existir

A EXISTIR surgiu em meados de 2002, por iniciativa de um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down, com o propósito de constituir uma entidade privada, sem fins lucrativos, que apoiasse crianças portadoras de necessidades especiais, em especial a Síndrome de Down. Fundamos a Entidade em fins de 2004, com o seu registro em 25.01.2005, tendo por objetivo um projeto diferenciado, ou seja, trabalho em grupos de crianças com Síndrome de Down a partir dos 2 anos de idade.

sábado, 11 de setembro de 2010

Incluindo alunos com síndrome de down na escola.

Incluindo alunos com síndrome de down na escola




POR QUE INCLUSÃO ?Há muitas razões por que uma criança com Síndrome de Down deve ter a oportunidade de frequentar uma escola comum. Cada vez mais pesquisas tem sido publicadas e o conhecimento sobre as capacidades de crianças com Síndrome de Down e o potencial de serem incluídos com sucesso tem aumentado. Ao mesmo tempo, os pais têm se informado mais sobre os benefícios da inclusão. Além disso, a inclusão é não discriminatória e traz tanto benefícios acadêmicos quanto sociais.

Acadêmicos- Pesquisas mostram que as crianças se desenvolvem melhor academicamente quando trabalham num ambiente inclusivo

Social
- Oportunidades diárias de se misturar com seus parceiros com desenvolvimento típico proporcionam modelos para comportamento de acordo com a faixa etária
- As crianças têm oportunidade de desenvolver relações com crianças de sua própria comunidade
- Ir à escola comum é um passo chave em direção à inclusão na vida comunitária e na sociedade como um todo.

A inclusão bem-sucedida é um passo importante para que crianças com necessidades educacionais especiais se tornem membros plenos e contributivos da comunidade, e a sociedade como um todo se beneficia disso. Os colegas com desenvolvimento típico ganham conhecimento sobre deficiência, tolerância e aprendem como defender e apoiar outras crianças com necessidades educacionais especiais. Como escreve David Blunkett “ quando todas as crianaças saõ incluídas como parceiros iguais na comunicade escolar, os benefícios são sentidos por todos”.

ATITUDE POSITIVAMas a inclusão bem-sucedida não acontece automaticamente. A experiência mostra que um dos ingredientes mais importantes na implementação bem-sucedida de um aluno com necessidade de aprendizagem específia é simplesmente a vontade de que ela ocorra. A atitude da escola como um todo é, portanto, um fator significativo. Uma atitude positiva resolve problemas por si só. As escolas precisam de uma política clara e sensível sobre inclusão de sua direção e coordenação, que devem ser comprometidas com esta política e apoiar seus funcionários, ajudando-os a desenvolver novas soluções em suas salas de aula.

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A SÍNDROME DE DOWN- A Síndrome de Down é a deficiência intelectual mais frequente, acontecendo em 1 a cada nascimentos por ano no Brasil.
- Ela é ocasionada pela presença de um cromossomo a mais. Ao invés dos 46 usuais, uma pessoa com Síndrome de Down tem 47.
- Toda criança com Síndrome de Down terá algum grau de dificuldade para aprender, de leve a severo.
- Embora a Síndrome de Down tenha causas genéticas, fatores ambientais têm importância fundamental no desenvolvimento e progresso assim como acontece com crianças sem a síndrome.
- Em geral, crianças com SD se desenvolvem mais devagar do que as crianças de sua faixa etária, alcançando as etapas do desenvolvimento mais tarde e ficando nelas por mais tempo. A diferença no desenvolvimento entre crianças com Síndrome de Down e as sem a síndrome aumenta com a idade.

UM PERFIL DE APRENDIZADO ESPECÍFICO, NÃO APENAS ATRASO NO DESENVOLVIMENTO

As crianças com Síndrome de Down não apenas levam mais tempo para se desenvolver e portanto precisam de um currículo mais diluído. Elas têm, em geral, um perfil de aprendizagem específico com pontos fortes e fracos característicos. Saber dos fatores que facilitam e inibem o aprendizado permite aos professores planejar e levar adiante atividades relevantes e significativas e programas de trabalho. O perfil de aprendizado característico e estilos de aprendizado de uma criança com Síndrome de Down , junto com suas necessidades individuais e variações do perfil devem, portanto, ser considerados.

Os seguintes fatores são comuns a várias crianças com Síndrome de Down. Alguns têm implicações físicas, outras têm comprometimentos cognitivos. Muitas têm ambos.

FATORES QUE FACILITAM O APRENDIZADO
- Forte reconhecimento visual e habilidade visual de aprendizado, incluindo:
- Habilidade de aprender e usar sinais, gestos e apoio visual
- Habilidade para aprender e usar a palavra escrita
- Imitação de comportamento e atitudes dos colegas e adultos
- Aprendizado com currículo prático e material e com atividades de manipulação

FATORES QUE INIBEM O APRENDIZADO- Desenvolvimento tardio de habilidades motoras, tanto fina quanto grossa
- Dificuldades de audição e visão
- Dificulade no discurso e na linguagem
- Déficit de memória auditiva recente
- Capacidade de concentração mais curta
- Dificuldade com a consolidação e retenção de conteúdo
- Dificuldade com generalizações, pensamento abstrato e raciocínio
- Dificuldade em seguir sequências
- Estratégias para evitar o trabalho

DIFICULDADE DE VISÃO

Embora os alunos com Síndrome de Down costumem ser muito bons em aprender visualmente e sejam capazes de utilizar este habilidade para aprender o currículo, muitos têm alguma dificuldade de visão: de 60 a 70% usam óculos antes dos 7 anos e é importante diagnosticar e sanar as dificuldades que eles possuem.

ESTRATÉGIAS- Coloque o aluno mais à frente
- Escreva com letras maiores
- Faça apresentações simples e claras

DIFICULDADE DE AUDIÇÃOMuitas crianças com Síndrome de Down têm alguma perda auditiva, especialmente nos primeiros anos. Até 20% apresentam perda sensorial-neural, causada por defeitos no desenvolvimento do ouvido e nervos auditivos. Outros 50% podem ter perda auditiva ocasionada por infecções respiratórias que costumam ocorrer por conta dos canais auditivos mais estreitos. É especialmente importante checar a audição da criança porque ela afetará sua fala e linguagem.

A clareza da audição também pode ser flutuante e é importante identificar que respostas inconsistentes podem ser fruto de deficiência auditiva e não falta de entendimento ou atitude indesejada.

ESTRATÉGIAS
- Coloque o aluno mais à frente
- Fale diretamente ao aluno
- Reforce o discurso com expressões faciais, sinais ou gestos
- Reforce o discurso com material de apoio visual – figuras, fotos, objetos
- Escreva novo vocabulário no quadro
- Quando outros alunos responderem, repita suas respostas alto
- Diga de outra forma ou repita palavras e frases que possam ter sido mal-entendidas.

SISTEMA MOTOR FINO E GROSSOMuitas crianças com Síndrome de Down têm flacidez muscular (hipotonia), o que pode afetar sua habilidade motora fina e grossa. Isso pode atrasar as fases do desenvolvimento motor, restringindo experiências dos primeiros anos, tornando o desenvolvimento cognitivo mais lento. Na sala de aula, o desenvolvimento da escrita é especialmente afetado.


ESTRATÉGIAS- Oferecer exercícios extras, orientação e encorajamento – todos as habilidades motoras melhoram com a prática.
- Oferecer atividades para o fortalecimento do pulso e dedos, como por exemplo alinhavar, seguir tracinhos com o lápis, desenhar, separar, cortar, apertar, construir, etc.
- Usar um grande leque de atividades e materiais multi-sensoriais.
- Procurar que as tividades sejam o mais significativas e prazerosas possível.

DIFICULDADE DE FALA E DE LINGUAGEM

Crianças com Síndrome de Down típicas possuem dificuldade de fala e linguagem e devem ser atendidas regularmente por fonoaudiólogos que podem sugerir atividades individualizadas para promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.

O atraso na linguagem é causada por uma combinação de fatores, alguns deles físicos e alguns devido a problemas cognitivos e de percepção. Qualquer atraso em aprender a entender e usar a linguagem pode levar a um atraso cognitivo. O nível de conhecimento e entendimento e, logo, a habiliade de acessar o currículo vai inevitavelmente ser afetada. Habilidades receptivas são mais desenvolvidas do que habilidades de expessão. Isso quer dizer que as crianças com Síndrome de Down entendem mais do que são capazes de expressar. Como resultado disso, as habilidades cognitivas destes alunos são freqüentemente subestimadas.

ATRASO NA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM
- Vocabulário menor, levando a um conhecimento geral menor.
- Dificuldade de aprender regras gramaticais (não usar vocábulos de conexão, preposições, etc), resultando num estilo telegráfico de discurso.
- Habilidade para aprender vocabulário novo mais fácilmente do que as regras gramaticais.
- Maiores problemas em aprender e usar linguagem social.
- Maiores problemas em entender linguagem específica apresentada no currículo.
- Dificuldade em compreender instruções.

Além disso, a combinação de ter uma boca menor e músculos da boca e da língua mais fracos torna a formação das palavras fisicamente mais difícil, e quanto maior a frase maiores ficam os problemas de articulação.

Problemas de fala e linguagem para estas crianças normalmente significam que menos oportunidades lhes são oferecidas para manter uma conversação. É mais difícil para eles pedir informação ou ajuda. Os adultos costumam fazer perguntas fechadas, ou terminar uma frase pelas crianças sem lhes dar tempo para falarem por si próprios nem ajudar para que eles consigam fazê-lo.

