do movimento. A criança pode conseguir fazer um determinado movimento inconscientemente (por exemplo, estalar a língua, como imitando um cavalinho) mas não irá conseguir fazer o mesmo movimento sob comando (exige controle voluntário, que ela tem muita dificuldade).
W: WHEN? Traduzindo do Inglês..QUANDO? Quando minha criança irá falar? Pergunta complexa e que depende de muitos fatores.
X: EXTRA. Atividades extras, como esportes, podem ser benéficas! Tirar um cochilo, descansar um pouquinho antes das terapias...e BRINCAR..a agenda de uma criança com Apraxia é “cheia”..elas também precisar de lazer, ok?
Y: YES – SIM! Sim, o desafio é grande, mas juntos podemos vencer a Apraxia.
Z: ZANGADA. A criança com Apraxia fica zangada, irritada, desmotivada quando solicitamos algo que ela ainda não dá conta de fazer, de falar, de responder. Lembrem-se que a criança com Apraxia não fala porque ela é mimada ou porque “os pais não estimulam”. NÃO! NÃO. Elas não falam porque FALAR É UM GRANDE DESAFIO PARA ELAS.


Escrito por: Dra. ELISABETE GIUSTI. FONOAUDIÓLOGA INFANTIL.www.atrasonafala.com.br 
REFERÊNCIA: Para escrever este post me basei no livro da Bridget Hill Taylor mãe do encantador Rafe Taylor escreveu o ABC da Apraxia para explicar de forma sucinta as palavras-alvos baseadas no Alfabeto para explicar o que é Apraxia de Fala. 