A consequência disso é que a criança:
- Ganha menos experiência de linguagem que lhe dê oportunidade de aprender novas palavras e estruturas de período.
- Tem menos oportunidade de praticar para tentar falar com mais clareza.

ESTRATÉGIAS
- Dar tempo para o processamento da linguagem e para responder.
- Escutar atentamente – seu ouvido irá se acostumar.
- Falar frente à frente e com os olhos nos olhos do aluno.
- Usar linguagem simples e familiar, com frases curtas e enxutas.
- Checar o entendimento – pedir para a criança repetir instruções dadas.
- Evitar vocabulário ambíguo.
- Reforçar a fala com expressões faciais, gestos e sinais.
- Ensinar a ler e usar palavras impressas para ajudar a fala e a pronúncia.
- Reforçar instruções faladas com instruções impressas, usar também imagens, diagramas, símbolos e material concreto.
- Enfatizar palavras-chave reforçando-as visualmente.
- Ensinar gramática com material impresso, cartões de figuras, jogos, figuras de preposições, símbolos, etc.
- Evitar perguntas fechadas e encorajar a criança a falar além de frases monosilábicas.
- Encorajar o aluno a falar em voz alta na sala dando a ele estímulos visuais. Permitir que eles leiam a informação pode ser mais fácil para eles do que falar espontaneamente.
- O uso de um diário para casa e escola pode ajudar os alunos a contar suas “ novidades”.
- Desenvolver a linguagem através de teatro e faz-de-conta.
- Encorajar o aluno a liderar.
- Criar oportunidades onde ele possa falar com outras pessoas, por exemplo, levar mensagens, etc.
- Providenciar várias atividades e jogos de ouvir por pouco tempo e materiais visuais e táteis para reforçar a linguagem oral e fortalecer as habilidades auditivas.

DÉFICIT DE MEMÓRIA AUDITIVA RECENTE E NA HABILIDADE DE PROCESSAMENTO AUDITIVO
Outros problemas de fala e linguagem em crianças com Síndrome de Down surgem por conta de dificuldades na memória auditiva recente e nas habilidades de processamento auditivo. A memória auditiva recente é a memória armazenada usada para manter, processar, entender e assimilar a língua falada o tempo suficiente para responder. Qualquer déficit na memória auditiva recente vai afetar consideravelmente a habilidade do aluno em responder a palavra falada ou aprender a partir de situações que se prendam somente a sua habilidade auditiva. Além disso, eles acham mais difícil seguir e lembrar de instruções verbais.

ESTRATÉGIAS
- Limite a quantidade de instruções verbais a uma de cada vez.
- Dê tempo à criança para processar e responder às colocações verbais.
- Repita individualmente para o aluno qualquer informação ou instrução que foi dada a classe como um todo.
- Tente evitar instruções ou discussões na classe que sejam muito longas.
- Planeje traduções visuais e-ou atividades alternativas.

Lembre-se: em geral, crianças com Síndrome de Down têm fortes habilidades de aprendizagem visual mas não são bons aprendizes auditivos. Sempre que possível eles necessitam de apoio visual e concreto e materiais práticos para reforçar as informações auditivas.

CAPACIDADE DE CONCENTRAÇÃO MAIS CURTA
Muitas crianças com Síndrome de Down têm uma capacidade de concentração mais curta e são facilmente distraídos. Além disso, a intensidade do aprendizado com apoio, especialmente quando ele se dá individualmente, é muito maior e a criança se cansa mais facilmente do que a criança que não necessita deste apoio.

ESTRATÉGIAS
- Construa uma gama de tarefas curtas, focalizadas e definidas claramente nas aulas.
- Varie o nível de demanda de tarefa para tarefa.
- Varie o tipo de apoio.
- Use os outros colegas para manter o aluno trabalhando.
- Na hora da rodinha, situe o aluno próximo ao professor (sem sentar no colo!).
- Providencie um quadrado de carpete para que a criança fique sentada no mesmo lugar.
- Trabalhar no computador às vezes ajuda a manter o interesse da criança por mais tempo.
- Crie uma caixa de atividades. Isso é útil para as horas em que a criança terminou sua atividade antes de seus colegas, precisa mudar de tarefa ou precisa dar um tempo. Coloque uma série de atividades que o aluno gosta de fazer, incluindo livros, cartões, jogos de manipulação, etc. Isso encoraja a escolha dentro de uma situação estruturada. Deixar que outra criança participe é uma boa maneira de encorajar amizade e cooperação.

GENERALIZAÇÃO, PENSAMENTO ABSTRATO E RACIOCÍNIO
Quando uma criança tem deficiência de fala e linguagem, suas habilidades de pensamento e raciocínio são inevitavelmente afetadas. Ela encontra mais dificuldade em transferir suas habilidades de uma situação para outra. Conceitos e assuntos abstratos podem ser particularmente difíceis de entender e a capacidade de resolução de problemas pode ser afetada.

ESTRATÉGIAS
- Não assuma que o aluno vai transferir conhecimento automaticamente.
- Ensine novas habilidades usando uma variedade de métodos e materiais e em vários contextos diferentes.
- Reforce o aprendizado de conceitos abstratos com materiais concretos e visuais.
- Ofereça explicações adicionais e dê demonstrações.
- Encoraje a solução de problemas.

CONSOLIDAÇÃO E RETENÇÃO
Alunos com Síndrome de Down geralmente levam mais tempo para aprender e consolidar coisas novas e a habilidade de aprender e absorver o aprendizado pode variar de um dia para o outro.
ESTRATÉGIAS
- Ofereça mais tempo e oportunidade para repetições adicionais e reforço.
- Apresente informações e conceitos novos de maneiras variadas, usando material concreto, prático e visual, sempre que possível.
- Siga em frente mas sempre dê uma revisada para assegurar que coisas aprendidas anteriormente não ficaram esquecidas com a assimilação das novas informações.

ESTRUTURA E ROTINA

Muitas crianças com Síndrome de Down se dão bem com rotina, estrutura e atividades focalizadas claramente. Situações informais e sem estrutura são geralmente mais difícieis para eles. Eles também podem se sentir contrariados com qualquer mudança. Podem precisar de maior preparação e podem levar mais tempo para se adaptar às mudanças na sala de aula e nas transições.

ESTRATÉGIAS
- Explique sobre a grade de horários, rotinas e regras escolares explicitamente, dando tempo e oportunidade para que aprenda.
- Providencie uma grade de horários visualmente atraente: use palavras, desenhos, figuras e fotos.
- A progressão da aula durante o dia deve poder ser acompanhada pelo horário.
- Quando uma grade visual não for apropriada, arrume uma série de fotos ou figuras descrevendo as atividades escolares. Estas fotos podem ser mostradas a criança antes da atividade ser começada.
- Certifique-se de que a crinaça sabe qual será a próxima atividade.
- Atenha-se à rotina sempre que possível.
- Prepare a criança com antecedência se souber que haverá alguma mudança e informe os pais.
- Solicite a ajuda da criança na preparação para a atividade subsequente dando-lhe uma tarefa específica.

INCLUSÃO SOCIAL

O objetivo primordial para qualquer criança de 5 anos entrar na escola é a inclusão social. Como com qualquer criança, é muito mais difícil progredir nas áreas cognitivas até que ela seja capaz de se comportar e interagir com os outros de maneira socialmente aceitável e entender e responder apropriadamente ao ambiente que a cerca. Todas crianças com Síndrome de Down se beneficiam em se misturar com colegas com desenvolvimento típico. Muitas vezes eles ficam felizes em agir como os colegas e geralmente os usam como modelos para o comportamento social apropriado e motivação para aprender. Este tipo de experiência social, quando existe a expectativa de que as outras crianças se comportem e consigam fazer coisas de acordo com sua faixa etária, é extremamente importante para as crianças com Síndrome de Down, que geralmente tem um mundo mais confuso e menos maduro social e emocionalmente. Mesmo assim, muitas delas precisam de ajuda adicional e apoio para aprender as regras para o comportamento social apropriado. Elas não aprendem facilmente de forma incidental e não pegam as convenções intuitivamente como seus colegas. Elas vão levar mais tempo do que seus colegas para aprender as regras. O foco principal da ajuda adicional nos primeiros anos deve ser aprender as regras do comportamento social adequado.

ESTRATÉGIAS
- Reconhecer as principais rotinas do dia.
- Aprender a participar e responder apropriadamente.
- Responder a perguntas e instruções dadas oralmente.
- Aprender a respeitar a vez de cada um, dividir, dar e receber.
- Aprender a fazer fila.
- Aprender a sentar no chão na hora da rodinha.
- Aprender comportamentos apropriados.
- Aprender as regras da escola e da classe, tanto as formais quanto as informais.
- Trabalhar independentemente.
- Trabalhar em cooperação com os outros.
- Fazer e manter amizades.
- Desenvolver de habilidades de auto-ajuda e tarefas práticas.
- Tomar conta, se preocupar com os outros.

HORA DE BRINCAR

Algumas ajudas adicionais na inclusão de crianças pequenas com Síndrome de Down durante a hora da brincadeira podem ser necessárias. Porém, qualquer ajuda de adulto que a criança tiver, se não for usado com sensibilidade, pode erguer uma barreira entre a criança e seus colegas, o que, junto com a dificuldade de fala e linguagem, pode tornar as coisas muito mais difíceis para a criança com Síndrome de Down:
- Começar independentemente a brincar com outras crianças.
- Entender as regras do jogo.
- Entender as regras de “ser amigo”.

ESTRATÉGIAS
- Encoraje o aprendizado cooperativo em trabalho com um parceiro ou num grupo pequeno.
- Não coloque sempre o aluno junto com o grupo menos capaz ou menos motivado. Alunos com Síndrome de Down se beneficiam por trabalhar com crianças mais capazes se as tarefas forem adequadamente diferenciadas.
- Promova a conscientização sobre as deficiências através de, por exemplo, uma discussão com toda a classe ou a escola. É importante que os alunos se familiarizem com o colega com Síndrome de Down, entendam seus pontos fortes, seus pontos fracos, sua capacidade e também reconheçam que ele tem as mesmas necessidades emocionais e sociais do que eles próprios.
- Se achar adequado, promova uma alternância de amigos ou um sistema de colega de apoio para ajudar na inclusão.
- Use a ajuda dos colegas no lugar de adultos sempre que possível.
- Organize apoio para oferecer sessões de brincadeira estruturadas na hora do recreio.
- Encoraje a participação do aluno em atividades extra-curriculares com os colegas da escola (clubes de livro, esportes, etc).
- Encoraje habilidades de independência e vida prática, por exemplo, dando-lhe responsabilidades – devolver livros, levar mensagens, etc.
- Encoraje-o a conhecer a si mesmo, respeitar a própria identidade, promova sua auto-estima e auto-confiança.
- Promova o entendimento através de teatro, livros, figuras ou na hora da rodinha.

COMPORTAMENTO

Não há problemas de comportamento característicos de crianças com Síndrome de Down. Porém, muito de seu comportamento estará relacionado a seu nível de desenvolvimento. Então, quando ocorrem problemas, eles são geralmente parecidos com aqueles vistos em crianças de desenvolvimento típico mais novas.

Além disso, crianças com Síndrome de Down cresceram tendo que lidar com mais dificuldades do que muitos de seus colegas. Muito do que se espera que eles façam em seu dia-a-dia será muito mais difícil de conseguir fazer devido a seus problemas de comunicação, audição, memória, coordenação motora, concentração, e dificuldade de aprendizado. Os problemas de comportamento podem, portanto, ser desencadeados em algumas situações aparentemente banais. Por exemplo, eles podem se sentir frustrados ou ansiosos com mais facilidade. Então, o fato da criança ter Síndrome de Down não necessariamente quer dizer que ela vá apresentar inevitavelmente problemas de comportamento, mas a natureza de suas dificuldades os fazem mais vulneráveis a desenvolver problemas de comportamento.

Uma questão particular dos problemas de comportamento são as estratégias para escapar das tarefas. Pesquisas mostram que, como muitos alunos com necessidaes educacionais especiais, crianças com Síndrome de Down costuma adotar estas estratégias que comprometem o progresso de seu aprendizado. Alguns alunos usam comportamentos anti-sociais para distrair a atenção dos adultos e escapar do trabalho, e parecem apenas aceitar fazer tarefas que exigem muito pouco de sua capacidade cognitiva.

É importante o professor ficar atento à possibilidade destas estratégias e saber separar comportamento imaturo de mau-comportamento deliberado, e assegurar que o nível de desenvolvimento e não a idade cronológica da criança seja levado em consideração, junto com sua capacidade de entender instruções dadas oralmente. Qualquer recompensa a ser oferecida trambém deve levar em conta estes fatores.

ESTRATÉGIAS- Assegurar que as regras são claras
- Assegurar que todos os funcionários da escola saibam que a criança com Síndrome de Down deve obedecer às regras como qualquer aluno.
- Utilizar instruções curtas, precisas e claras e gestos e expressões que as confirmem – explicações longas e complexas não são apropriadas.
- Distinguir o “não consigo fazer” do “não vou fazer”
- Investigar qualquer comportamento inapropriado, perguntando a si mesmo por que a criança está agindo deste modo: a tarefa é muito fácil ou muito difícil ? A tarefa é muito longa ? O trabalho é adequado para a criança ?
- O aluno compreende o que é esperado dele ?
- Encorajar comportamento positivo desenvolvendo figuras de bom comportamento. Por exemplo, mostrar uma foto da turma ou de um grupo arrumando a sala direitinho, pode ser o bastante para encorajá-lo a fazer o mesmo.
- Reforçar o comportamento desejado imediatamente com sinais de aprovação visuais ou orais.
- Ignorar tentativas de chamar a atenção dentro do possível – o seu propósito é criar distração
- Desenvolver uma série de estratégias para lidar com a tentativa de escapar: algumas funcionarão melhor que outras com algum um aluno em particular.
- Assegurar que o professor de apoio não seja o único lidando com o mau-comportamento. O professor da turma tem a responsabilidade sobre a criança.
- Assegurar que a criança trabalhe com colegas que sejam bons modelos em comportamento.

APOIO

A maior parte dos alunos com Síndrome de Down vai precisar de apoio adicional. Porém, o tipo de apoio que a criança recebe pode ter um enorme impacto na efetivação da inclusão.

A seguir, algumas coisas que são esperadas do profissional de apoio:
No que diz respeito à criança:
- Aumentar o acesso ao currículo e ao desenvolvimento do aprendizado.
- Garantir que a criança aprenda novas habilidades.
- Ajudar a desenvolver a independência.
- Ajudar a desenvolver habilidades sociais, amizades e comportamento apropriado para a idade.

No que diz respeito ao professor:
- Ajudar a modificar ou adaptar tarefas planejadas pelo professor.
- Dar informações mais detalhadas sobre o desempenho do aluno ao professor.
- Dar oportunidade ao professor de trabalhar individualmente com uma criança com Síndrome de Down ou em grupo enquanto assume o lugar do professor.

TAMBÉM É MUITO IMPORTANTE QUE O PROFESSOR DE APOIO SEJA VISTO COMO PERTENCENDO A TODA CLASSE, DANDO AJUDA A TODAS AS CRIANÇAS QUE NECESSITAREM, E NÃO COMO PROPRIEDADE DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN. DESTA MANEIRA, OUTRAS CRIANÇAS DA CLASSE SE BENEFICIAM COM O APOIO EXTRA . O PROFESSOR NUNCA DEVE ABDICAR DE SUA RESPONSABILIDADE PELA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN.

AJUDA INDIVIDUAL E SAÍDAS DA CLASSE

Além disso, o apoio não deve consistir apenas e nem principalmente na professora ajudante trabalhando individualmente com a criança, especialmente quando isso requer saídas da classe, o que deve ser evitado ao máximo. Embora vá haver vezes em que algum trabalho individual seja requerido, isso só deve ser feito em último caso e dentro da sala de aula, sempre que possível.

ESTRATÉGIAS
Esteja ciente de que muita ajuda individual pode privar a criança de:
- ser beneficiada da estimulação e modelos proporcionados pelos colegas.
- aprender a trabalhar cooperativamente.
- aprender a trabalhar independentemente.
- desenvolver relações sociais com seus colegas.

QUANTOS AJUDANTES ?

Em geral, não é aconselhável ter um profissional de apoio para ajudar uma criança. Isso pode levar a uma familiaridade grande demais e à dependência da criança naquela pessoa, além de ser uma relação intensa demais tanto para a criança quanto para o ajudante. Considere ter dois ajudantes ao invés de um, que se revezem dividindo horários ou dias. Isso também pode facilitar na hora de substituir um ajudante quando o outro se ausentar por qualque motivo.

Quando planejar o apoio, é vital decidir:
- Quem vai adaptar o trabalho e de que maneira?
- Quem vai procurar e preparar recursos adicionais ?
- Quando isso vai acontecer e com que frequência ?

O professor da turma é o responsável pela diferenciação das atividades, mas muitos professores de apoio são capazes de adaptar atividades se e quando necessário.

O CURRÍCULO
Embora vá haver uma necessidade contínua de visar a independência, o comportamento social e a inclusão social da criança com Síndrome de Down, algumas metas devem ser alcançadas no primeiros anos. Uma atenção maior deve ser dada quando a criança passa da primeira para a segunda série.

Mesmo assim, como para qualquer criança, as atividades devem ser modificadas e adaptadas para se adequar ao nível de aprendizado e desenvolvimento da criança. Em alguns casos, isso pode significar que um novo conceito, assunto ou habilidade deverá ser recortado até um nível bem básico com um foco num ponto específico que você quer que a criança aprenda e entenda.

Embora isso possa significar que, em alguns casos, a criança com Síndrome de Down estará trabalhando num nível muito diferente , não quer dizer que o assunto ou tópico que ela esteja trabalhando seja diferente do dos demais colegas. Com planejamento e o apoio do professor ajudante isso pode ser alcançado com sucesso em muitos casos.

PRÁTICAS DE SALA DE AULA

Muitos alunos com Síndrome de Down, assim como outros alunos com necessidades educacionais especiais, não se adaptam a algumas práticas de sala de aula: aulas expositivas para a turma inteira, aprender ouvindo, e trabalho de reforço baseado em exercícios sem modificação. Portanto, os professores precisam analisar suas práticas de sala de aula e todo o ambiente de aprendizado na classe de forma que as atividades, os materiais e os grupos de alunos sejam levados em conta. Para certos propósitos, a habilidade será menos importante do que os estilos de aprender de cada aluno. É importante, por exemplo, utilizar a motivação e a oportunidade para aprender com bons modelos que surgem quando o alunos com Síndrome de Down está trabalhando em grupo os colegas.