Especialista em Desenvolvimento Infantil Ensina a Pais e Mães como Todo o Potencial de Seus Filhos
·         Sexta, 22 Abril 2016 15:11
·         Fonte/Autor por:  ASSESSORIA DE IMPRENSA - SIGMA SIX COMUNICAÇÃO
Fonoaudióloga, psicopedagoga e especialista em dislexia, Sheila Leal traz um novo olhar sobre o papel dos pais na evolução e aprendizagem das crianças
Com mais de 15 anos de atuação profissional nas áreas clínica e pedagógica, Sheila Leal é apaixonada por trabalhar com pessoas. Especialista em desenvolvimento infantil, linguagem e aprendizagem, Sheila é formada no Magistério pelo Colégio Ave Maria (Campinas), em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC), e Psicopedagogia com especialidade em dislexia pela Associação Brasileira de Dislexia (ABD). Em seu consultório na cidade de Campinas, já ajudou milhares de pessoas a se desenvolverem e conquistarem o máximo potencial. “Sempre tive o desafio de trabalhar com os pais das crianças, no sentido de fazê-los se apropriarem do diagnóstico dado aos filhos, valorizando as potencialidades e respeitando a individualidade de cada um”, explica.
Sheila é idealizadora do Projeto Filhos Brilhantes, que produz conteúdo especializado em desenvolvimento infantil. O objetivo é ensinar pais e educadores a terem um novo olhar sobre como podem contribuir para que cada criança consiga atingir seu potencial máximo. “É nessa transformação que eu acredito: que os pais possam olhar para além dos problemas e dificuldades, e assim enxerguem todas as habilidades e potencialidades que eles, enquanto pais, podem se dedicar e transformar os filhos”, resume.
Seu percurso até a idealização do projeto mostra, no entanto, que os caminhos traçados em uma carreira passam por transformações progressivas. Ao longo de sua carreira, Sheila recebeu elogios e sugestões inusitadas de alguns pais de pacientes. “Muitos me pedem para abrir uma escola, outros me convidam para passar uma semana na casa deles, ajudando-os em suas rotinas”, relata, para em seguida explicar que, infelizmente, tratam-se de opções inviáveis. “Seria bom se houvesse tempo para isso”, conta. Diante de questionamentos internos, foi somente após uma longa experiência em consultório que Sheila encontrou uma fonte de energia ainda mais forte, responsável por levá-la a encontrar uma forma de ajudar ainda mais pessoas.
Questionamentos internos
Devido à exigência que sempre teve consigo, Sheila enfrentou dúvidas sobre como realizar seu trabalho da melhor forma. “Entre os questionamentos internos que sempre tive sobre o ato de ensinar um pouco do que sei, sempre me pergunto se fiz o meu melhor por aquela família após uma sessão terapêutica”, relata a especialista, que aponta hesitações que sempre buscou vencer. “Será que eu consigo fazer tudo o que podia por eles durante apenas o período de terapia?”, questiona. “Sempre pensei que precisaria ter mais tempo, ensinar mais, conversar mais, saber das angústias e aflições, dos sonhos”.
O caminho para livrar-se das angústias tem nome: Gabrielle. A filha de Sheila, que já tem três anos, foi o ponto de partida para uma virada completa no destino profissional da fonoaudióloga. “Foi com o nascimento da minha filha que também nasceu em mim o propósito de ampliar ainda mais o meu alcance para criar um futuro melhor para o mundo”, explica. A especialista relata que se deu conta de que todas as pessoas ao seu redor serão responsáveis por impactar o futuro de sua filha. Desta forma, decidiu assumir um compromisso pessoal e profissional de contribuir para que outros pais possam desenvolver o máximo potencial de seus filhos, construindo assim um mundo melhor para sua filha e as próximas gerações. “Tenho a certeza de que posso aumentar meu alcance, para que a minha proposta de transformação chegue a mais pessoas, ajudando-as a alcançarem seu máximo potencial, e realizando, de alguma forma, o pedido de pacientes que queriam algo mais”.
Diamantes para lapidar
Sheila desenvolve o Projeto Filhos Brilhantes ao lado do esposo Paulo Leal, empresário e pai que oferece ao projeto uma visão diferente e igualmente dedicada ao futuro da filha – e das próximas gerações. A iniciativa online oferece informações com o objetivo de orientar os pais sobre o desenvolvimento das crianças, para que elas atinjam suas máximas potencialidades, superando dificuldades de aprendizagem e alcançando o melhor que elas podem ser. “Queremos oferecer as informações mais minuciosas possíveis, para que os pais consigam compreender os sinais de alerta exibidos pelas crianças ao longo do desenvolvimento”, explica.
Segundo Sheila, o nome Filhos Brilhantes faz referência ao brilho do diamante. “Os nossos filhos precisam ser lapidados por nós”, explica. A especialista ensina que o processo de lapidação desta pedra preciosa não depende apenas de quem molda a joia, mas de como ela se apresenta na natureza. “Nossos filhos são verdadeiras joias a serem lapidadas, mas este processo envolve o conhecimento profundo daquilo que se busca moldar”, destaca a psicopedagoga.
A especialista destaca que muitos pais, diante de adversidades apresentadas pelos filhos, tendem a olhar apenas ao que é negativo. “Eu trabalho com o objetivo de ensinar os pais a enxergarem as potencialidades das crianças, indo além das dificuldades”, ressalta. “Por meio das metodologias práticas que apresentamos, é possível ajudar os pequenos a desenvolverem suas máximas potencialidades. Sheila admite que encontra dificuldades em seu trabalho. “Travo uma luta diária para mostrar aos pais que o diagnóstico de seus filhos não deve se transformar em um rótulo”, destaca. “Os pais precisam se apropriar do diagnóstico e olhar para os potenciais do filho, oferecendo estímulos diariamente a eles”.
Mesmo diante de uma sociedade na qual o dia a dia é repleto de afazeres e as tecnologias são utilizadas como substitutas de outras atividades criativas importantes para os pequenos, Sheila não esmorece diante da possibilidade de buscar seus ideais. “O sonho tem o tamanho que damos a ele”.


FONTE: http://www.segs.com.br/demais/13308-especialista-em-desenvolvimento-infantil-ensina-a-pais-e-maes-como-desenvolver-todo-o-potencial-de-seus-filhos.html

Avaliação Neuropsicológica: Alguns Esclarecimentos.
April 21, 2016

Neste texto pretendo esclarecer questionamentos frequentes de pessoas que recebem um encaminhamento para fazer uma avaliação neuropsicológica e também de pessoas que leem e se interessam pelo assunto. A Neuropsicologia é uma especialidade da Psicologia, que se dedica ao estudo das funções cognitivas e comportamentais processadas pelo nosso sistema nervoso central que são cruciais para a produção de comportamentos e para o desenvolvimento humano global. Por tratar-se de uma especialidade recente no Brasil, reconhecida oficialmente em 2004, a Neuropsicologia ainda é uma área pouco conhecida e divulgada.