Estudos mostram que não apenas os alunos com necessiades educacionais especiais preferem trabalhar em grupo, mas o grupo cooperativo fomenta o aprendizado.

ESTRATÉGIAS
Decida quando a criança deve trabalhar:
- Em atividades com toda a classe.
- Em grupo ou em pares na classe.
- Em grupo ou em pares numa área afastada.
- Individualmente independentemente ou individualmente com o professor.

Decida quando a criança deve ficar:
- Sem apoio.
- Com apoio dos colegas.
- Com apoio do professor assistente.
- Com apoio do professor da turma.

- Faça um Plano de Educação Individual para atingir determinadas áreas que necessitem atenção.
- Produza uma grade de horários visualmente atraente para que a criança entenda a estrutura do seu dia.

LEITURA

Há muitas pesquisas destacando a forte ligação entre a leitura e o desenvolvimento da linguagem em crianças com Síndrome de Down e a leitura é uma área do currículo em que muitas destas crianças podem se sair muito bem. Como a palavra escrita faz com que a linguagem se torne visual, os textos impressos superam a dificuldade do aprendizado pela audição.

A leitura pode portanto ser usada para:
- Ajudar o entendimento.
- Ajudar a acessar o currículo.
- Melhorar as habilidades de fala e linguagem.

PORÉM É IMPORTANTE ESTAR ATENTO SOBRE COMO A CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN APRENDE A LER, JÁ QUE AS MANEIRAS PODEM SER DIFERENTES DAS RECOMENDADAS POR CADA ESCOLA. UM FATOR CHAVE AO ENSINAR UMA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN A LER É UTILIZAR O MÉTODO DE APRESENTAR A PALAVRA COMPLETA E MUITAS CRIANÇAS SÃO CAPAZES DE COMEÇAR A CONSTRUIR UM VOCABULÁRIO VISUAL DE PALAVRAS FAMILIARES DESTA MANEIRA.

Isso, é claro, pode significar um problema quando existe a exigência de que o método fônico seja utilizado na alfabetização. Usar fonemas para decodificar palavras pode ser mais difícil para crianças pequenas com Síndrome de Down porque ele envolve habilidades como audição apurada e discriminação de sons, assim como estar apto a resolver problemas. Mas uma noção básica do método fonético pode ser adquirida por muitas crianças com Síndrome de Down e isso deve ser introduzido enquanto elas estão construindo seu vocabulário visual.

ESCRITA

Produzir qualquer forma de trabalho escrito é uma tarefa muito complexa. As dificuldades de memória curta, fala e linguagem, sistema motor fino e organização e sequenciamento de informação provocam um impacto considerável na aquisição e desenvolvimento da escrita para muitos alunos com Síndrome de Down.

Áreas de especial dificuldade:
- Colocar as palavras em sequência para formação da frase.
- Colocar eventos-informação em sequência na ordem correta.
- Organização de pensamentos e informação relevante no papel.

ESTRATÉGIAS
- Investigar recursos adicioais para ajudar a escrita como um processo físico – diferentes tipos instrumentos para escrever, apoio tátil para empunhar o lápis, linhas grossas, quadrados no papel para limitar o tamanho da letra, papel com pauta, quadriculado, quadro individual para escrever, programas de computador.
- Oferecer apoio visual – flash cards (cartões de leitura com figura ou foto e palavra), palavras-chave e símbolos gráficos escritos em cartões.
- Oferecer métodos alternativos de memorização: sublinhar ou circular a resposta correta, sequência de frases com cartões, programas de computador específicos, utilizar o método Cloze (subtração sistemática de palavras, substituídas por lacunas num texto a ser aprendido).
- Garanta que os alunos só escrevam sobre assuntos que estejam dentro de sua experiência e entendimento.
- Ao copiar do quadro, sublinhe ou destaque uma versão mais curta que focalize o que é essencial para o aluno.
- Encorajar o uso de letra cursiva para ganhar fluência.

ORTOGRAFIA

Como a leitura, não é indicado confiar apenas na fonética para resolver problemas de ortografia, uma vez que muitas crianças com Síndrome de Down estarão soletrando palavras a partir da sua memória visual. Porém, para desenvolver e expandir sua habilidade de leitura elas vão precisar aprender algumas noções fonéticas , mas o desenvolvimento nesta área pode ser mais lento do que o de seus colegas.

ESTRATÉGIAS
Devido às habilidades de fala e linguagem mais fracas e o vocabulário limitado, é importante:
- Ensinar palavras que eles entendam.
- Ensinar palavras objetivando promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.
- Ensinar palavras necessárias para matérias específicas.
- Ensinar ortografia da maneira mais visual possível.
- Usar métodos multi-sensoriais – por exemplo, olhe-cubra-escreva-cheque, cartões com figuras e palavras, acompanhar com o dedo as letras.
- Reforçar os significados de palavras abstratas com figuras e símbolos.
- Colorir grupos e padrões de letras similares dentro das palavras.
- Oferecer um banco de palavras com figuras agrupado alfabeticamente para reforçar o significado.
- Trabalhar atividades de ortografia no computador.
- Ensinar famílias de palavras simples e básicas.






Folheto produzido por Sandy Alton, da Down´s Syndrome Association




"Incluir significa promover e reconhecer o potencial inerente a todo ser humano em sua maior expressão: a diferença."

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Alunos especiais sofrem com falta de estrutura adequada


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=825559
Salas mistas: em algumas escolas da rede estadual de ensino, professores convencionais e especialistas em linguagem de sinais transmitem o conteúdo ao mesmo tempo
3/8/2010
Para Seduc, inclusão efetiva de estudantes com alguma deficiência ainda é um desafio a ser enfrentado no Ceará

As aulas recomeçaram. Mas, o que é um acontecimento normal para a maior parte dos estudantes, ainda é um tormento para vários outros, portadores de necessidades especiais. Além do preconceito por parte dos próprios familiares, eles sofrem com a falta de estrutura nas escolas e má formação dos professores, principalmente no ensino público.

Segundo dados da Secretaria de Educação Básica do Estado do Ceará (Seduc), dos 173 mil estudantes matriculados na rede pública estadual, atualmente, na Capital, há apenas 103 portadores de necessidades especiais inclusos em salas regulares. O número representa 0,06% do total, ou seja, menos de 1% dos estudantes.

Segundo a Secretária de Educação do Estado, professora Izolda Cela, a lei é clara quando diz que nenhuma escola pública pode rejeitar o aluno portador de necessidade especial. Porém, conforme ela, o grande desafio ainda é fazer com que essa inclusão seja efetiva e o aluno tenha o seu direito de aprendizagem atendido. Ao mesmo tempo, ela afirma que uma grande barreira ainda são os familiares, pois o problema, garante, não é a falta de vagas nas instituições, e sim, a baixa procura pelas que estão sendo oferecidas.

Segundo a secretária, outra dificuldade é diminuir a quantidade de estudantes nas salas de aula em que os portadores de necessidades especiais serão incluídos. "É importante que o aluno se sinta acolhido em uma ambiente pedagógico propício, além de ter professores especializados e qualificados", diz.

A secretária de educação afirma também que, em muitos casos, como os deficientes auditivos, os estudantes preferem estudar em instituições especializadas. "Acredito que o conhecimento possa ser melhor aproveitado por eles nesses locais, pois, em uma sala de aula regular, nem os colegas nem professores possuem o conhecimento de Língua Brasileira de Sinais (Libras), e isso dificulta a aprendizagem destes alunos", avalia.

Mas, situações como essa só ocorrem, segundo Ernany Barbosa, superintendente da Educação Especial da Seduc, devido a carência de professores capacitados para educação especial nas escolas regulares, principalmente na formação em Libras. "Temos uma grande carência de intérpretes nas escolas. Para se ter uma ideia, até no Instituto Cearense dos Surdos existem professores efetivos e temporários sem o curso de libras", frisa.

Carência

A Escola Estadual Professor Renato Braga é um reflexo dessa situação. Na Capital, a instituição é a que mais possui portadores de necessidades especiais matriculados em salas de aulas regulares: são 70, em um universo de 950 estudantes. Conforme a diretora Suely Silvestre, nenhum professor da escola fez curso de formação em educação especial e nem domina o uso de libras. "Aqui, nós temos sete salas de aulas com intérpretes, mas, quando eles faltam, os alunos especiais pedem para ir para casa", revela.

Ela atribui a carência de professores capacitados à falta de tempo dos profissionais de frequentarem os cursos, e diz que o problema só será solucionado quando as disciplinas voltadas para necessidades educacionais especiais forem ministradas na própria universidade. "A maioria dos professores trabalha três expedientes por dia. Além disso, nenhuma escola libera professor para estudar", desabafa.

A estudante Thaís Sousa de Oliveira, que cursa o 2º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Renato Braga, diz que estuda com deficientes auditivos e reconhece que eles possuem muita dificuldade. No entanto, ressalta que isso não é motivo para transferi-los para uma escola especial. "Acho que eles precisam conviver com outras pessoas ditas normais. Só assim vão se sentir devidamente incluídos na sociedade", afirma.

Saiba Mais
O que diz a lei:

Na classe comum serão matriculados todos os alunos de Educação Especial, com ou sem diagnóstico comprovado, nas escolas de ensino regular, seguindo os critérios:

1. Alunos com deficiência ou síndromes devem ser matriculados e encaminhados ao Atendimento Educacional Especializado mais próximo de sua residência;

2. As salas de inclusão sempre deverão ter matriculados alunos com a mesma deficiência, sendo no máximo 4 alunos com deficiência auditiva ou 3 alunos com deficiência visual ou 2 alunos com deficiência intelectual;

3. As salas de inclusão no Ensino Fundamental I deverão ter de 10 a 15 alunos;

4. As salas de inclusão no ensino fundamental II deverão ter de 15 a 20 alunos;

5. As salas de inclusão no ensino médio deverão ter de 25 a 30 alunos;

6. Nas salas de inclusão com alunos com deficiência auditiva, o núcleo gestor deve encaminhar um ofício à Sefor, apresentando a necessidade de lotação de um intérprete de Libras;

7. Nas salas de inclusão com alunos com deficiência visual, o núcleo gestor deve encaminhar o pedido de material didático adaptado, ao Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado do Estado do Ceará (Ao núcleo CAP)

Fonte: Superintendência da Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor)

FOLGA PROLONGADA
Reformas prejudicam estudantes

O dia, ontem, foi de retomar a rotina em entidades de ensino de todo o Estado, mas, para 950 alunos da Escola Estadual Renato Braga, na Avenida Rui Barbosa, na Aldeota, as férias ainda continuam. Segundo a diretora Suely Silvestre, a previsão é que, apenas amanhã, pelo menos uma parte das salas de aula da escola, que está em reforma, estejam prontas para que os alunos possam regressar.

Conforme Suely, o local passa por uma pintura e sofre intervenções na parte elétrica, que estava bastante danificada. Diante de tantos problemas, acrescenta, não foi possível finalizar a obra antes do início das aulas. "A estrutura era inadequada para receber os nossos alunos e professores. Mas, agora, vamos ter uma escola digna e tentaremos repor as aulas perdidas assim que possível", diz.

Situação semelhante a que acontece no Instituto de Educação do Ceará, no Bairro de Fátima. Diante de uma reestru-turação do prédio, parte dos alunos do turno da noite estão sendo obrigados a frequentar às aulas na Escola Estadual Juarez Távora, no mesmo bairro.

Sem previsão

Já os alunos que estudam no período da manhã, sofrem com a ausência de professores e retornaram para casa antes da hora. Eliane Gondim Sampaio, diretora do Instituto, afirma que a reforma não prejudica os estudantes, já que a outra instituição para onde eles são transferidos é próxima da escola. Ela diz que não há previsão de término da reestruturação do prédio.

Além de tudo, a ausência de aulas devido a aposentadoria de dois docentes está prejudicando parte das turmas matriculadas no período da manhã. Segundo Eliane Sampaio, os alunos estão sem aula de matemática e sociologia. "Estamos mandando um ofício para que a Secretaria de Educação reponha o nosso quadro. Acredito que não vá haver demora", garante.

KARLA CAMILA
Repórter

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=825559

domingo, 13 de junho de 2010

Calendário de vacinação para as crianças com Síndrome de Down

Ao nascer

BCG , Hepatite B (HB)

2 meses

Poliomielite oral, Tetravalente (DTP/Hib), Hepatite B, RotavírusPn 7-valente, Menin C conjugada

4 meses

Poliomielite oral, Tetravalente (DTP/Hib), RotavírusPn 7-valente, Menin C conjugada


6 meses Poliomielite oral, Tetravalente (DTP/Hib), Hepatite BPn 7-valente, Influenza


7 meses

Influenza


9 meses

Febre amarela (para áreas de risco)

12 meses

Sarampo/Caxumba/Rubéola, Varicela, Pn-7valente, Hepatite A

15 meses

Poliomielite oral, DTP, Menin C conjugada

18 meses

Hepatite A

4-6 anos

Poliomielite oral, DTP, Sarampo/Caxumba/Rubéola

Anualmente Influenz

Projeto de REFORÇO ESCOLAR para crianças com SINDROME DOWN

A Associação EXISTIR vai proporcionar REFORÇO ESCOLAR, para crianças com SINDROME DOWN, o projeto vai fornecer reforço escolar especializado e de qualidade.

 
INSCRIÇÕES ABERTAS A PARTIR DE JULHO DE 2010

TEL. 85-9988.04.60 /9908.58.09/ 8155.6732

TEL. 3293.6967

Tratamento da síndrome de Down

Não existe um tratamento específico para síndrome de down a fim de reverter a trissomia do cromossomo 21. O tratamento engloba, na verdade, uma série de medidas para tratar os problemas clínicos decorrentes da síndrome e também uma série de medidas de estimulação precoce e inclusão para aproveitar todo o potencial da criança com síndrome de Down.

A estimulação precoce é um atendimento especializado direcionado a bebês e crianças de 0 a 3 anos com risco ou atraso no desenvolvimento global.

Este atendimento é de fundamental importância, pois possibilita dar suporte ao bebê no seu processo inicial de interação com o meio, considerando os aspectos motores, cognitivos, psíquicos e sociais de seu desenvolvimento, bem como auxiliar seus pais no exercício das funções parentais, fortalecendo os vínculos familiares.

Toda criança deve ser incluída na sociedade desde que ela nasce, começando com a inclusão em sua própria família, para então criar bases para inclusão escolar e social.

A criança com síndrome de Down deve ser inserida na sociedade desde bem pequena quando freqüenta em seus passeios de carrinho os mesmos lugares que os outros bebês sem Síndrome de Down.

Na fase pré-escolar é recomendado que a criança seja inserida em igualdade de condições com outras crianças, incentivando o desenvolvimento motor e psicossocial.

Nas fases seguintes, a partir da alfabetização, um apoio específico é recomendado, tais como reforço escolar. Ainda assim os especialistas recomendam que se evite a exclusão por meio de classes especiais separadas.

Apoios na aprendizagem de ALUNOS COM SÍNDROME DOWN

Apoios na aprendizagem




O ser humano é um ser essencialmente social que busca viver em grupos. Sendo assim, podemos entender que esta busca se dá, entre outros motivos, pela necessidade de estabelecer condutas de apoio e cumplicidade. Isto se repete de diferentes maneiras nas situações que vivemos, enfrentamos e construímos. Na escola não é diferente - o apoio é necessário e, algumas vezes, condição para aprender. Porém, apoio não é substituição, compensação ou simples eliminação de obstáculos. Também não pode ser entendido como mera facilitação para se chegar a um determinado fim. Apoio é algo essencial para, diante de dificuldades, se encontrar o melhor caminho a percorrer. Apoiar é dar condições, é fazer pontes, é prover recursos, é estimular, não deixar desistir, sempre com o cuidado de não interferir no desenvolvimento da autonomia.

Cada pessoa ou escola tem suas particularidades, portanto vai necessitar ou utilizar o recurso do apoio ou acompanhamento de diferentes maneiras e em diferentes momentos.



Inclusão escolar é o respeito à diversidade de cada aluno visto a partir de seu potencial próprio de aprendizagem. A escola inclusiva é aquela que busca um novo modo de ensinar a todas as crianças, adequando-se ao estilo de cada uma, desviando-se da tendência à homogeneização. Inclusão é processo, é construção, é transformação em curso, com direito a revisões de percurso. Não estamos falando aqui em experiências, tentativas imprudentes e resultados hipotéticos. Falamos de escolas que querem acertar, e sabem que seu dever é oferecer o que for preciso para o aprendizado e inclusão de seus alunos. Estas escolas logo descobrem carência de apoios e a ausência de fórmulas, e procuram formas de ensinar que sejam compatíveis com sua estrutura acadêmica, com sua metodologia, com o material físico e humano disponíveis.



A diversidade, tão valorizada no olhar que damos aos alunos, também está presente na escola e professores que os recebem. Diferentes contextos culturais, diferentes métodos, condições financeiras ou filosóficas, diferentes seres humanos que representam cada professor, diversos em sua formação, sua história e seus princípios e, finalmente, diferentes fases e especificidades encontradas no processo de aprendizagem e construção emocional de cada aluno, vão definir a realidade do ambiente escolar da criança.



Para ensinar a todos, a postura do olhar altamente individualizado para o aluno - não apenas o que tem SD ou outra NEE - é fundamental. A reorganização do modo de ensinar, as expectativas de aprendizagem e as adequações serão também altamente personalizadas, visando alcançar o aluno através de suas competências, seus canais de acesso. E estas competências e predisposições podem variar tanto de aluno para aluno... Como então regrar a inclusão? Como estabelecer o que é aceitável e o que não é?



Queremos abordar no presente texto uma das formas de praticar e efetivar a inclusão: o acompanhamento do aluno na escola e os apoios que ele pode precisar, em um outro momento, para aprender. É assunto sem unanimidade, levanta polêmicas e discussões. Pode ocorrer de diversas formas: em tempo integral ou em determinados momentos mais formais, em apenas algumas matérias ou em todas as consideradas acadêmicas, dentro da sala ou em espaço reservado, no turno ou no contra-turno, com assistente/tutor pessoal ou de toda a sala. Pode ser necessário e não oferecido, pode ser imposto e cobrado. E pode ser bom, adequado e produtivo, assim como pode ser desmotivante e promotor de relações de dependência. Mais uma vez, precisamos do olhar que respeita a diversidade e procurar entender cada modo de acompanhar, para então questionar, negar ou aceitar. A intenção não é determinar se apoio, reforço ou tutoria são necessários para a aprendizagem de crianças com SD (pois acabamos de demonstrar a grande variedade de aspectos que devem ser considerados para chegar a tal conclusão), mas sim a de levantar possibilidades e analisar alternativas.