A todo instante, estamos em interação constante com estímulos do mundo externo e interno que são processados em diversos níveis pelo nosso sistema nervoso e especialmente pelo nosso cérebro. Para produzir qualquer comportamento, precisamos ter:
- intactas habilidades de recepção de informações pelos processos sensoriais e perceptuais;
- nível atencional adequado para captar estímulos e selecionar aqueles que são relevantes, manter a concentração ao longo do tempo e alternar entre tarefas e estímulos necessários.
- boas habilidades de memória de curto e longo prazo, para aprender novas informações e resgatar dados e habilidades já armazenadas em outros momentos.
- recursos de planejamento, organização e execução chamados conjuntamente de funções executivas. Referem-se a diversas habilidades necessárias para o controle cognitivo e comportamental que nos permitem alcançar metas em situações complexas.
- habilidades de raciocínio diversas que, agrupadas, constituem na nossa inteligência geral. O comportamento inteligente nos permite resolver problemas diversos e a adaptação cognitiva e comportamental.
-  habilidades motoras globais e finas que possibilitam a manipulação de objetos e a expressão precisa de nosso processamento cognitivo, pois todos os nossos comportamentos são expressos por movimentos, principalmente pela fala e pela escrita.
- nível adequado de cognição social, constituída por habilidades receptivas, analíticas e expressivas de estados emocionais próprios e de outras pessoas durante as diversas interações pessoais que temos no dia a dia. 

No âmbito clínico, neuropsicólogos fazem diagnósticos e intervenções ou reabilitações de pacientes que possuem déficits em funções cognitivas e comportamentais que podem decorrentes de algum transtorno do neurodesenvolvimento, quadro psiquiátrico, lesão neurológica ou de processos degenerativos do envelhecimento.

O momento oportuno para buscar um neuropsicólogo geralmente é aquele no qual uma pessoa manifesta algum atraso de desenvolvimento ou dificuldades e queda de desempenho em habilidades ou em atividades que exijam constantemente das funções cognitivas.

Atualmente, as diretrizes científicas e técnicas para o diagnóstico de problemas psicológicos e comportamentais incluem obrigatoriamente o trabalho multi e interdisciplinar, no qual diversas áreas de conhecimento são importantes com suas avaliações específicas para o mapeamento de diversos fatores preservados e alterados que podem causar dificuldades.
 Por este motivo, a avaliação neuropsicológica pode ser indicada por algum profissional da saúde (médico, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional entre outros) ou da educação (psicopedagogo, professor, equipe pedagógica). Também ser realizada por busca espontânea do paciente ou seus responsáveis.

No contato inicial, o neuropsicólogo investiga o motivo da avaliação, esclarecemos as etapas do processo e define, horários, agendamentos e custos.  

A entrevista inicial, feita com o próprio paciente ou seus responsáveis legais, tem como objetivo coletar diversas informações sobre a história atual e passada do paciente e seu desenvolvimento cognitivo e comportamental. O neuropsicólogo verifica em quais contextos as dificuldades ocorrem e são mais significativas, como as dificuldades se manifestam e quais são as estratégias utilizadas até o momento para lidar com a situação problema. O profissional pode aplicar algumas escalas e inventários de comportamentos e solicitar envio de algumas destas escalas para outras pessoas (profissionais da escola, por exemplo). A partir deste mapeamento, uma bateria de instrumentos de avaliação é planejada para a investigação precisa do perfil cognitivo e comportamental.

Nas sessões de testagem, o paciente é convidado a realizar entrevistas, atividades e testes diversos. Os testes podem envolver uso de lápis e papel para registro de respostas, manipulação de objetos, habilidades de compreensão e expressão linguística e registro de tempo de execução. Com crianças, frequentemente é necessário o uso de recursos lúdicos para promover melhores condições de interação e acesso aos recursos cognitivos destes pacientes. Inclusive, a neuropsicologia tem evoluído para desenvolver testes adequados e sensíveis para avaliação de crianças pré-escolares e, por este motivo, crianças a partir dos dois anos e meio de idade já podem ser atendidas de modo a detectar e intervir precocemente em funções cognitivas que podem apresentar atraso de desenvolvimento.