Considerando a diversidade existente dentro da própria SD, não há como determinar o que é mais adequado para um ou outro aluno. A inclusão de uma criança no ensino regular não permite ousar qualquer tipo de generalização. O apoio é tão variável e sem regras quanto a inclusão - não existe fórmula, apenas a vontade de fazer acontecer e o acreditar que é possível, pontos essenciais para conhecer o aluno a partir das suas possibilidades. Todo apoio ou acompanhamento é válido desde que atenda as necessidades da criança, da família e da escola e, principalmente, desde que envolva o aluno em um processo lado a lado, e não de cima para baixo. As estratégias utilizadas como apoio em sala, como por exemplo, o uso de gravuras, vídeos e experiências práticas para favorecer a aprendizagem do aluno que tenha dificuldades em assimilar informações apenas pelo canal da audição, podem enriquecer e consolidar o aprendizado de todos os alunos da turma. Ou seja, quando falamos de apoios, vemos uma pedagogia que pode ampliar seu alcance ao pensar em caminhos e estratégias para facilitar o acesso à aprendizagem do aluno com alguma dificuldade, incrementando assim a acessibilidade aos conteúdos da classe como um todo.



Rodriguez (2007, pg. 02) analisou detalhadamente o assunto, no artigo "Integración educativa en el aula ordinária com apoyos de los alumnos com síndrome de Down: sugerencias prácticas", que adaptamos aqui:



As possibilidades de apoio ao aluno com SD são numerosas. O apoio pode ser prestado pelo professor, por professores especiais, outros professores da escola ou pelos colegas, pelos pais da criança ou terapeutas. Pode ser realizado antes, durante ou depois da aula, dentro ou fora da classe, de forma individual ou em pequenos grupos. A flexibilidade estará assegurada tendo diante de nós modelos tão variados de apoio. Se a eles somamos uma adequação curricular que respeite as especificidades do aluno, as probabilidades de êxito aumentam significativamente.

Rodriguez afirma que a inclusão de alunos com SD no ensino regular é a forma mais apropriada para sua escolarização, desde que se tomem as medidas organizativas e metodológicas adequadas para atender às necessidades que podem se apresentar.

A questão então é como realizar este processo de inclusão para que seja o mais proveitoso possível para o aluno com SD.

Parte destes alunos se beneficiaria com apoios individualizados para seguir os conteúdos curriculares da classe, alcançando os objetivos educativos que tenham sido previstos para ele. Algumas questões a serem analisadas:



- Quem proporciona os apoios?

Quando falamos de um apoio que consiste na ajuda individual do aluno para que acompanhe aprendizagens próximas às da turma, a pessoa mais adequada é a professora regente. É ela quem passa mais tempo com ele e que tem claros os objetivos que quer alcançar com os demais alunos, portanto a mais capacitada para adaptá-los à criança com SD.

Porém, professores podem declarar que não têm tempo, nem conhecimentos específicos para atender necessidades educativas especiais. Assim os apoios podem ser proporcionados por profissionais como professores especiais, pedagogos, fonoaudiólogo ou por outros professores da escola que tenham disponibilidade de tempo para reforçar determinados aspectos curriculares.

Outra estratégia de apoio é a utilização de colegas da criança, que teriam a função de ajudar no que possam. Outra forma ainda é o reforço realizado fora da escola para trabalhar os conteúdos escolares, feito pelos pais, por profissionais ou instituições especializadas, fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo, procurando auxiliar a criança enquanto sua inclusão ainda não está consolidada, desenvolvendo habilidades complementares que nem sempre a escola consegue dar: autonomia, habilidades sociais, cálculo, psicomotricidade, leitura e escrita, manejo do dinheiro, etc.

 
- Quando se deve apoiar?

Os conteúdos escolares de reforço para crianças com SD podem ser trabalhados antes, durante e depois da aula. Uma vez determinados os objetivos para o aluno, se faz uma sequenciação, distribuindo os conteúdos por sessões. Cada sessão de aula tem, portanto, um plano de trabalho claro e conteúdos definidos, que podem ser explicados à criança antes da aula, de modo que chegue à classe com as noções básicas do que vai ser visto. Pode receber reforço depois da explicação ao grupo, depois da aula, de maneira que em outro horário reveja os aspectos que não entendeu ou que não teve tempo suficiente para assimilar. E pode também receber reforço durante a aula, como a ajuda de um outro professor, de um colega ou do próprio professor regente, logo após a explanação para toda a turma.

Qualquer destas táticas de intervenção permitirá à criança com SD seguir os conteúdos da aula com maior facilidade. Mais ainda, se pode empregar a estratégia combinada - na Espanha chamada de "cabeço e rabo" - que proporciona apoios antes e depois da aula, preparando o aluno previamente e reforçando posteriormente o trabalho feito na classe.



- Onde se faz este apoio?

Uma possibilidade é que o apoio aconteça fora da sala regular, em uma sala separada, de forma individual ou em pequenos grupos. Esta opção tem o inconveniente de que o aluno com SD perderá experiências educativas com seus companheiros. Mas tem a vantagem de trabalhar individualmente alguns conteúdos adaptados ao aluno, que às vezes podem ser bastante diferentes aos dos colegas, além de possibilitar o trabalho dirigido a questões específicas que podem estar comprometendo a aprendizagem globalmente: programas de reforço da atenção, memória, autonomia, linguagem, etc. Sem dúvida, o aluno também poderá receber o apoio dentro da sala regular. O trabalho simultâneo de dois professores dentro da classe é uma modalidade de apoio que pode beneficiar a todos os alunos e requer um trabalho conjunto sistematizado e bem coordenado dos educadores, que deverão programar juntos os objetivos e atividades utilizadas na sala de aula.



A missão fundamental do professor de apoio não pode se reduzir a fazer tarefas com o aluno para que possa seguir o ritmo dos demais, nem a corrigir suas condutas inadequadas para que o professor regente possa dar sua aula com tranqüilidade. É importante que seus objetivos incluam um investimento no trabalho autônomo da criança, sua participação ativa na classe, a realização de atividades ao mesmo tempo com os colegas e a melhora de sua atenção. O objetivo maior do professor de apoio é o de vir a ser desnecessário, com o aluno que seja suficientemente autônomo para estar na aula de forma participativa, ativa e produtiva.

 
- Quais conteúdos vão ser reforçados ou apoiados?

A avaliação criteriosa do aluno e a elaboração das adequações curriculares individuais definirão os seus objetivos e conteúdos. A partir disto, se definirão os conteúdos que requerem um trabalho de apoio ou reforço.

É provável que à medida que avança no Ensino Fundamental, o aluno vá necessitando de apoios ou adaptações mais significativas. Mas não há como generalizar. Cada aluno, cada matéria, deverão ser objetos de análise e adequações específicas e personalizadas.



- Como fazer?

Para que um aluno com SD (ou outras necessidades educativas especiais) possa aprender e estar realmente incluído na escola regular, o professor, além dos apoios propriamente ditos, pode tomar outras medidas complementares para aumentar a participação deste estudante. São medidas que não vão exigir um esforço excessivo do professor, vão auxiliar o aluno com SD e poderão produzir melhoras na aprendizagem de todos os alunos da classe.


Medidas relacionadas aos colegas:

- os colegas podem receber uma breve explicação sobre a Síndrome de Down.

- deve-se levar em conta que a forma como os colegas vão interagir com o aluno com SD terá como modelo a interação da professora com este aluno.

- é interessante criar a figura do aluno tutor ou de acolhida, válido para qualquer aluno novo que se incorpore à sala, que o acompanhará e ajudará nos primeiros dias.

- realizar atividades com diversos tipos de agrupamentos, pares, pequenos ou grandes grupos, para oportunizar a socialização.


Medidas para a classe:

- estruturar as aulas para todos os alunos, dando uma idéia geral do conteúdo e objetivos no início, resumindo os pontos-chave à medida que a aula vai avançando e realizando uma revisão e resumo ao final.

- estratégias de organização da informação. Confeccionar antes de cada tema um mapa conceitual, um quadro resumido ou em esquema prévio, que englobe as principais idéias da aula, para que todos os alunos conheçam antecipadamente o que vão trabalhar nas próximas horas ou dias e elaborar um resumo final ao concluir o tema.

- ressaltar as idéias fundamentais de cada aula, seja sublinhando ou destacando partes de textos, ou a partir de dicas ou resumos. Desta forma, o professor ajuda os alunos a realizar tarefas de síntese, destacando o essencial.

- organizar as aulas programando momentos para realizar supervisões individuais dos alunos ou ajudas relativas a aspectos concretos em que possam ter dificuldades. Cinco minutos após uma explicação ao grupo para que o professor se aproxime do aluno com SD e comprove que entendeu, podem ser suficientes.

- animar os colegas para que apóiem o amigo com SD e o ajudem em suas tarefas. A tradicional regra escolar que afirma que "Não se pode colar" pode ser desconsiderada aqui, pois se o objetivo final é a aprendizagem de todos os alunos, em muitas ocasiões uma breve explicação ou modelo de um companheiro é mais efetivo que todos os esforços do professor.

- ter previstos momentos de descanso na aprendizagem intercalando atividades. Encurtar os tempos de trabalho. Dois períodos curtos de atividades podem ser mais produtivos do que um período longo e cansativo.

- confeccionar um banco de materiais na sala, com atividades para cada unidade didática com diferentes níveis de dificuldade para os diferentes alunos, de reforço para os que necessitam consolidar as aprendizagens e de ampliação do conhecimento adquirido para os mais ágeis em aprender. Por exemplo, podem existir textos longos e textos curtos para cada tema.

- planejar atividades variadas para um mesmo objetivo, utilizando materiais ou estratégias diversos, para que sejam acessíveis aos que aprendem de formas diferentes.

- realizar uma distribuição flexível de espaços e tempos. Por exemplo, distribuir a turma em zonas de atividade ou tarefas e com horários em função do ritmo do trabalho dos alunos.

- limitar as exposições orais, complementando-as sempre que possível com outras formas de atividades, mais práticas e funcionais, que impliquem numa maior participação do aluno.

- revisar com freqüência o que foi trabalhado anteriormente, para verificar que as capacidades adquiridas não tenham sido esquecidas e que se está produzindo uma verdadeira consolidação da aprendizagem.



Medidas dirigidas ao aluno com SD:

- utilizar os pontos fortes para melhorar sua aprendizagem. Empregar o ensino baseado em imagens e objetos, com apoio visual para facilitar a memorização e a aplicação prática em situações reais. Por exemplo, painel com os horários de atividades, para que saiba sua rotina. Estratégias que auxiliam sua postura de estudante e comportamento adequado: cartazes espalhados pela escola com orientações, as regras, os horários, etc. Cartazes com assuntos trabalhados, temas atuais.

- a aprendizagem por meio de modelos ou por observação pode ser mais destacada nas crianças com SD. Permitir que o aluno tome seus colegas como referências antes ou durante a atividade.

- levar em conta também seus pontos fracos, por exemplo, limitando as exposições verbais em sala, reduzindo as exigências de expressão oral ou adaptando as explicações e tarefas à sua capacidade de atenção.

- se o aluno com SD tem dificuldades em captar informações por via auditiva:

falar com a criança comprovando que esteja atento, olhando no rosto e transmitindo-lhe mensagens diretas, curtas, concisas e sem duplo sentido.

sentar-se nas carteiras da frente.

reforçar as exposições, instruções e ordens orais com expressões faciais, sinais ou gestos.

escrever as palavras-chave e o vocabulário novo na lousa

conceder tempo suficiente à criança para que processe a informação e possa responder, respeitando a lentidão de sua resposta.


Segundo Sandy Alton, da Down´s Syndrome Association, algumas crianças com síndrome de Down precisam de apoio adicional. Este material apresenta alguns aspectos que são esperados do profissional de apoio, no que diz respeito à criança:

Aumentar o acesso ao currículo e ao desenvolvimento do aprendizado.

Garantir que a criança aprenda novas habilidades.

Ajudar a desenvolver a independência.

Ajudar a desenvolver habilidades sociais, amizades e comportamento apropriado para a idade.



No que diz respeito ao professor de apoio:

Ajudar a modificar ou adaptar as tarefas planejadas pelo professor.

Dar informações mais detalhadas sobre o desempenho do aluno ao professor.

Dar oportunidade ao professor de trabalhar individualmente com uma criança com síndrome de Down ou em grupo enquanto assume o lugar do professor.



Para esta autora, é muito importante que o professor de apoio seja visto como pertencendo a toda classe, dando ajuda a todas as crianças que necessitarem, e não como propriedade da criança com SD. Desta maneira, outras crianças da classe se beneficiam com o apoio extra. O professor da turma é o responsável pela diferenciação das atividades, e o professor de apoio poderá adaptar atividades se e quando necessário. O professor-regente nunca deve abdicar de sua responsabilidade pelo aluno com SD.


Além disso, o apoio não deve consistir apenas e nem principalmente na professora ajudante trabalhando individualmente com a criança, especialmente quando isso requer saídas da classe, o que deve ser evitado ao máximo. Embora vá haver vezes em que algum trabalho individual seja requerido, isso só deve ser feito em último caso e dentro da sala de aula, sempre que possível.



É importante estar ciente de que ajuda individual demais pode privar a criança de:

ser beneficiada da estimulação e modelos proporcionados pelos colegas.

aprender a trabalhar cooperativamente.

aprender a trabalhar independentemente.

desenvolver relações sociais com seus colegas.

O excesso de ajuda individual também pode levar a uma familiaridade grande demais e à dependência da criança ao profissional de apoio, além de ser uma relação intensa demais tanto para a criança quanto para o ajudante.



Para Reuven Feurstein, é grande a importância da experiência da aprendizagem mediada no processo da educação inclusiva. A Experiência da Aprendizagem Mediada é uma interação na qual o mediador (pai, mãe, professor) se situa entre o indivíduo mediado (filho ou aluno) e os estímulos (os objetos, problemas) de forma a selecioná-los, ampliá-los ou interpretá-los utilizando estratégias para produzir significações além das necessidades imediatas da situação. O mediador seleciona, filtra, organiza, nomeia e dá significado aos objetos, envolvendo e motivando o aluno no processo de aquisição de conhecimento e desenvolvimento de suas funções cognitivas.


O professor mediador valoriza a aprendizagem como esforço, e não como resultado. Envolve os colegas, outros professores, os pais de seu aluno, demonstrando que podemos ensinar dando ferramentas para que todos os alunos desenvolvam o hábito de pensar, refletir sobre as situações, fazer escolhas e determinar estratégias para solucionar problemas, e que possam participar das decisões, sem ser apenas o objeto delas.

A visão cooperativa da aprendizagem escolar é instrumento de grande valor, quando se usam recursos e estratégias que envolvem todos os alunos, dando ao que tem necessidades especiais um papel que respeite suas habilidades. Habilidades essas que devem ser descobertas, desenvolvidas e utilizadas na valorização deste aluno perante a turma, promovendo sempre sua auto-estima, porém sem descuidar das regras gerais e bom comportamento. Mediar a aprendizagem de um aluno é envolvê-lo efetivamente no processo, dar a ele a devida importância como protagonista de sua aprendizagem, e não apenas depositário de informações.


Para alguns alunos, em algumas matérias, em diferentes períodos escolares, o professor-regente pode desempenhar sozinho o papel desse mediador. Em outros, o apoio de outro professor pode ser necessário. Exigências adequadas são apoios importantes que o professor pode dar para seu aluno - atividades e atitudes que estejam dentro de seu campo de possibilidades. O que é muito pernicioso na inclusão é quando a criança percebe que se pede para ela coisas que não consegue realizar, ou não se cumprem combinados que existem para seus colegas como avisos quando não faz a lição de casa, avaliações muito fáceis ou inexistentes, tarefas em sala totalmente diferentes em conteúdo e dificuldade das dos outros alunos. Apoiar também significa ter expectativas positivas a respeito de seu aluno com SD, e exigências coerentes com o que se espera de todos os alunos. Peça ao seu aluno aquilo que ele pode fazer. E cumpra o que promete, sejam prêmios ou punições.

''Pensar antes'' é de profunda importância para trabalhar com seus alunos, e é também uma maneira necessária e eficiente de apoiar verdadeiramente: aulas estruturadas previamente, em que a professora tenha tido o exercício anterior de se organizar para atingir cada aluno, podem ser o antídoto para o tão comentado "despreparo".

Concluindo, apoiar é feito de gente, de estratégias, de recursos, de materiais, de flexibilidade e até de percepções mais subjetivas. O bom-senso às vezes pode ser o canal mais criativo - vai permitir ao professor reconhecer e respeitar o que seu aluno está precisando para aprender melhor naquele preciso momento: ilustrações sobre o que está sendo dito, ou sentar-se mais perto do professor ou do amigo, ou de um auxiliar que lhe aproxime do conteúdo, ou... O importante é olhar e querer ver. É acreditar e querer fazer. Esse é o apoio mais importante de todos.


Josiane Mayr Bibas

Maria Izabel Valente


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Brasília – Diversas associações de pessoas com síndrome de Down compareceram hoje (06) na sessão solene realizada pela Câmara Federal em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome, comemorado oficialmente no dia 21 de março. O consenso entre os participantes é que ainda predomina a falta de oportunidades e a discriminação para estas pessoas.

O professor de educação física, Humberto Suassuna, 30 anos, também tem síndrome de Down. Ele é personal trainer e dá aula de natação em Recife, mas garante que o preconceito é grande. “O acesso ao mercado de trabalho ainda é difícil para quem tem síndrome de Down”, relata.


Deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), Autor do requerimento, o deputado Paulo Pimenta lembrou que o Dia Internacional da Síndrome de Down tem contribuído, ao longo dos anos, para a reflexão da sociedade sobre o histórico de exclusão das pessoas, conduzindo ao questionamento das diferentes formas de discriminação nos espaços sociais e, principalmente, da negação de seus direitos fundamentais.