Após correções e análise cuidadosa de todas as informações da avaliação, é elaborado um laudo neuropsicológico com a hipótese diagnóstica do perfil cognitivo e comportamental. A partir dos resultados, uma série de orientações são elaboradas e um plano de tratamento pode ser indicado para o desenvolvimento de recursos e habilidades cognitivas.  

Gostou? Tem mais dúvidas? Fique à vontade para comentar!
Tags


FONTE: http://www.sinapseaprender.com.br/#!Avaliação-Neuropsicológica-alguns-esclarecimentos/eglfh/571950720cf2331db0fbe27c

terça-feira, 19 de abril de 2016


Dez Direitos da Criança com Deficiência na Escola

Com a volta às aulas, a continuidade da vida escolar das crianças com deficiência muitas vezes se torna uma dor de cabeça. Por isso, a equipe do Movimento Down resolveu separar 10 direitos relacionados à educação da pessoa com deficiência que nem sempre são cumpridos, assim como três sugestões para lidar com eventuais problemas.

1) Negar matrícula em escolas públicas ou particulares é crime, assim como cobrar taxas extras dos pais por conta de falta de estrutura ou profissional de apoio pedagógico;
2) Matrícula em classes de ensino regular com todo o apoio necessário;
3) Professores preparados para receber as crianças e incluí-las;
4) Materiais didáticos acessíveis;
5) Transporte acessível;
6) AEE (Atendimento Educacional Especializado) para complementar o ensino regular, no turno contrário ao que a criança está matriculada. Exemplo: se a criança estudar de manhã, o AEE será de tarde;
7) Acesso ao mesmo material que as outras crianças usam;
8) Vários instrumentos de avaliação, já que a avaliação escrita tradicional não é suficiente para medir o desenvolvimento de todos os alunos;
9) Participação das atividades na escola;
10) A nova lei da inclusão menciona ser obrigatória a formação e a disponibilização dos professores para o atendimento educacional especializado, assim como de profissionais de apoio*. 
Essas são:
X – adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de formação inicial e continuada de professores e oferta de formação continuada para o atendimento educacional especializado;
XI – formação e disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, de tradutores e intérpretes de Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio;

Três dicas para caso de dificuldades com a aplicação da Lei
– O melhor caminho sempre é o diálogo. Busque informar a direção da escola e apresentar a Lei Brasileira de Inclusão;
– Caso a escola se recuse a alterar sua postura, busque apoio de um advogado devidamente inscrito na OAB, ou se for o caso à Defensoria Pública, para que apresente um Termo de Ajuste de Conduta à escola;
– Se a decisão da escola permanecer inalterada, denuncie ao Ministério Público de sua cidade ou Disque 100 – Direitos Humanos.

* No Art. 28º, em seus incisos X e XI

Fonte: http://www.movimentodown.org.br/2016/02/10-direitos-da-crianca-com-deficiencia-na-escola/

segunda-feira, 18 de abril de 2016


Parece inclusão, mas não é!!! Nossa, é o que mais tem hoje em dia, inclusão falsa, é um negocio bizarro, pois o pessoal acredita mesmo que temos inclusão neste mundo.

Dizem que é inclusão porém...
Então vamos começar o que parece inclusão, mas não é!!!! Tratar todo mundo igual, isso é utopia, não tem como os seres humanos serem iguais. Cada sujeito é único, singular, as necessidades são diferentes, cada um tem uma história.

Por isso, é mentira, inclusão não é isso, graças a Deus!!!
Inclusão é, simplesmente, olhar para o ser humano, enxergar as suas necessidades. Vamos para pratica, que aí, fica mais fácil.  Eu não consigo escrever, manualmente, pegar, papel e caneta, então na escola, eu precisava de uma pessoa para fazer toda a parte escrita. A pessoa ficava comigo na sala de aula, isso bastava para eu estar incluída na escola. Simples né??

Aparentemente, sim, no entanto a sociedade olha assim. Ela, simplesmente, me "olha" e diz, não tem como ela frequentar escola, porque não consegue escrever!!!!!!
Agora, atualmente, com essa tal de "inclusão", é diferente!!!!!! Vão me aceitar sim na escola, afinal, o objetivo é "inclusão", resultado; iam me jogar na sala de aula e pronto!!! "Fizemos inclusão, obaaa", perfeito!!!

Inclusão para inglês ver.