O judoca, carioca, Breno Viola, 30 anos, é uma das pessoas que quer conquistar seus direitos. “Precisamos mostrar o talento das pessoas com deficiência. Chega! A gente precisa acabar com este preconceito. A legislação brasileira tem que sair do papel. Todo o deficiente merece estar em escola pública e ser cidadão”
Fernanda Honoratto: uma lição de vida. Sendo entrevistada por Jô Soares, conta sua história de como vence o preconceito. Única repórter do mundo com de síndrome de down, Fernanda Honorato impressiona pela dedicação e inteligência

http://www.youtube.com/watch?v=KSovq_5NlaM

Secretária do Ministério da Educação, Cláudia Dutra

Secretária de Educação Especial do MEC, Claudia Dutra, parabenizou o trabalho realizado pela FBASD que, segundo ela, “tem sido uma parceira nessa caminhada de conscientização dos direitos de cidadania, de mudança na concepção de currículo, da organização da escola para atender a todos os alunos”.
Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down
Prezados


Participamos de uma linda sessão solene em Brasília a convite do deputado Paulo Pimenta.

Jovens e adultos com síndrome de down reivindicaram os seus espaços na sociedade e pediram o fim da discriminaçao.

Precisamos agora fortalecer a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, com associações fortes principalmente nas capitais para que sejam também sejam multiplicadoras, ajudando a criar associações nas cidades menores.

Muitos estados avançaram na caminhada pela educação inclusiva e outros não tanto, mas o importante é que seguimos tentando.

Na reunião da FBASD ainda em Londrina pedi a todos que compartilhassem experiências inclusivas e depois por várias vezes solicitei às associações, sem o retorno desejado.Mas é importante compreender que algums práticas e atividades podem ser executadas em diversos lugares, respeitando aspectos culturais, à partir da troca de experiêcias.Isso fortalece as nossas ações e intensifica a luta pelo fim da discriminação e inclusão da pessoa com síndrome de down na sociedade.

Enviem por e-mail os dados da sua associação para atualização.

Começaremos nessa semana com uma nova funcionária, que ficará na nossa sede no período da tarde.Fiquem atentos para o próximo e-mail, pois será solicitado envio de material e recadastramentos de associações, ativistas e voluntários.

Em outubro teremos um encontro e queremos contar com a presença de representante da sua associação.


Juntos SomosFortes!!!


Um abraço


Claudia Grabois

presidente da FBASD

presidentefbasd@gmail.com

twitter FBASD

terça-feira, 6 de abril de 2010

Diversas associações de pessoas com síndrome de Down compareceram hoje (06) na sessão solene realizada pela Câmara Federal em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome.

 
Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome Claudia Grabois, Associação EXISTIR Domingos Timbó, Sandra Tavares UniversoDown, 1° Vice Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome  Maria de Lurdes Marques Lima (DF DOWN)


Representando a Associação EXISTIR Síndrome de Down de Fortaleza, Domingos Sávio Tavares Timbó.
Brasília – Diversas associações de pessoas com síndrome de Down compareceram hoje (06) na sessão solene realizada pela Câmara Federal em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome, comemorado oficialmente no dia 21 de março. O consenso entre os participantes é que ainda predomina a falta de oportunidades e a discriminação para estas pessoas.


Segundo a presidente da Federação Brasileira das Associações da Síndrome de Down, Claudia Grabois a discriminação ainda é um dos principais obstáculos para as pessoas com a deficiência. “Precisamos criminalizar a discriminação. A falta de acessibilidade é discriminação”.

De acordo com o censo demográfico de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 300 mil pessoas nasceram com a síndrome no país e 14,5% da população brasileira, cerca de 26 milhões de pessoas, têm alguma deficiência física ou mental.

Segundo Cláudia, as pessoas com deficiência sempre foram renegadas a invisibilidade social e para romper com esta condição é fundamental que elas estudem, trabalhem e tenham vida social. “Houve avanços, mas no Brasil ainda há muitas pessoas que não tem acesso à educação e ao trabalho. Queremos que estas pessoas assumam seu papel na sociedade”.

O judoca, carioca, Breno Viola, de 30 anos, é uma das pessoas que quer conquistar seus direitos. “Precisamos mostrar o talento das pessoas com deficiência. Chega! A gente precisa acabar com este preconceito. A legislação brasileira tem que sair do papel. Todo o deficiente merece estar em escola pública e ser cidadão”.

O professor de educação física, Humberto Suassuna, de 30 anos, também tem síndrome de down. Ele é personal trainer e dá aula de natação em Recife, mas garante que o preconceito é grande. “O acesso ao mercado de trabalho ainda é difícil para quem tem síndrome de down”, relata.

O mesmo ocorre com Jéssica Mendes Figueiredo, de 18 anos. Ela é estudante do 3º ano do ensino médio, em Brasília, e também tem ambições profissionais. No final do ano, fará vestibular para artes cênicas. “Meu sonho é trabalhar como atriz. Sempre sonhei em ter esta profissão”, conta.

O Brasil ratificou a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos de pessoas com deficiência em 2009. O compromisso do país é o de implantar um sistema educacional inclusivo.

Segundo a Secretária de Educação Especial, do Ministério da Educação (MEC), Cláudia Pereira Dutra, o ministério vem eliminando o processo histórico de exclusão. “Nossas principais políticas são no âmbito da acessibilidade como a adequação arquitetônica dos prédios escolares, formação especial para docentes e a implantação de sala de recursos multifuncionais como computadores e jogos pedagógicos para ensino de libras e braile”.

Representando a Associação EXISTIR Síndrome de Down de Fortaleza, Domingos Sávio Tavares Timbó e Sandra Tavares a UniversoDown.

http://opovo.uol.com.br/saude/969811.html

domingo, 4 de abril de 2010

Associações de Síndrome de Down convidam para a Sessão Solene em homenagem

No dia 6 de abril o Deputado Paulo Pimenta e a Federação Brasileira das


Associações de Síndrome de Down convidam para a Sessão Solene em homenagem

ao Dia Internacional da Síndrome de Down.

Confiram no site da Câmara Federal, divulguem e Participem!!!


http://www2.camara.gov.br/eventos/sessao-solene-dia-internacional-da-sindrome-de



Abraços



Claudia Grabois



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terça-feira, 30 de março de 2010

EXISTIR comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down 21 de MARÇO DE 2010

A hora é agora. Inclusão Social:Vamos Fazer Acontecer!
Vamos fazer acontecer inclusão desde o nascimento!
Vamos fazer acontecer inclusão na educação !
Vamos fazer acontecer inclusão em todas os setores, segmentos e espaços!
Vamos fazer acontecer inclusão na sociedade e para Todos!!!
INCLUSÃO SOCIAL:VAMOS FAZER ACONTECER!

A Sindrome de Down é uma alteração genética caracterizada pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente. Por isso, a síndrome também é conhecida como Trissomia do Cromossomo 21. Não por acaso, o dia 21 de março (21/3) foi proposto pela Down Syndrome International como o Dia Internacional da Síndrome de Down, que é comemorado desde o ano de 2006.

O objetivo dessa comemoração é promover a conscientização e o esclarecimento sobre a síndrome e assuntos relacionados, bem como o apoio e o reconhecimento da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas com Síndrome de Down.
 
Audiência Publica na Assembleia Legislativa do Ceará discutirá dia 22 de março de 2010 as14:30 "SITUAÇÃO DE CRIANÇAS CEARENSES COM SÍNDROME DE DOWN NO ESTADO DO CEARÁ" em comemoração ao dia Internacional da SÍNDROME DE DOWN

Deputada Rachel Marques(PT) entrou com requerimento solicitando audiência pública para tratar da SITUAÇÃO DE CRIANÇAS CEARENSES COM SÍNDROME DE DOWN NO ESTADO DO CEARÁ" em comemoração ao dia Internacional da SÍNDROME DE DOWN.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A hora é agora. Inclusão Social:Vamos Fazer Acontecer!

FCF lança campanha para beneficiar crianças com Síndrome de Down

O presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF),. Mauro Carmélio, lançou no início da tarde de ontem, a Campanha “Seu ingresso vale um sorriso”. A primeira ação da Campanha será no Clássico-Rei (Fortaleza x Ceará) do próximo domingo, Dia Internacional da Síndrome de Down.

Ela consistirá na troca de um Ingresso Solidário por duas latas de leite em pó, de 400 gramas cada, que serão doadas para a Associação Inclusiva de Fortaleza /Existir.

A Existir faz um trabalho muito bonito destinado cuidar de crianças com Down, e por isso, a FCF, através de seu presidente, inteirada do funcionamento da Entidade, resolveu indicá-la como primeira Instituição beneficiada pela campanha “Seu ingresso vale um sorriso”.

Os torcedores poderão fazer a troca do ingresso ao lado da FCF (Rua Paulino Nogueira, 77 - Benfica) na sede da Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Ceará (Apcdec), que também apóia a iniciativa, amanhã e sábado), das 10s às 18 horas.

Serão disponibilizados mil ingressos para a Campanha, que também conta com o apoio de Ceará Sporting Club e Fortaleza Esporte Clube. Os ingressos solidários são de venda proibida.

Em outras ações, novas Instituições serão beneficiadas com a Campanha “Seu ingresso vale um sorriso”.

http://www.oestadoce.com.br/?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=9¬iciaID=25008

No lançamento da campanha a presença do representante da entidade EXISTIR Sr. Domingos Sávio Timbó, do presidente da FCF Dr. Mauro Carmélio, dos clubes Ceará Sporting Club, Fortaleza Esporte Clube e da APCDEC.



Portanto, a FCF e o Sr. Presidente Dr. Mauro Carmélio fazem um gol de placa, e quem agradecem são as crianças portadoras da síndrome de Down.