Mas não!!!! Isso é inclusão perversa. Como eu vou conseguir acompanhar uma sala de aula, sem alguém para escrever, para mim?? Como vou fazer as lições?? Ou seja, eu, nessa inclusão, ia ser café com leite, ficar lá na sala de aula, jogada, largada, provando que a inclusão é inútil. É essa a inclusão que acontece hoje, tanto na escola, como no trabalho, eles colocam lá, porém não reconhece a deficiência, o que essas pessoas precisam, para chegar ao objetivo verdadeiro!!!!

Fazer a pessoa de "boba", café com leite, não é uma inclusão, aliás, não chega nem perto, nem sequer parece. Falando francamente, é pior do que se realmente não aceitar de cara!!!!!


Por Damião Marcos e Carolina Câmara.

quinta-feira, 14 de abril de 2016


O Que Causa a Apraxia de Fala?

Recentemente a Fabiana me encaminhou um texto e me pediu para traduzir e disponibilizar ao grupo. É m texto escrito por uma Fonoaudióloga americana e que foi retirado do site da CASANA. Traduzi e compartilho com vocês. É longo, mas vale a pena a leitura!
Uma pergunta frequente dos pais é: o que causa a Apraxia de Fala?
O que temos de conhecimento até o momento é que a Apraxia pode estar relacionada às seguintes condições:

1. Pode ser causada por alguma infecção, doença ou trauma durante ou após o nascimento da criança. E nesta categoria estão inclusas aquelas crianças que tem achados positivos em exames como Ressonância ou com lesão cerebral.

2. Outros fatores são os transtornos do neurodesenvolvimento. Nestes casos, a Apraxia pode ocorrer secundariamente a outras condições, de origem genética, metabólica ou doenças mitocondriais. Nesta categoria, estão inclusas situações como o Autismo, Síndrome de Down, Síndrome do X-Frágil (isso mesmo, as crianças podem ter esses diagnósticos e ter também ter Apraxia!). também nos casos de galactosemia, algumas formas de Epilepsia, alguns tipos de translocações ou deleções cromossômicas). Isso não significa que todas as crianças com estes diagnósticos terão Apraxia, mas pode ocorrer.

3. A terceira condição: Apraxia idiopática (que significa: causa desconhecida). E acrescento aqui uma observação minha: a maioria das crianças com Apraxia pertencem a esta categoria: já fizeram inúmeros exames e sem achados! Para os pais isso é uma angústia! Geralmente estas crianças não apresentam normalidades neurológicas observáveis ou detectadas nos exames tradicionais.

Alguns especulam que a Apraxia pode ocorrer devido condições ambientais, como a exposição a poluentes e toxinas antes ou depois do nascimento. Outros especulam que pode estar relacionada a déficits nutricionais. Mas isso, são especulações, uma vez que até o momento não existem pesquisas com evidências.

Diante disso tudo, o que sabemos é que uma criança com Apraxia e com boa saúde, irá se beneficiar mais da aprendizagem do dia-a-dia e das terapias. Crianças que ficam constantemente doentes, com infecções de ouvido, sinusite, hipertrofia de amígdalas, adenóide, asma, alergias, distúrbios do sono, de atenção, poderão ter dificuldades no aproveitamento das terapias realizadas.

Por isso, ajudar o seu filho ou filha ser “saudável” é muito importante. E vocês podem ajudar nisso. Eles poderão aproveitar melhor as terapias. Eu também incluo aqui, a alimentação adequada (evite muito doce, refrigerantes,frituras, etc)...nossa alimentação é adubo para nosso cérebro!

E sobre as causas? Possivelmente iremos aprender que a Apraxia é causada por múltiplos fatores. À medida que as pesquisas avançarem, saberemos se poderemos reduzir, eliminar ou não a causa ou se poderá ser algo evitável ou não.

Até o momento, então sabemos de uma coisa MUITO IMPORTANTE: que a terapia fonoaudiológica, ADEQUADA, adaptada à dificuldade no planejamento motor da fala e frequente (intensiva) é a ÚNICA oportunidade para a criança com Apraxia, melhorar a sua capacidade de fala. Crianças saudáveis aproveitarão e terão um melhor rendimento.
Referência: Associação Norte-Americana de Apraxia de Fala na Infância. Tradução: Dra. Elisabete Giusti, Fonoaudióloga.